<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555</id><updated>2012-02-01T08:06:10.426-01:00</updated><title type='text'>O lugar da ponta delgada</title><subtitle type='html'>"Esta cidade da Ponta Delgada é assim chamada por estar situada junto de uma ponta de pedra de biscouto, delgada e não grossa como as outras da ilha, quase rasa com o mar, que depois, por se edificar mais perto dela uma ermida de Santa Clara, se chamou ponta de Santa Clara; entre a qual ponta e a da Galé se faz uma grande enseada (...)" Frutuoso, Gaspar; Saudades da Terra, Livro IV.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>389</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-4142980386664869390</id><published>2012-02-01T07:54:00.004-01:00</published><updated>2012-02-01T08:06:10.430-01:00</updated><title type='text'>Jogo de espelhos com imagens invertidas</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-tD6K81xdYiA/Tyj_-5RB9gI/AAAAAAAABfQ/c9RJcQtW3gc/s1600/images_invertidas.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 239px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704090384053958146" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-tD6K81xdYiA/Tyj_-5RB9gI/AAAAAAAABfQ/c9RJcQtW3gc/s320/images_invertidas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;a vida em geral, e na política em especial – sobretudo nesta, até porque, em política, os erros e/ou as mordomias de uns poucos são pagos com o “sangue suor e lágrimas” de muitos –, não há nada pior do que corrigir uma ou um conjunto de acções/intenções menos acertadas ou completamente erradas, com outra, ou outras tantas, de sentido diametralmente oposto. É do mais elementar bom senso emendar o que quer que seja gradualmente, por aproximações sucessivas, avançando no sentido daquele que foi entendido ser o “novo rumo”. Nunca de supetão! Já diz o povo que “quem muito arrocha pouco aperta”. É sabedoria popular, e, tenho a certeza, não será quaisquer Troikas e toikistas, Relvas e relvistas, uns e outros mais ou menos amparados pelo seu serviçal exército de fulanos e beltranos, quem, mesmo numa hora destas, contrarie o rifão popular.&lt;br /&gt;Os sinais, tal como o rol de contradições que os realçam, já são visíveis!&lt;br /&gt;“Trocando por miúdos”:&lt;br /&gt;Sim. Já poucos suportavam o excessivo optimismo socrático que até recentemente nos foi “vendido”: também por isso, tornou-se desejada, se não mesmo inevitável, a mudança. O que não era espectável, nem há Troika que o justifique – por mais que o repitam para parecer verdade –, é que a correcção da “ilusão socrática” possa ser feita recorrendo à “terapia Relvas/passista”, um culto pelo empobrecimento que mais do que austero é miserabilista, castrador da confiança e da esperança, comprovadamente eficaz na transformação do mau em péssimo!&lt;br /&gt;Sim. Não obstante a eficaz equipa de comunicação contratada para promover “a ilusão socrática”, foram os muitos “gatos” que não conseguiram passar por “lebre” (um só exemplo: o novo aeroporto de Lisboa e as suas localizações) o que mais ajudou a desmontar “um altar” corrompido por outras questões menores (de novo um só exemplo: a célere licenciatura de Domingo à tarde). O que não era espectável – pelo menos em tão curto espaço de tempo –, é que a “terapia Relvas/passista”, dando o dito por não dito e desde cedo afogueada pela troca de uns por outros (na EDP um António de Almeida por um Eduardo de Almeida, Catorga, de seu último nome, e na Administração das AdP uma colocaçãozita para os apaniguados Manuel Frexes e Álvaro Castelo-Branco), rapidamente esquecesse as “gorduras do Estado”, os “custos intermédios”, as grandes negociatas – e seus beneficiários – tipo PPP’s, BPN’s e BPP’s, para, em seu lugar, atacar com sofreguidão aqueles que já só têm osso. Ossos mal nutridos, nalguns casos a definharem até serem encontrados como cadáver depois de durante anos se terem arrastando a fazer “esticar” os parcos meios de subsistência com que sobreviveram (rendimentos mensais cujos valores chegam a ser a centésima parte dos auferidos por quem, não o devendo fazer, descaradamente, diz que cerca de 10.000 euros/mês são insuficientes para cobrir as suas despesas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior só mesmo os reflexos que aqui (aos Açores) nos chegam “destes espelhos”: os pretextos que “a crise” proporciona para estrangular a escassa Autonomia no entretanto conquistada, sobretudo quando vindos de quem tem, e cultiva, tendências autoritárias (nunca será demais recordar os autoritarismos anteriores, nomeadamente aquele que em situação similar até com a moeda açoriana acabou). Os reflexos “destes espelhos”, que cegam, são tão ou mais perigosos quando mais submissa for a relação político-partidária entre os detentores do poder em Portugal e os seus “afins” nos Açores.&lt;br /&gt;Uma subserviência que, por vezes (e para alguns), até admite entregar os dedos desde que lhes seja permitido “brilhar com os anéis”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Há que resistir! &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 31/01/2012; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-4142980386664869390?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/4142980386664869390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/4142980386664869390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2012/02/jogo-de-espelhos-com-imagens-invertidas.html' title='Jogo de espelhos com imagens invertidas'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-tD6K81xdYiA/Tyj_-5RB9gI/AAAAAAAABfQ/c9RJcQtW3gc/s72-c/images_invertidas.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-3615404235898730274</id><published>2012-01-03T19:36:00.014-01:00</published><updated>2012-01-04T08:35:43.030-01:00</updated><title type='text'>Santa Clara: História e Identidade para dar e vender</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-lZrCtzt4P10/TwNpRYDDSXI/AAAAAAAABfE/MUVTpF3n9GA/s1600/DPedroCastilho_250.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 170px; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693510101160380786" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-lZrCtzt4P10/TwNpRYDDSXI/AAAAAAAABfE/MUVTpF3n9GA/s320/DPedroCastilho_250.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--Jp8j_Gf6RU/TwNoXFtFg2I/AAAAAAAABeg/2FEjwg68iYo/s1600/PFernando_250.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 159px; HEIGHT: 149px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693509099804001122" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/--Jp8j_Gf6RU/TwNoXFtFg2I/AAAAAAAABeg/2FEjwg68iYo/s320/PFernando_250.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bqg8rB8y1hQ/TwNoHbjQs_I/AAAAAAAABeU/Ye9pJolOFNU/s1600/ARMAS%252520SANTA%252520CLARA_350.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 167px; HEIGHT: 151px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693508830790464498" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-bqg8rB8y1hQ/TwNoHbjQs_I/AAAAAAAABeU/Ye9pJolOFNU/s320/ARMAS%252520SANTA%252520CLARA_350.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;V&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ai para 432 anos - quase meio milénio antes desta “Troika” e seus cavaleiros (sem esquecer as amazonas) mandar ou recomendar o que quer que seja - que D. Pedro de Castilho, a autoridade de então, determinou a criação de uma terceira freguesia para Ponta Delgada: nada mais, nada menos que Santa Clara. A decisão foi tomada decorria o ano de 1580, e, sobre o assunto, com os habituais detalhes, o incontornável Gaspar Frutuoso deixou escrito para a posteridade: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“a terceira freguesia, novamente feita, de Santa Clara, antes de ser acrescentada, tinha sessenta e dois fogos e almas de confissão duzentas e noventa e sete, das quais eram de comunhão duzentas e três.”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; No ano seguinte, a 22 de Setembro, de visita à paroquial de Santa Clara, exigua ermida que haveria de ser causa e pretexto para “&lt;strong&gt;as voltas que Santa Clara deu&lt;/strong&gt;”, o mesmo D. Pedro de Castilho achou por bem acrescentar a freguesia de Santa Clara para Nascente, até à Rua da Cruz.&lt;br /&gt;Depois de mais de um século e uma série de peripécias, terminada que foi finalmente a construção de uma nova igreja – evocando São José –, em 1714 foi mudada para esta a sede da paróquia e alterada, de Santa Clara para São José, a denominação da 3ª freguesia constituída em Ponta Delgada, já então contando mais de 130 anos.&lt;br /&gt;Sob a protecção do orago original, a instituidora das “damas pobres”, Santa Clara, subsistiu no entanto um singelo curato, à volta do qual não só Santa Clara continuou a enriquecer a sua História como os santaclarenses o forte sentimento identitário que sempre os caracterizou: prova disso é que Santa Clara, mesmo como curato, para os santaclarenses nunca deixou de ser “a sua freguesia”.&lt;br /&gt;A construção do porto de Ponta Delgada e a transformação sócio-cultural que esta empreitada veio trazer ao povoado só contribuiram para a afirmação da identidade dos santaclarenses, uma marca de carácter que saiu imensamente reforçada, na transição do século XIX para o século XX, em consequência do polo industrial que, construído o porto, escolheu Santa Clara para se instalar.&lt;br /&gt;Já bem entrados no século XX, o futebol e os vários “santas claras” que ajudaram a modalidade a desenvolver e a afirmar-se em Ponta Delgada – e nos Açores – demonstram mais uma vez a forte identidade dos santaclarenses. Como o demonstra também, já em meados do século XX, um interessante texto de Lopes de Araújo (pai) com o sugestivo título: “Santa Clara – a aldeia dentro da cidade”.&lt;br /&gt;Foi esta singularidade dos santaclarenses que o “Padre Fernando” soube agregar e mobilizar na tentativa de restaurar o estatuto de freguesia que Santa Clara já tivera e perdera. Numa primeira fase não foi possível ir além do que promover o curato a paróquia – eram “os temos de Salazar” -, mas a seriedade, coragem, determinação e coerência do Padre Fernando, tal como a forte identidade dos santaclarenses, vingou (que falta fazem os discursos de lideranças sérias e coerentes: comparem o que dizem hoje sobre Santa Clara os mesmos que, à cerca de seis anos, aproveitando boleia “na onda” que outros formaram, diziam e escreviam o que ainda se pode ler sobre a criação da freguesia). Vingou, “e cá está para o que der e vier”!&lt;br /&gt;História Santa Clara tem. Identidade também. Se é uma freguesia rural ou urbana (o que serão: São Roque, Fajã de Baixo, Fajã de Cima e Relva?) logo se verá!&lt;br /&gt;Está provado como os santaclarenses do pouco fazem muito, todos o vêem e podem testemunhar (o que não acontece, por exemplo, quando se constituem Empresas Municipais, que pouco mais fazem do que “desorçamentar” e dar guarida a amigos e apaniguados).&lt;br /&gt;Portanto: Viva Santa Clara. Longa vida para Santa Clara!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A.O. 03/01/2012; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-3615404235898730274?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/3615404235898730274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/3615404235898730274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2012/01/santa-clara-historia-e-identidade-para.html' title='Santa Clara: História e Identidade para dar e vender'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-lZrCtzt4P10/TwNpRYDDSXI/AAAAAAAABfE/MUVTpF3n9GA/s72-c/DPedroCastilho_250.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-9046647949174369906</id><published>2011-12-20T08:14:00.012-01:00</published><updated>2011-12-20T12:02:45.814-01:00</updated><title type='text'>Recordar: “Xalim”</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-66CBIRkirh4/TvBT7m9FvgI/AAAAAAAABdw/rjWEtqnYzVs/s1600/Xalimezehenrique%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688138612903099906" style="WIDTH: 218px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-66CBIRkirh4/TvBT7m9FvgI/AAAAAAAABdw/rjWEtqnYzVs/s320/Xalimezehenrique%255B1%255D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-XYa5kWRGNz8/TvBTomM97NI/AAAAAAAABdk/tHP-mjx5rhY/s1600/Xalim01_01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688138286283746514" style="WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-XYa5kWRGNz8/TvBTomM97NI/AAAAAAAABdk/tHP-mjx5rhY/s320/Xalim01_01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NAKrNmyL9FA/TvBTeUpD-bI/AAAAAAAABdY/HfNC7ZwLtMY/s1600/Xalimezehenrique%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Xalim" e o irmão mais velho (Zé Henrique), antes de um CDSC vs "Oliveirenses", Agosto de 1982;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Xalim" na sede do CDSC, Maio de 2008.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;em andar muito longe da verdade é possível afirmar que o “Xalim” foi um dos últimos valiosos frutos do grande e proveitoso “viveiro de futebolistas” em que Santa Clara se transformou ao longo de quase todo o século XX.&lt;br /&gt;De facto, Santa Clara, beneficiando dos espaços livres que existiam, quer junto da sua orla marítima, quer, em especial, dentro do perímetro da “Mata da Doca”, acabou desempenhando um papel muito importante no desenvolvimento do futebol micaelense. Recintos, uns mais improvisados que outros, não faltavam. Só à beira mar, desde o “largo da eira” (mais ou menos onde hoje está o farol, já esteve uma peça que os EUA instalaram em 1917 e antes de um e da outra também lá estiveram os moinhos de vento) até “ao Calço”, já próximo dos “Tanques do Óleo”, com este último campo tendo uma das suas linhas laterais coincidindo com os carris da “locomotiva da doca”, contavam-se pelo menos três. Também os havia na “Mata da Doca”, com o “Campo Açores” à cabeça, mais uns quantos na sua lateral nascente e, ainda – a partir dos anos 60 –, também o “ring do Patronato”. Se não faltavam locais para a prática do futebol, também não faltava quem os utilizasse, sobretudo ao fim-de-semana, em especial ao sábado à tarde, altura em que se verificavam autênticas enchentes, com filas de espera aguardando vez, em consecutivos “perdidos/rua”.&lt;br /&gt;Carlos Silveira, ou “Xalim”, como ficou conhecido para o futebol, integrou ainda uma geração (a última) que obteve usufruto das condições que desde início do século XX fizeram de Santa Clara um fenómeno sócio-desportivo considerável: uma geração que ainda assistiu às últimas edições (versão anos 60/70) dos “Campeonatos de Santa Clara”, então renhidamente disputados pelas equipas do “Calço” das “Cancelas” e do “Farol”, grupos que integrando atletas mais tarde insubstituíveis nas primeiras linhas do CDSC (por exemplo: “Capinha”, Costa Pedro e “Malaco”- com estes dois últimos o “Xalim” haveria, mais tarde, de integrar “onze titulares”), por aqueles anos ocupavam o lugar das que na segunda e terceira década do século XX, patrocinadas pelas “Lojas de Santa Clara”, precederam o futebol organizado em São Miguel; geração que, e sobretudo, pôde ainda, interagir, conviver, herdar vivências e aprender com autênticas centelhas futebolísticas locais, como o “Mestre Artur Garalha” – para referir apenas um exemplo –, que, no caso em concreto do “Xalim”, além de referência, acabou tendo também uma importância capital na sua carreira desportiva.&lt;br /&gt;Desde cedo revelando-se um futebolista bem dotado, ainda muito jovem o “Xalim” passou de assistente ou participante de segundo plano nas clássicas maratonas futebolísticas do “Campo Açores” e do “ring do Patronato”, para figura de primeiro plano nos juniores do CDSC. Foi ainda enquanto júnior, em situação de recurso – a equipa estava a disputar uma prova na Madeira e o guarda-redes titular lesionou-se –, que Xalim passou desempenhar as funções em que se distinguiu.&lt;br /&gt;Era então “Mestre Artur Garalha” o treinador da equipa de juniores, e, conhecendo os dotes que o “miúdo” revelava para a função sempre que para tal era chamado nos “clássicos perdidos/rua” das tardes de sábado, confiou-lhe a guarda das redes naquela excepcional situação.&lt;br /&gt;Foi o início de uma brilhante carreira: “Xalim” rapidamente passou dos juniores à equipa principal – já o CDSC disputava a III divisão série E –, distinguindo-se também no “Os Oliveirenses” (a parte da história mais difícil de contar), ganhando igualmente grande notoriedade na LASA – Liga Norte-americana – já que, passando ao lado do que noutras condições poderia ter sido uma grande carreira, cedo emigrou para os EUA, onde reside.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 20/12/2011; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-9046647949174369906?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/9046647949174369906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/9046647949174369906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2011/12/recordar-xalim.html' title='Recordar: “Xalim”'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-66CBIRkirh4/TvBT7m9FvgI/AAAAAAAABdw/rjWEtqnYzVs/s72-c/Xalimezehenrique%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-6974430469115275341</id><published>2011-12-07T07:35:00.005-01:00</published><updated>2011-12-07T08:08:41.528-01:00</updated><title type='text'>Gordura não falta: desde toucinho a tutano</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-yF07s9Udk7M/Tt8sg4W31II/AAAAAAAABdM/wRd26AQuMM4/s1600/Toucinho.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 152px; HEIGHT: 174px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683310198160610434" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-yF07s9Udk7M/Tt8sg4W31II/AAAAAAAABdM/wRd26AQuMM4/s320/Toucinho.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-EXZC_76XZc8/Tt8pNv1kI_I/AAAAAAAABdA/lGyTIRb6fxQ/s1600/Tutano.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 165px; HEIGHT: 173px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683306570921026546" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-EXZC_76XZc8/Tt8pNv1kI_I/AAAAAAAABdA/lGyTIRb6fxQ/s320/Tutano.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-QFCuFda5m94/Tt8o9RrJRZI/AAAAAAAABc0/BhsQgx8-MEM/s1600/Povo.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--Vmi1QxemvA/Tt8oDlusoiI/AAAAAAAABcc/xmT0tAiDlp4/s1600/Toucinho.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-EcgV9Y9fLcw/Tt8nrBSVDbI/AAAAAAAABcQ/YVSezojB6F4/s1600/Politicos_2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mYiu9d2Mb1o/Tt8nW4kkTvI/AAAAAAAABcE/4H396BLXtL4/s1600/Os%2Bmais%2Bricos.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;F&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;artaram-se de falar em “cortar nas gorduras”. Como tema de discurso pré eleitoral o “cortar nas gorduras” foi – e é – assunto sempre presente e conveniente.&lt;br /&gt;Falar, falam – e continuam –, porém quando chega a “hora da verdade” é o que se vê: só o músculo é sacrificado, comprimido, retalhado. Os golpes entraram pela carne dentro. A muitos, à maioria, já atingiram o osso. Só as gorduras, em alguns casos autêntico “toucinho de quatro dedos”, continuam por aí a medrar doentiamente sem que ninguém lhes toque (ou, quando tocam, é com “muito jeitinho” e ainda mais “respeitinho”).&lt;br /&gt;É ver como o chorume por alguns acumulado durante a época de engoda – o BPN é só um exemplo; o mais pungente – continua bem conservado, nalguns casos a secar ao sol, noutros em salmoura, mas sempre resguardado e completamente isento dos cortes pré anunciados. O mesmo já não acontece com o Subsídio de Natal de muitos, da maioria, a quem, sem dó nem piedade – nem as preocupações legais e constitucionais que noutras ocasiões são pretextos para tudo e mais alguma coisa, até para ajudar a ilibar vigaristas e charlatães – já os “chupam até ao tutano”!&lt;br /&gt;É ver a enorme cerimónia com que abordam a possibilidade do agravamento fiscal de alguns artigos de luxo e/ou provenientes de importações supérfluas, sem que o mesmo aconteça quando se trata de bens de primeira necessidade – alimentação e saúde (medicamentos incluídos) são só dois exemplos; os mais comuns – para os mais desfavorecidos, a quem, sem dó nem piedade, já “chupam o tutano”!&lt;br /&gt;Foi ver como nos entreteram com manobras de diversão – ir para a tomada de posse de “scooter”, ou dar publicidade às viagens do PM em classe económica são só dois exemplos; os mais vistosos –, quando na prática pouco mudou, inclusive, logo na primeira oportunidade, um carro topo de gama substituiu a humilde motorizada do “show”.&lt;br /&gt;Gordura também é – ou era – regular e moralizar os contratos leolinos em que assentam as Parcerias Público Privadas, assunto sobre o qual, agora, pouco ou nada se adianta. De facto as PPP’s não são “gordura”, são “toucinho-do-céu”!&lt;br /&gt;Mas, dos mais recentes, o melhor exemplo do falar em “cortar gorduras” para que o pretendido seja chegar com a faca até ao osso – e tudo feito com enorme hipocrisia, como o demonstra a carta enviada às freguesias, se já não bastasse o televisivo sorrisinho cínico – é a “passos/relvista” proposta de reforma para a Administração Local!&lt;br /&gt;Não são necessários documentos verdes, ou livros brancos, para se saber que são as Câmaras Municipais – algumas, autênticos mini governos, ninho de vícios e corrupção, fonte de prebendas, um santuário para prosélitos, afilhados e protegidos – e o conglomerado de Empresas Municipais que pariram recentemente, o grande sorvedouro dos recursos destinados ao Poder Local. Como é público, só as Empresas Municipais (cujo numero em concreto é desconhecido) já acumulam milhares de milhões de euros de divida. Aí sim, há “toucinho” com fartura para cortar e retalhar. É porém pelas Juntas de Freguesia, o músculo, que pretendem começar. Sintomático!&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;“Chupar até ao tutano” é também aquilo que Portugal anda a fazer com os Açores. Agora até o custo das evacuações de emergência feitas nos Açores pela FAP são, como já foi dito, para facturar aos Açores! Triste sina a nossa (açorianos): ocupam-nos o território, por aqui pouco ou nada fazem além de estorvar e enriquecer, para logo nos obrigarem a pagar (sempre caro e com juros) a pouca utilidade que proporcionam.&lt;br /&gt;E que tal fazer um “encontro de contas” com o valor da renda?&lt;br /&gt;A preços de mercado (perguntem à TROIKA) ficaríamos (nós, os Açores e os açorianos) a ganhar, e muito.&lt;br /&gt;Mas isso merece outro tratamento! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;A.O. 06/12/2011; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado) &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-6974430469115275341?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/6974430469115275341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/6974430469115275341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2011/12/gordura-nao-falta-desde-toucinho-tutano.html' title='Gordura não falta: desde toucinho a tutano'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-yF07s9Udk7M/Tt8sg4W31II/AAAAAAAABdM/wRd26AQuMM4/s72-c/Toucinho.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-6641547078700664607</id><published>2011-11-23T11:41:00.002-01:00</published><updated>2011-11-23T11:45:03.323-01:00</updated><title type='text'>É no que dá ir a jogo com “duques”</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-EcWDZjgZ4Ls/TszqdH3JmoI/AAAAAAAABb4/LsDrKuJkkw0/s1600/Duque%2Bde%2BRelvas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5678171016254823042" style="WIDTH: 251px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-EcWDZjgZ4Ls/TszqdH3JmoI/AAAAAAAABb4/LsDrKuJkkw0/s320/Duque%2Bde%2BRelvas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Duque de "Relvas"&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, como que a ignorância – diabolicamente manipulada – fosse coisa apreciável, lá tentaram mais uma vez “fazer a cabeça” dos portugueses, desta feita, anunciando pomposamente que “missão histórica” da RTP/Açores já está cumprida!&lt;br /&gt;O disparate foi de tal monta (o Relatório, no seu todo e não só nas escassas linhas que aos Açores e Madeira disseram respeito) que nem mesmo “amigos” e correligionários se furtaram a fazer duras críticas, alguns deles, inteligente e oportunamente, dando pública e notória nota das suas divergências: a disputa eleitoral que se aproxima a isso obriga (não é sensato colocar os ovos todos na mesma cesta).&lt;br /&gt;Mas o Adjunto Relvas, embora com cada vez mais dificuldade em esconder as suas despóticas tendências, usando o Mogadouro para comparar o que é incomparável, lá continuou a sua impetuosa senda neocolonialista.&lt;br /&gt;É caso para dizer:&lt;br /&gt;Com certeza que Sua Ex.ª. sabe que não se pode circular, por via ordinária, entre Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta. Mas – pelo menos assim parece – já não é tão certo que SEXA tenha a concreta noção do quanto estão geograficamente afastados entre si os açorianos de Vila Nova do Corvo dos de Vila do Porto, burgos que, distam um do outro quase tantas milhas marítimas quantas aquelas que separam os Açores de Portugal.&lt;br /&gt;Mas há outras questões sobre as quais ficam sérias dúvidas. Por exemplo:&lt;br /&gt;- Terá Sua Ex.ª. consciência que, mesmo tendo os “seus meninos” escrito que a “missão histórica da RTP/Açores” já estava cumprida, ainda há, nos Açores, quem, não obstante pagar as respectivas taxas, não tenha direito a usufruir – por falta de cobertura minimamente decente – daquele serviço?&lt;br /&gt;- Terá Sua Ex.ª. conhecimento que, nos Açores, o Serviço Público de televisão é muito mais do que “o serviço de promoção pública de quem num determinado momento está no poder”?&lt;br /&gt;- Saberá Sua Ex.ª. que, nos Açores, a rádio desempenha há mais de setenta anos a “sua missão histórica”, sem que ninguém tenha ainda dado conta que a mesma – a “missão história” em causa – possa por isso alguma vez ser dispensada?&lt;br /&gt;Sinceramente. Não tenho dúvidas que o actual momento até pode justificar muita coisa, mas não pode justificar tudo!&lt;br /&gt;Pode e deve justificar alguma contenção e grande racionalização: não pode, nem deve, justificar destruição!&lt;br /&gt;Pode e deve justificar um maior esforço de justiça e equidade: não pode, nem deve, justificar cinismo, cobardia, exploração, colonialismo e desonestidade!&lt;br /&gt;É que a “Troika” e os seus ditames parecem tudo justificar. Tudo, desde que as vítimas estejam na base e não no topo da pirâmide social: bastará ver como o realce dado àquilo que se dizem ser os custos de funcionamento da RTP/Açores (e RTP/Madeira) não tem paralelo no que diz respeito ao que se continua a gastar com os “chefões” e as vedetas do universo da RTP SA!&lt;br /&gt;E não é só quanto à RTP que o cinismo dos “Relvas” e “Relvinhas” se revela e confirma. Também a dita Reforma Administrativa, que por imperativo da “Troika” – dizia-se – iria acabar com não sei quantos Municípios e Empresas Municipais, expõe a “valentia” dos que sempre se apresentam fortes e vigorosos para com os mais humildes, mas perfeitamente inofensivos perante os poderosos. Os lóbis “cerraram fileiras” e logo as “exigências da Troika” quanto ao número de Câmaras Municipais, de Empresas Municipais e do excessivo número funcionários municipais (dirigentes, vereadores a tempo inteiro e trabalhadores das E.M.) – tomara, é por aí que se começam a acomodar os “amiguinhos” – saíram “milagrosamente” de cena.&lt;br /&gt;Protegidos “os poderosos”, sobrou para as Juntas de Freguesia – de novo a base da pirâmide –, cujos custos de funcionamento praticamente não tem representatividade no OE. Temos portanto as Juntas de Freguesia, e não os verdadeiros sorvedouros de dinheiros públicos, como “alvos a abater”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Pega valente”!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 22/11/2011; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-6641547078700664607?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/6641547078700664607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/6641547078700664607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2011/11/e-no-que-da-ir-jogo-com-duques.html' title='É no que dá ir a jogo com “duques”'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-EcWDZjgZ4Ls/TszqdH3JmoI/AAAAAAAABb4/LsDrKuJkkw0/s72-c/Duque%2Bde%2BRelvas.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-1095130824895509492</id><published>2011-11-12T21:38:00.007-01:00</published><updated>2011-11-12T21:55:33.268-01:00</updated><title type='text'>Pois é... “não se ponham a pau”, não!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8ck_nWi11pA/Tr73Tzq94mI/AAAAAAAABbs/tsFl34_5Vxk/s1600/Salazar.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 235px; HEIGHT: 169px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674244500193403490" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-8ck_nWi11pA/Tr73Tzq94mI/AAAAAAAABbs/tsFl34_5Vxk/s320/Salazar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_6XwcwuMC8I/Tr72o9nVojI/AAAAAAAABbg/v_vEY_FzHSM/s1600/Relvas.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-GXbJRqEYU-E/Tr72SyQlmdI/AAAAAAAABbU/_wsiDOi6QC8/s1600/salazar_fascista.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ncomoda-me muito menos assistir à forma “mandona” e prepotente como a chanceler Merkel e o presidente Sarkozy tratam os “seus pares” europeus, do que – sobretudo quando acomanhado da indiferença dos que lhes são mais próximos e deles até se dizem seus amigos –, presenciar, ouvir, ou pura e simplesmente apenas admitir terem existido as tão ufanas quanto autoritárias sentenças dos recém chegados “salvadores da pátria”, alguns deles (não tão poucos assim), autênticos “salazarzinhos”, pretensos aprendizes da arte de bem subjugar.&lt;br /&gt;Como é habitual nestas ocasiões, com excepção dos mais poderosos (ou daqueles que ao passarem pelo poder poderosos também se tornaram, pelo menos perante a Justiça: lista que cresce a cada dia que passa), “tudo o que mexe leva”. Para os novos “pais da pátria” (e nisso até o outro - o Salazar “à sério”- se preocupava em parecer mais justo) parece ser mais fácil “sacar” 50% de um salário mínimo a quem ganha pouco mais de 600€/mês, do que retirar uma pensão vitalícia, de milhares de €/mês, que outra origem não teve do que o desempenho, temporário (que quando mais breve fora, tanto melhor teria sido), de um cargo político. Como mais fácil também parece ser sobretaxar um bem de primeira necessidade, tipo água e luz, quando se desfazem em cerimónias para taxar bens de luxo, ou rendimentos privilegiados.&lt;br /&gt;Mas não se pense ser só a este nível que se assiste à enorme degradação da vida democrática, pelo menos tal como a temos conhecido nas últimas três para quatro décadas. É que este afã autoritário nem as instituições poupa. Tal como as Autonomias (dos Açores e da Madeira – das quais nem sou grande defensor: em especial para os Açores ambiciono muito mais), que têm atraindo sobre si fortes e nefastas agressões.&lt;br /&gt;Para não ir mais longe (nem recuar muito):&lt;br /&gt;- Quem já se esqueceu das “corajosas”, “justas”, “muito bem fundamentadas” e “exemplarmente dialogantes” sentenças do Ministro Miguel Relvas, aquando da sua reunião com os deputados eleitos para o Parlamento Açoriano, sobre a “RTP/A, janela”?&lt;br /&gt;- Ou ainda mais recentemente, quando, como se já não existisse Governo dos Açores, Órgãos de Poder Local são directamente contactados pelo Governo de Portugal, para lhes ser pedido parecer sobre a “Reforma da Administração Local”, como se esta, nos Açores, não fosse competência NOSSA.&lt;br /&gt;“Inconstitucionalidades” existem muitas, para todos os gostos e “feitios”. Com os Açores como pano de fundo, algumas, como já testemunhamos, até provocaram interrupções de férias e exigiram cerimoniosos e avultados “temos de antena”. Porém, para outras, não faltarão “orelhas moucas”. Podem ter a certeza!&lt;br /&gt;Por tudo isso, nestes dias, tenho-me lembrado, e muito, daquele sermão proferido por um pastor luterano, em pleno nazismo, que, mais coisa menos coisa, assim rezava:&lt;br /&gt;“Um dia vieram e levaram o meu vizinho judeu. Não sendo judeu, não me incomodei. No seguinte vieram e levaram outro vizinho, que era comunista. Não sendo eu comunista, também não me incomodei. Ao terceiro dia vieram de novo e desta vez levaram um vizinho católico. Como não era católico, voltei a não me incomodar. Ao quarto dia levaram-me: já não havia mais ninguém para reclamar!”&lt;br /&gt;Não, “não se ponham a pau”, não! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 08/11/2011; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-1095130824895509492?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/1095130824895509492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/1095130824895509492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2011/11/pois-e-nao-se-ponham-pau-nao.html' title='Pois é... “não se ponham a pau”, não!'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-8ck_nWi11pA/Tr73Tzq94mI/AAAAAAAABbs/tsFl34_5Vxk/s72-c/Salazar.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-4998732136679129090</id><published>2011-10-12T08:45:00.006Z</published><updated>2011-10-13T17:51:11.576Z</updated><title type='text'>Mais um aniversário: o sexto</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Xi_ToaGaQOI/TpVUswAlaBI/AAAAAAAABbE/axT2RLg86Ck/s1600/Braz%25C3%25A3o%2BSANTA%2BCLARA_530.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 308px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5662525234266597394" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Xi_ToaGaQOI/TpVUswAlaBI/AAAAAAAABbE/axT2RLg86Ck/s320/Braz%25C3%25A3o%2BSANTA%2BCLARA_530.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;arece que foi ontem, mas entretanto já passaram seis anos sobre a eleição dos primeiros Órgãos Autárquicos de Santa Clara, o culminar de um longo processo (“a luta” durou meio século) iniciado pelo incontornável Padre Fernando “de Santa Clara” em meados da década de cinquenta do século XX, percurso ora dinâmico, ora silencioso – e também silenciado –, que, como se viu, bem semeado que foi, e por ter sido sempre devidamente alimentado pela férrea perseverança dos santaclareses, frutificou.&lt;br /&gt;Seis anos parecem poucos (quando comparado com o muito que Santa Clara mudou para melhor neste mesmo período), mas, e sobretudo tendo em conta as pretensões daqueles que reverenciando os poderosos não vacilam quando se trata de esmagar os mais fracos (vejam como eles já deixaram de falar em acabar com Municípios – e respectivas gastadoras empresas municipais - e agora só falam de Juntas de Freguesia. Há empresas municipais que gastam mais, e servem menos, do que todas as Juntas de Freguesia do respectivo Município!), e as “nuvens negras” com que se alimentam e dopam, meia dúzia de anos é já tempo suficiente para apresentar um bem representativo balanço.&lt;br /&gt;Ora vejamos (só o mais “grado”, para não nos dispersarmos com pormenores):&lt;br /&gt;Quem não se lembra da “Príncipe do Mónaco”, de como aquela nobre via de Ponta Delgada era, e de como agora está (desde “as Cancelas” até ao Ramalho”)?&lt;br /&gt;E quem se pode esquecer da enorme “armadilha” que constituía o entroncamento na saída da “envolvente a Ponta Delgada”, agora substituído pela “Rotunda Vida Nova” (assim já é habitual chamar-lhe), que a Norte da “Príncipe do Mónaco”, entre o mais, ordena e disciplina a passagem de veículos em direcção a Santa Clara, em especial o grande fluxo de transito pesado originado pelo Porto de Ponta Delgada?&lt;br /&gt;E do degradante baldio, autêntica “sala de chuto a céu aberto” em que estava transformado o que restava da “Mata da Doca”, zona que hoje, reabilitada, se metamorfoseou no pitoresco, ameno, frondoso e agradável “Jardim Padre Fernando”?&lt;br /&gt;Ou do velho “Caminho Velho do Ramalho”, antes impróprio até para peões, mas já – embora ainda não concluído –, completamente melhorado, com passeios e espaços de estacionamento, que assim irá proporcionar mais conforto aos seus utentes e residentes?&lt;br /&gt;Mais podia já estar feito (recordo a 2ª Rua de Santa Clara e a Rua do João do Rego: birras, teimosias e as naturais complicações o impedem) e mais terá de ser feito (do “Matadouro” o pior já passou, e para os “Tanques do Óleo” o 2013 já está a chegar), mas o que já está resolvido permite apresentar um balanço com resultados altamente positivos.&lt;br /&gt;Porém não é só o que está à vista aquilo que valoriza este balanço. No seu “Deve” e “Haver”, para além das coisas, há também que salientar o projecto e as pessoas. De forma especial estas últimas, que são principal activo a valorizar nesta, e em muitas outras prestação de contas. Neste sentido, nunca é demais repetir que a gestão da Freguesia de Santa Clara assenta num projecto de cidadania, não subordinado aos habituais interesses político-partidários – ou, dito de outra forma, colocando sempre muito acima destes os reais interesses de Santa Clara (&lt;strong&gt;que pena alguns, uma minoria felismente, não perceberem isso!&lt;/strong&gt;) –, um desígnio de participação cívica, de mobilização, de proximidade e grande interacção com a comunidade, e cujos resultados já são perfeitamente visíveis: é assim com a elevada participação na discussão dos problemas nucleares da freguesia; assim é quando há que mobilizar para chamar a atenção e agitar consciências sempre que a freguesia é discriminada ou vítima de falsas promessas; assim foi para minimizar, e praticamente tornar residual um grave problema de tráfico de estupefacientes que, às claras, e durante largos anos, incomodou e envergonhou toda a comunidade; assim tem sido, e será, na organização e promoção de variadas acções, eventos que honrando Santa Clara extravasam as fronteiras de Ponta Delgada e dos Açores. E tudo com conta, peso, medida e endividamento ZERO: esta é que é esta!&lt;br /&gt;Parabéns!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 11/10/2011; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado) &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-4998732136679129090?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/4998732136679129090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/4998732136679129090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2011/10/mais-um-aniversario-o-sexto.html' title='Mais um aniversário: o sexto'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Xi_ToaGaQOI/TpVUswAlaBI/AAAAAAAABbE/axT2RLg86Ck/s72-c/Braz%25C3%25A3o%2BSANTA%2BCLARA_530.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-228353103688807593</id><published>2011-09-28T08:35:00.017Z</published><updated>2011-09-29T11:28:10.720Z</updated><title type='text'>Faltou o cartaz de boas vindas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pv1LEEe-YF4/ToLfbawbIvI/AAAAAAAABa8/QLr_gBhMnqQ/s1600/Cartaz%2BUniao%2BNacional%2Bvoto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657329744062653170" style="WIDTH: 249px; CURSOR: hand; HEIGHT: 184px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-pv1LEEe-YF4/ToLfbawbIvI/AAAAAAAABa8/QLr_gBhMnqQ/s320/Cartaz%2BUniao%2BNacional%2Bvoto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-PKxkIAyevjg/ToLeu6ZF_8I/AAAAAAAABa0/K2BtCYkk_dI/s1600/RTPAcores.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657328979460620226" style="WIDTH: 162px; CURSOR: hand; HEIGHT: 125px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-PKxkIAyevjg/ToLeu6ZF_8I/AAAAAAAABa0/K2BtCYkk_dI/s320/RTPAcores.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-1cBvnHleD0o/ToLedRzfQXI/AAAAAAAABas/u7WYkxBNh5Q/s1600/Relvas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657328676507697522" style="WIDTH: 82px; CURSOR: hand; HEIGHT: 125px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-1cBvnHleD0o/ToLedRzfQXI/AAAAAAAABas/u7WYkxBNh5Q/s320/Relvas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Wvv5qGYaEis/ToLeJqd-SeI/AAAAAAAABak/yLkZKBg0mh4/s1600/vaca4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657328339530959330" style="WIDTH: 159px; CURSOR: hand; HEIGHT: 129px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-Wvv5qGYaEis/ToLeJqd-SeI/AAAAAAAABak/yLkZKBg0mh4/s320/vaca4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4pFHIFyrBQs/ToLdtKWUVBI/AAAAAAAABac/mH2TtUsLGUI/s1600/CS_Acores_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657327849872577554" style="WIDTH: 83px; CURSOR: hand; HEIGHT: 131px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-4pFHIFyrBQs/ToLdtKWUVBI/AAAAAAAABac/mH2TtUsLGUI/s320/CS_Acores_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;F&lt;/span&gt;azendo lembrar “velhos tempos”, de forma especial os da transição da década de 20 para a de 30 do século XX, começa a ganhar embalagem um pesado “rolo compressor”, ultra-centralista, que outra finalidade não tem do que esmagar a escassa autonomia entretanto conseguida. Tal como no advento do “Estado Novo”, a crise e os seus fantasmas estão a transformar-se no combustível ideal deste “espremedor”, um comburente que fica fortemente aditivado quando para além do mais a mescla é amparada por governantes portugueses com propensão autoritária.&lt;br /&gt;Ultimamente – nalguns casos servindo de útil manobra de diversão com o intuito de relegar para segundo plano questões bem mais graves – não têm faltado demonstrações do imperial funcionamento da “trituradora”. A pretensão de transformar a RTP/Açores (a "RDP/A" tem sido pouco referida mas é também alvo de similar esmagamento) em janela “seja lá do que for”, tal como a oportunidade e a forma com que a “sentença” foi proferida, são disso bom exemplo.&lt;br /&gt;Muitos outros exemplos não faltam, rivalizando em numero e espectacularidade com as, anormalmente frequentes, demonstrações de ignorância sobre a realidade dos Açores (e da Madeira) a que vamos assistindo com espanto, sobretudo quando oriundas de donde menos se esperaria. A recente visita para exibição de soberania, tal como o farto conjunto de patacoadas que gerou, não constituiu excepção a esta regra. Aliás, o oportuno passeio de um séquito de mais de meia centena de cortesãos e cortesãs às “Ilhas da Coesão”, que, como convinha, não poderia deixar de terminar em Ponta Delgada (“não tivesse Natália Correia sido cremada e, com certeza, no sábado passado não pararia de andar às voltas no caixão”, escreveu e tem dito, de forma mordaz, mas com graça, pessoa amiga), só foi excepção aos sacrifícios e à contenção de custos que por via da crise são constantemente recomendados e exigidos (aos outros). Claro que como não podia deixar de ser – está nos manuais: &lt;strong&gt;embora o Império devolva sempre menos do que aquilo que da parcela retira, as “ofertas” de contrapartida deverão ser feitas de modo a manter a aparência de que, não fora o ocupante, a “feitoria” jamais garantiria a sua subsistência&lt;/strong&gt; –, à laia de justificação prévia foi dito que a pomposa viagem serviria para promover os Açores e os seus produtos.&lt;br /&gt;Trocando o sério pelo irónico, resta dizer que os Açores foram de facto promovidos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Santa Cruz da Graciosa ganhou, de um momento para o outro, uma catedral;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Os portugueses ficaram a saber que as vacas açorianas conseguem sorrir;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- E, até, o generoso “Queijo de São Jorge”, mesmo que reduzido a apenas dois quilos (foi o que se chamou fazer o "queijo de peso” perder peso) ganhou tempo de antena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltou apenas – com grande pena minha – um merecido cartaz de boas vindas. Qualquer coisa do tipo: Obrigado Sr. Presidente: pelas suas birras, pelos seus vetos. / Desculpe lá se alguma vez teve de interromper férias por nossa causa. / Na próxima, não se esqueça, traga também os Loureiros, os Costas e todos aqueles amigos que nos estão a obrigar a “tapar um buraco” igual ou ainda maior do que o da Madeira. / Volte sempre (de preferência a expensas suas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 27/09/2011; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-228353103688807593?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/228353103688807593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/228353103688807593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2011/09/faltou-o-cartaz-de-boas-vindas.html' title='Faltou o cartaz de boas vindas'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-pv1LEEe-YF4/ToLfbawbIvI/AAAAAAAABa8/QLr_gBhMnqQ/s72-c/Cartaz%2BUniao%2BNacional%2Bvoto.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-773061859740861081</id><published>2011-09-13T18:19:00.014Z</published><updated>2011-09-14T08:48:44.193Z</updated><title type='text'>Anthero de Quental  (18/04/1842 – 11/09/1891)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Y0RK3gAaeE8/Tm-g38ku_gI/AAAAAAAABaU/joMQCZALbWc/s1600/BomDespacho.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 396px; HEIGHT: 242px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651912940386713090" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-Y0RK3gAaeE8/Tm-g38ku_gI/AAAAAAAABaU/joMQCZALbWc/s320/BomDespacho.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Solar do Bom Despacho, Rua direita do Ramalho, Santa Clara - Ponta Delgada - Açores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Propriedade pertencente à famíla de Antero de Quental, e por ele muito visitada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-G12J0Ms4jq8/Tm-grkECMZI/AAAAAAAABaM/kqV_RciQBGo/s1600/CasaAQuental_2.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651912727648678290" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-G12J0Ms4jq8/Tm-grkECMZI/AAAAAAAABaM/kqV_RciQBGo/s320/CasaAQuental_2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-JmQqd83qMpo/Tm-gg-eeXWI/AAAAAAAABaE/ufsZz1i_HiQ/s1600/CasaAQuental.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 230px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651912545760337250" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-JmQqd83qMpo/Tm-gg-eeXWI/AAAAAAAABaE/ufsZz1i_HiQ/s320/CasaAQuental.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Casa onde nasceu Antero de Quental. Rua do Castilho, São Sebastião - Ponta Delgada - Açores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;or ser o nosso maior, porque nunca é demais recordar Antero, permitam-me que, com sua e vossa licença, o convoque aqui para este espaço.&lt;br /&gt;Antecipadamente agradecido.&lt;br /&gt;Ponta Delgada, 11 de Setembro de 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Excertos da carta autobiográfica enviada a Wilhelm Storck, Maio de 1887&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Nasci nesta ilha de São Miguel descendente de uma das mais antigas famílias dos seus colonizadores, em Abril de 1842.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;Dela saiu, no século XVII. O Padre Bartolomeu de Quental, varão douto e de grandes virtudes, fundador, em Portugal, da Congregação do Oratório, e cujos sermões ainda hoje podem ser lidos com alguma utilidade. Meu avô, André da Ponte de Quental, foi da roda de Bocage, e, segundo o testemunho deste, poeta nada vulgar; infelizmente, nada resta das suas composições porque as não escrevia. A sua reputação morreu com ele.&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;Morrerei, depois de uma vida moralmente tão agitada e dolorosa, na placidez de pensamentos tão irmãos das mais íntimas aspirações da alma humana, e, como diziam os antigos, na paz do Senhor! – Assim o espero.”&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Fotobiografia, INCM, Abril de 1986&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E três sonetos mais ou menos a eito:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Palácio da Ventura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho que sou um cavaleiro andante.&lt;br /&gt;Por desertos, por sóis, por noite escura,&lt;br /&gt;Paladino do amor, busca anelante&lt;br /&gt;O palácio encantado da Ventura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas já desmaio, exausto e vacilante,&lt;br /&gt;Quebrada a espada já, rota a armadura...&lt;br /&gt;E eis que súbito o avisto, fulgurante&lt;br /&gt;Na sua pompa e aérea formosura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com grandes golpes bato à porta e brado:&lt;br /&gt;Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...&lt;br /&gt;Abri-vos, portas d'ouro, ante meus ais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrem-se as portas d'ouro, com fragor...&lt;br /&gt;Mas dentro encontro só, cheio de dor,&lt;br /&gt;Silêncio e escuridão - e nada mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sonho oriental&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho-me às vezes rei, n’alguma ilha,&lt;br /&gt;Muito longe, nos mares do Oriente&lt;br /&gt;Onde a noite é balsâmica e fulgente&lt;br /&gt;E a lua cheia sobre as águas brilha…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aroma da magnólia e da baunilha&lt;br /&gt;Paira no ar diáfano e dormente …&lt;br /&gt;Lambe a orla dos bosques vagamente,&lt;br /&gt;O mar com finas ondas de escumilha…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto eu na varanda de marfim&lt;br /&gt;Me encosto, absorto n’um cismar sem fim,&lt;br /&gt;Tu, meu amor, divagas ao luar,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do profundo jardim pelas clareiras,&lt;br /&gt;Ou descalça debaixo das palmeiras,&lt;br /&gt;Tendo aos pés um leão familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Aspiração&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Meus dias vão correndo vagarosos,&lt;br /&gt;Sem prazer e sem dor parece&lt;br /&gt;Que o foco interior já desfalece&lt;br /&gt;E vacila com raios duvidosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bela a vida e os anos são formosos,&lt;br /&gt;E nunca ao peito amante o amor falece...&lt;br /&gt;Mas, se a beleza aqui nos aparece,&lt;br /&gt;Logo outra lembra de mais puros gozos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha alma, ó Deus! a outros céus aspira:&lt;br /&gt;Se um momento a prendeu mortal beleza,&lt;br /&gt;É pela eterna pátria que suspira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, do pressentir dá-ma a certeza,&lt;br /&gt;Dá-ma! e sereno, embora a dor me fira,&lt;br /&gt;Eu sempre bendirei esta tristeza! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 13/09/2011; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(um destes dias, após me decidir por quais, coloco mais um ou dois sonetos do "santo") &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-773061859740861081?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/773061859740861081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/773061859740861081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2011/09/anthero-de-quental-18041842-11091891.html' title='Anthero de Quental  (18/04/1842 – 11/09/1891)'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Y0RK3gAaeE8/Tm-g38ku_gI/AAAAAAAABaU/joMQCZALbWc/s72-c/BomDespacho.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-5956900274968200870</id><published>2011-09-09T07:39:00.016Z</published><updated>2011-09-09T08:05:02.177Z</updated><title type='text'>MEDEIROS CABRAL: 07 Setembro de 2011</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A apresentação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Ki0y35C1hsI/TmnEOxVnosI/AAAAAAAABZ8/WqWGvesFMW4/s1600/Set_2011_1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 215px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650262965554225858" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-Ki0y35C1hsI/TmnEOxVnosI/AAAAAAAABZ8/WqWGvesFMW4/s320/Set_2011_1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-GoGMXOjjnRQ/TmnEH5GjCII/AAAAAAAABZ0/UBkkRxH-v4E/s1600/Set_2011_2.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 215px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650262847379409026" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-GoGMXOjjnRQ/TmnEH5GjCII/AAAAAAAABZ0/UBkkRxH-v4E/s320/Set_2011_2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Exposição&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hgC__dKh9ys/TmnECFyUSWI/AAAAAAAABZs/vgWdzF6a8KQ/s1600/Set_2011_3_1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 215px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650262747705002338" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-hgC__dKh9ys/TmnECFyUSWI/AAAAAAAABZs/vgWdzF6a8KQ/s320/Set_2011_3_1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-KJ0hrra7jDk/TmnD7qWPf3I/AAAAAAAABZk/j4irFAXgbtI/s1600/Set_2011_4.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 215px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650262637260275570" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-KJ0hrra7jDk/TmnD7qWPf3I/AAAAAAAABZk/j4irFAXgbtI/s320/Set_2011_4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-1BS71VTGicM/TmnD2ClYOtI/AAAAAAAABZc/HSh505a-bKo/s1600/Set_2011_5.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 215px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650262540686998226" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-1BS71VTGicM/TmnD2ClYOtI/AAAAAAAABZc/HSh505a-bKo/s320/Set_2011_5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TMk57G_rY1w/TmnDu2w9jpI/AAAAAAAABZU/42doyAZJ-1c/s1600/Set_2011_6.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 215px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650262417255272082" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-TMk57G_rY1w/TmnDu2w9jpI/AAAAAAAABZU/42doyAZJ-1c/s320/Set_2011_6.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A lição&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-sFGoypFK0oc/TmnDblyXErI/AAAAAAAABZM/rYOJ_bvp4Kc/s1600/Set_2011_7.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 215px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650262086280221362" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-sFGoypFK0oc/TmnDblyXErI/AAAAAAAABZM/rYOJ_bvp4Kc/s320/Set_2011_7.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-InftuV01rls/TmnDWSMlloI/AAAAAAAABZE/hkbs-aXk9eo/s1600/Set_2011_8.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 215px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650261995122169474" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-InftuV01rls/TmnDWSMlloI/AAAAAAAABZE/hkbs-aXk9eo/s320/Set_2011_8.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2g6APKdlNAo/TmnDQvBx4uI/AAAAAAAABY8/aD7cs2PxhJ4/s1600/Set_2011_9.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 215px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650261899782251234" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-2g6APKdlNAo/TmnDQvBx4uI/AAAAAAAABY8/aD7cs2PxhJ4/s320/Set_2011_9.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ag9sF3DZkpw/TmnDFrUtyBI/AAAAAAAABY0/KTKrKWuKOxM/s1600/Set_2011_10.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 215px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650261709809371154" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-ag9sF3DZkpw/TmnDFrUtyBI/AAAAAAAABY0/KTKrKWuKOxM/s320/Set_2011_10.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E por fim a descontração&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-V5eOWPjTlG4/TmnC_x9POsI/AAAAAAAABYs/AhRIxu4DaIY/s1600/Set_2011_11.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 215px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650261608510732994" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-V5eOWPjTlG4/TmnC_x9POsI/AAAAAAAABYs/AhRIxu4DaIY/s320/Set_2011_11.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fotos de Francisco Costa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-5956900274968200870?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/5956900274968200870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/5956900274968200870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2011/09/medeiros-cabral-07-setembro-de-2011.html' title='MEDEIROS CABRAL: 07 Setembro de 2011'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Ki0y35C1hsI/TmnEOxVnosI/AAAAAAAABZ8/WqWGvesFMW4/s72-c/Set_2011_1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-5160349097062874645</id><published>2011-08-30T17:38:00.005Z</published><updated>2011-08-30T17:54:13.861Z</updated><title type='text'>Os mesmos tiques de sempre</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-d7iVmOtNAOU/Tl0hPAiVaSI/AAAAAAAABYk/H5mc2RWD3FU/s1600/Portugal_Colonial3.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 200px; HEIGHT: 140px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646706049518233890" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-d7iVmOtNAOU/Tl0hPAiVaSI/AAAAAAAABYk/H5mc2RWD3FU/s320/Portugal_Colonial3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-eukoevbPM7c/Tl0hAAe13XI/AAAAAAAABYc/i9g_TvNtoiM/s1600/ZEE_300.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 203px; HEIGHT: 140px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646705791805545842" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-eukoevbPM7c/Tl0hAAe13XI/AAAAAAAABYc/i9g_TvNtoiM/s320/ZEE_300.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Portugal não é um país pequeno, diziam então.&lt;br /&gt;Também posso dizer: nem os Açores serão!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;m tempo de “vacas gordas”, mesmo quando artificialmente engordadas, há um conjunto de “tiques”, reveladores de outros tantos preconceitos – no caso, mais do que isso, são claras manifestações neo-coloniais –, que com maior ou menor dificuldade conseguem ser disfarçados. Porém, quando a crise “bate à porta” – o fazer “cair máscaras”, tal como o “aguçar do engenho”, são das poucas vantagens das crises – sobejam, por vezes surpreendendo, as grandes revelações. Muitas delas insólitas!&lt;br /&gt;Não há muito tempo, no decorrer de uma entrevista ao actual Ministro das Finanças de Portugal, a jornalista – Judite Sousa, se não estou em erro – instou o ilustre entrevistado a “ter mãos neles”. “Eles” eram o Governo dos Açores e da Madeira, Órgãos de Governo Próprio, meia volta/volta e meia tidos ou confundidos com uma simples autarquia, vezes sem conta referidos como Órgãos de Poder Local, e, porventura vingasse a vontade de alguns, “qualquer coisa” a ser completamente subjugada (umas vezes pela disciplina partidária outras pelo emaranhado do quadro politico/legislativo, pois importante mesmo é que sejam “autónomos”, mas não muito. Basta que conste!).&lt;br /&gt;Em abono da verdade deve dizer-se que o governante em causa, não obstante a forma tendenciosamente dirigida como a questão lhe foi colocada, não amesquinhou, ainda mais, o Estatuto de Autonomia, forma de Lei que ao invés de progredir, de se consolidar e valorizar, tem sentido enormes dificuldades em se libertar das grilhetas que, de uma ou de outra forma, insistem em colocar-lhe. A mesma verdade manda também dizer que Alberto João Jardim se tem farto de dar trunfos aos adversários das autonomias: uma pena, porque aquele estilo destemido, e o correspondente “falar grosso”, fazem falta. Bom, mas deixemos a Madeira para os madeirenses!&lt;br /&gt;Quanto aos Açores, nunca é demais lembrar a quem finge insistentemente esquecer, que ao contrário do que alguns gostam de fazer crer, é – e de maneira geral sempre foi – muito maior a contribuição daqui originária para “o grande império” do que aquilo que dele, “império” (em formato grande ou minúsculo), reciprocamente, aos Açores chega. Monta que apesar de tudo poderia aumentar substancialmente não fora a forma aparentemente displicente – há que disfarçar para melhor “vender por baixo da mesa” – com que “o senhorio” negoceia a justa valia da “enorme quinta do meio do Atlântico” com os senhores do “mercado internacional”.&lt;br /&gt;Exemplos não faltam, com um dos últimos, a acontecer já no advento da crise de 2008, fazendo dos Açores, “a insignificante autarquia” – vejam lá se escolheram Lisboa, ou até mesmo Beja? – palco onde Durão Barroso (acompanhado de Bush, Blair e Aznar) se colocou “em bicos de pés” perante o Mundo e a Europa. Ele ainda hoje tira disso dividendos, para os Açores, além dos riscos, ficaram apenas as imagens!&lt;br /&gt;Pior do que as crises que fazem vacas emagrecer são as crises de crescimento, e com estas os Açores têm uma má relação. Diria mesmo que a Autonomia dos Açores quando atinge a idade madura em vez de se fortalecer, “é deitada ao chão” (a Autonomia, não evoluindo, tende a apodrecer). Foi assim com Salazar (finais da década de 20, inicio da de 30 do século XX, com o fim da moeda própria anunciando o “golpe de misericórdia”. Eram também tempos de crise!) e assim, de novo, tentarão que seja. Sinais não faltam: é a crise; é a condescendência aos estilos autoritários (o consulado de Sócrates foi disso inusitado paradigma); e, “last but not the least”, uma conveniente troika: um Presidente, um Governo, uma Maioria (em estreia após “o tempo da velha senhora”).&lt;br /&gt;“Aguçar o engenho”, sim. “Botar sentido”, também! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 30/08/2011; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-5160349097062874645?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/5160349097062874645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/5160349097062874645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2011/08/os-mesmos-tiques-de-sempre.html' title='Os mesmos tiques de sempre'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-d7iVmOtNAOU/Tl0hPAiVaSI/AAAAAAAABYk/H5mc2RWD3FU/s72-c/Portugal_Colonial3.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-5917770579243525623</id><published>2011-08-17T08:13:00.014Z</published><updated>2011-08-17T18:42:13.938Z</updated><title type='text'>Conveniências, conluios: há quem lhes chame coincidências</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-w0jJGjuNAYI/Tkt9_w7BKoI/AAAAAAAABYU/JDpn9ywdaqc/s1600/CS_BPN.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 192px; HEIGHT: 131px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641741492629351042" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-w0jJGjuNAYI/Tkt9_w7BKoI/AAAAAAAABYU/JDpn9ywdaqc/s320/CS_BPN.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6reGiZN1HE0/Tkt91DeKwsI/AAAAAAAABYM/kqAVLztnP-s/s1600/vitorconstancioempresti_150.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 150px; HEIGHT: 133px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641741308630057666" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-6reGiZN1HE0/Tkt91DeKwsI/AAAAAAAABYM/kqAVLztnP-s/s320/vitorconstancioempresti_150.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-H-wcwoyJyrM/Tkt9T1XRKcI/AAAAAAAABYE/kp_jVUM3Z40/s1600/Socrates%2526teixeirados%2BSantos"&gt;&lt;img style="WIDTH: 200px; HEIGHT: 133px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641740737907337666" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-H-wcwoyJyrM/Tkt9T1XRKcI/AAAAAAAABYE/kp_jVUM3Z40/s320/Socrates%2526teixeirados%2BSantos" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--chaYis7v8A/Tkt9CyxR0LI/AAAAAAAABX8/heZPEUCA7wY/s1600/vitorconstancioempresti.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Outras Troikas, que com trocas e baldrocas criaram a aprofundaram o buraco BPN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vsHVdsT284U/Tkt64aZNDXI/AAAAAAAABXs/tDeTKA09H6I/s1600/Bid%25C3%25B5es_instala%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 244px; HEIGHT: 168px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641738067787976050" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-vsHVdsT284U/Tkt64aZNDXI/AAAAAAAABXs/tDeTKA09H6I/s320/Bid%25C3%25B5es_instala%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A "instalação Bidão", a ganhar "patine" para se candidatar ao "CMC Niemeyer"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fotos "roubadas" na net, a do "Bidão" no FB do João Raposo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;xistem assuntos sobre os quais, por mais que prometa a mim mesmo não voltar a eles, atazanam-me de tal forma que quando dou por mim já falhei ao prometido.&lt;br /&gt;Seguem-se dois bons exemplos:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;1&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – O BPN, que apesar de parecer já antigo, porque se reinventa, torna-se inesgotável – com cada fase mais bizarra do que a anterior – mantendo-se sempre actual!&lt;br /&gt;Onde é que vão as centenas de M€ que Miguel Cadilhe pediu (em forma de aval) para dar solução ao assunto? Quantos mil M€, no entretanto, já ali foram “enterrados”? De Miguel Cadilhe – tire-se-lhe o chapéu, pois não fora ele a “agitar o lodo daquele pântano”, talvez hoje nem os “casos de polícia” (que se irão eternizar qual Casa Pia e outros que tais) existissem – já nem se fala. Não descansaram enquanto o não neutralizaram. Como já não se fala de Victor Constâncio, o ineficaz “fiscalizador”, promovido que foi, e agora no BCE, à distância, melhor do que nunca para continuar a “ver a banda passar”. Teixeira dos Santos vai pelo mesmo caminho. Só do BPN, mesmo depois de mudar de nome, dificilmente se poderá deixar de falar. Nacionalizaram o que era “doloroso” deixando “escapar” o que podia valer alguma coisa (a SLN), como quem diz, à descarada: o Passivo pagam todos, os Activos é para “eles se abotoarem”. O problema aqui – que não é de somenos importância – é quem são “eles”: um qualquer “desgraçado” falha um pagamento e logo lhe penhoram a conta bancária, a casa, e o mais que houver. Mas Dias Loureiro, por exemplo, já não tem bens (em seu nome) que possam servir de garantia para o normal desenrolar da investigação em curso. Agora, para “rematar o ramalhete”, a reprivatização segue os mesmos moldes. O que não presta foi de novo repartido por TODOS, para ALGUÉM – e nunca alguém é só alguém – comprar “chicha” pelo preço “da uva mijona”! “Tolos a dar, espertos a aceitar”, não custa entender. A questão é que, ou há quem saiba explicar tudo isso muito bem, ou não convencem – ninguém – que isto “não está tudo ligado”!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;2&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Quem diria que a requalificação da 2ª Rua de Santa Clara, uma promessa eleitoral de Setembro de 2005 – “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Estou certa que com a requalificação que defendemos e que iremos desenvolver desde a rotunda de Santa Clara até ao inicio desta via, quer a freguesia de Santa Clara quer a própria Relva não mais serão as mesmas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.”-, ainda para mais quando associada a uma provocação logo depois muito difícil de digerir – “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Esperamos agora que o Governo possa também cumprir a promessa de requalificação da Avenida Príncipe do Mónaco &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;(…).”–, e ao longo dos tempos sempre reforçada com um – “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;cumprimos o que prometemos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;” –, o que como se vê, infelizmente, não se aplica a todos, passado todos estes anos estivesse ainda por cumprir?&lt;br /&gt;Um conjunto de “azares” e burocracias, dizem, está na origem deste crónico incumprimento. “Azares” sucessivos, digo eu, que por mero acaso (ou não), ao que parece, só acontecem em Santa Clara. Coincidências! Noutros locais, e para outros destinatários, não faltam empenhos, esforços que chegam ao ponto de “contornar” o PDM, ou a desmanchar e refazer o que foi recentemente feito! Só para a 2ª Rua de Santa Clara não há “mãos à obra” neste "Concelho Feliz" que lhe valham. Coincidências! E as coincidências ficam por aqui, agora, porque não é tempo de referir outras “coincidências”.&lt;br /&gt;Consequência de sucessivos “azares” e burocracias não será com certeza, também, a prolongada “distracção” que votou ao abandono os “bidões” colocados para sinalizar a derrocada da “Rocha da Nordela”. Velhos, enferrujados, podres, carregados de lixo, passados cinco anos eles lá continuam. Para a segurança do local contribuem pouco – está provado –, o que não deixam de ser, feliz ou infelizmente, é um forte de sinal de desmazelo (só muito recentemente minimizado com uma "limpeza" de ocasião) e do óbvio incumprimento de promessas recorrentemente anunciadas, para logo serem adiadas. Seis anos. É muito tempo! Como seria se todos fossem assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 16/08/2011; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-5917770579243525623?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/5917770579243525623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/5917770579243525623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2011/08/conveniencias-conluios-ha-quem-lhes.html' title='Conveniências, conluios: há quem lhes chame coincidências'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-w0jJGjuNAYI/Tkt9_w7BKoI/AAAAAAAABYU/JDpn9ywdaqc/s72-c/CS_BPN.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-593750724708374223</id><published>2011-08-02T16:32:00.008Z</published><updated>2011-08-04T07:32:17.360Z</updated><title type='text'>A “Fontinha da Alta”</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/---5sSTWp0ag/Tjgn3FmkNNI/AAAAAAAABTM/8tGQI93CR9U/s1600/fontinha%2Bda%2Balta_SRAntoninhoCarreiro.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 197px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636298761004397778" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/---5sSTWp0ag/Tjgn3FmkNNI/AAAAAAAABTM/8tGQI93CR9U/s320/fontinha%2Bda%2Balta_SRAntoninhoCarreiro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;A "Fontinha da Alta" (em 1947), o seu proprietário, e João Mariano (filho do distinto jogador e Capitão do CDSC nas décadas de 30 e 40), ainda de bibe e "xucha" ao pescoço.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Clikando sobre a foto esta aumenta, mostrando pormenores"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;os finais da década de 40 início da de 50 do século passado, bem “no coração” de Santa Clara, já depois do Largo da Igreja, após percorridos os primeiros cem metros da 2ª Rua de Santa Clara, quem por ali circulasse deparava-se com a “Fontinha da Alta”, uma “Chic” Cervejaria/Café, referência em Ponta Delgada nos estabelecimentos do ramo. Licores finos, reputadas marcas de vinhos do Porto, champanhes, espumantes, outros vinhos licorosos, vasta e requintada doçaria, um esmerado serviço – imagem de marca do proprietário – e a discrição e tranquilidade que aquele espaço proporcionava, apresentavam-se como vantagens competitivas apreciáveis, seriamente prezadas pela significativa clientela que, vinda de Ponta Delgada, da “Fontinha da Alta” faziam local de culto e paragem tão tranquila quanto retemperadora. Futebol e política (esta especialmente discutida sob um ponto de vista conservador, bastas vezes saudoso dos tempos da monarquia) eram temas frequentes nas tertúlias da “Fontinha da Alta”.&lt;br /&gt;António José Carreiro e Silva, “o Sr. Antoninho Carreiro” como era conhecido em Santa Clara, proprietário e promotor do projecto, expandira naquele sentido o negócio que já há muito dedicada e meticulosamente geria, com o novo empreendimento a ser levado a efeito paredes meias com a sua original “loja”, um ícone já então contando mais de três décadas, umbilicalmente ligado aos “Campeonatos de Santa Clara” e com estes ao popular fenómeno sócio desportivo ocorrido pelo menos entre 1917 e 1922, sucessão de “desafios” vs “desforras” e outros episódios que desempenharam um importante papel na promoção e divulgação do futebol em São Miguel, culminando na organização associativa da modalidade.&lt;br /&gt;De facto os “Campeonatos de Santa Clara” tiveram as “lojas” da localidade como núcleo agregador, organizador e patrocinador das equipas que os disputavam, e destas, por factores que tinham a ver com concorrência comercial, mas também com óbvias divergências politicas entre os proprietários – “o sal” da rivalidade das equipas que ambos representavam –, duas destacavam-se como as grandes animadoras daquelas renhidas disputas: a loja do Sr. João Travassos (falecido em Agosto de 1924 e por isso extemporaneamente privado de testemunhar e fruir do pujante fenómeno que ajudou a criar e estimular), estabelecimento que não obstante depois conhecer muitos outros administradores continua a desempenhar actividade similar no mesmo local (Largo da Igreja); e a loja do Sr. “Antoninho Carreiro”, que já não existe, com o prédio que a comportava hoje apenas destinado a habitação, transformação que só aconteceu após o falecimento do proprietário (Abril de 1974), não sem que antes, na senda da cuidada gestão que era apanágio do seu detentor, o negócio se ter expandido, dando lugar ao requintado Café/Cervejaria que é mote destas linhas, cuja firma, “A Fontinha da Alta”, isso mesmo parecia indicar logo à partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazem falta “Fontinhas da Alta” em Santa Clara, mas adiar sistematicamente promessas como a de proceder há urgente e necessária requalificação da 2ª Rua de Santa Clara, por muito esforço que outros façam, em nada contribuiu para o colmatar desta, e de outras carências.&lt;br /&gt;Quando será que, em Santa Clara, as “Mãos à Obra” deste “Concelho Feliz” transformam velhas promessas, já estafadas de incumprimento, em realidades levadas à prática?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;A.O. 02/08/2011; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-593750724708374223?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/593750724708374223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/593750724708374223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2011/08/fontinha-da-alta.html' title='A “Fontinha da Alta”'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/---5sSTWp0ag/Tjgn3FmkNNI/AAAAAAAABTM/8tGQI93CR9U/s72-c/fontinha%2Bda%2Balta_SRAntoninhoCarreiro.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-8363643292276489971</id><published>2011-07-19T13:03:00.017Z</published><updated>2011-07-19T19:25:34.866Z</updated><title type='text'>Promover os Açores e os açorianos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-J-d6hp0Rdr4/TiWDIC1OPeI/AAAAAAAABTE/Zp6UPWPCX6k/s1600/Volta%2Ba%2BIlha_1973.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 460px; HEIGHT: 297px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631051083318967778" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-J-d6hp0Rdr4/TiWDIC1OPeI/AAAAAAAABTE/Zp6UPWPCX6k/s320/Volta%2Ba%2BIlha_1973.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-EyV6mkxNgB8/TiWCwsIgZrI/AAAAAAAABS8/_LFbubZuVbw/s1600/RM_1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 461px; HEIGHT: 285px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631050682088842930" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-EyV6mkxNgB8/TiWCwsIgZrI/AAAAAAAABS8/_LFbubZuVbw/s320/RM_1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-IAHjAaCfEEs/TiWCBdYh-5I/AAAAAAAABS0/qcLHDuX_s1g/s1600/PM_1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 203px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631049870675671954" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-IAHjAaCfEEs/TiWCBdYh-5I/AAAAAAAABS0/qcLHDuX_s1g/s320/PM_1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-BhtKwtqCAPU/TiWBvYgqBSI/AAAAAAAABSs/e8S2Z5sjW0M/s1600/PM_3.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 139px; HEIGHT: 202px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631049560129930530" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-BhtKwtqCAPU/TiWBvYgqBSI/AAAAAAAABSs/e8S2Z5sjW0M/s320/PM_3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-f56qbXbem7w/TiWBazSjFLI/AAAAAAAABSk/o0mn9xO2haE/s1600/Bandeira_1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 461px; HEIGHT: 281px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631049206541259954" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-f56qbXbem7w/TiWBazSjFLI/AAAAAAAABSk/o0mn9xO2haE/s320/Bandeira_1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Fotos: Só a primeira é minha (Curva dos Carvalhos, Sete Cidades, "Volta à Ilha S. Miguel", início da década de 70)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;As três seguintes são do João Luís Raposo, a última foi "roubada" no FB (A Bandeira).&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;[Mesmo quando a foto não a capta, há sempre uma outra bandeira a ondular ao vento, hasteada mais alto]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; automobilismo, de forma muito especial o “Sata Rally Açores” – onde já vai a “Volta à Ilha de São Miguel”? – tem sido um eficaz meio de promoção dos Açores e dos açorianos.&lt;br /&gt;Há uma estratégia de gestão de espectáculos, tipo aquela em regra utilizada no universo circense onde não obstante os artistas serem provenientes de vários quadrantes do Globo a origem da Companhia fica sempre associada à dos seus empresários, que se levada ao extremo, consome recursos sem deixar sementes que germinem no futuro. No Circo, que tem a sua raiz na itinerância, isso até faz algum sentido. Mas é exemplo que não pode nem deve – como alguns defendem – ser extrapolado para outras áreas. Importar “artistas” (o mesmo se aplica aos outros profissionais do “métier”), geralmente com grande esforço e dispêndio de meios, para fazer algum sentido deve exigir que estes, de qualquer modo – de preferência obedecendo a um plano previamente delineado – contribuam para ajudar a “fazer crescer” aqueles que por cá despontam, enriquecendo-os com o seu saber e aptidão, potenciando assim a valorização e promoção dos recursos e capacidades endógenos/nas. No mínimo, há que garantir que a sua passagem e/ou permanência venha estimular, e desenvolver, análogas competências locais. O automobilismo nos Açores tem sido um bom exemplo disso!&lt;br /&gt;Já passaram aos anais da História os pioneiras desempenhos de Toste Rego, Labieno Machado, Faria e Maia, e, até, Raul Mendonça, todos eles ao volante dos carros com que faziam o seu “dia a dia”.&lt;br /&gt;Numa fase subsequente, de transição algo longa, foram surgindo mais uns quantos entusiastas da modalidade, alguns deles dotados de elevadas capacidades, pilotos que inseridos noutros contextos, com certeza, teriam ido bastante mais além. Destes, pela sua longevidade na prática da modalidade, mas também porque é aquele que melhor fez a ponte entre os “históricos” e os actuais, permitam-me destacar o Horácio Franco.&lt;br /&gt;Hoje estamos decididamente numa outra era, e nesta o Ricardo Moura tem patenteado grande classe, exibindo-se, mesmo quando fora dos Açores, a um nível que mostra o quanto ele mereceu a oportunidade que conquistou, demonstrando também que, se porventura tivesse sido desobstruída mais cedo a “janela de oportunidade” que merecidamente agarrou, maior ainda poderia ser o brilhantismo com que promove Açores e açorianos.&lt;br /&gt;Neste sentido a última edição do “Sata Rally Açores” foi um bom exemplo disso: em primeiro do Grupo N, um açoriano – Ricardo Moura –, e também em primeiro mas do Grupo A, um escalão mais baixo (mas não menos interessante nem competitivo), outro açoriano – Paulo Maciel –, que sem dar a mínima hipótese à concorrência (muito melhor apetrechada do que ele no que à máquina diz respeito), foi inexcedível.&lt;br /&gt;Sem com isso pretender desmerecer o brilhante desempenho do Ricardo Moura, é impossível não dar realce especial à excelente prestação do Paulo Maciel, que, em crescendo e de forma tão consistente quanto regular, vem construindo uma carreira já a merecer – diria mesmo exigir – mais e melhores apoios, e em consequência a possibilidade de competir noutros palcos (talvez mesmo a um nível superior).&lt;br /&gt;Se o “Sata Rally Açores” foi mais uma vez um bom veículo de promoção dos Açores, as participações do Ricardo Moura e do Paulo Maciel – que me perdoem outros – honraram os Açores, e encheram de orgulho os açorianos. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 19/07/2011; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado) &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-8363643292276489971?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/8363643292276489971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/8363643292276489971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2011/07/promover-os-acores-e-os-acorianos.html' title='Promover os Açores e os açorianos'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-J-d6hp0Rdr4/TiWDIC1OPeI/AAAAAAAABTE/Zp6UPWPCX6k/s72-c/Volta%2Ba%2BIlha_1973.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-2988209460400417821</id><published>2011-07-05T08:38:00.011Z</published><updated>2011-07-20T07:59:26.935Z</updated><title type='text'>Açorianos vs ingleses: a primeira vinda da RAF a Ponta Delgada</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-dvqR72nNic0/ThLO_7e3zCI/AAAAAAAABSc/a8I2M75AUCk/s1600/RAF_esq_224.gif"&gt;&lt;img style="WIDTH: 89px; HEIGHT: 106px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625786482233429026" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-dvqR72nNic0/ThLO_7e3zCI/AAAAAAAABSc/a8I2M75AUCk/s320/RAF_esq_224.gif" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SNnEvVSO6ps/ThLOyurLQbI/AAAAAAAABSU/HJSmyX77rn0/s1600/DA_09_07_1945_RAF%2Bno%2BCAcores.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 250px; HEIGHT: 206px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625786255457075634" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-SNnEvVSO6ps/ThLOyurLQbI/AAAAAAAABSU/HJSmyX77rn0/s320/DA_09_07_1945_RAF%2Bno%2BCAcores.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-DzJrzeJ0HMY/ThLOnOAO7vI/AAAAAAAABSM/z-79PxTVZXg/s1600/RAF_Esq_220.gif"&gt;&lt;img style="WIDTH: 88px; HEIGHT: 100px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625786057708465906" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-DzJrzeJ0HMY/ThLOnOAO7vI/AAAAAAAABSM/z-79PxTVZXg/s320/RAF_Esq_220.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Foto (imprensa da época) da equipa da RAF, e brazões dos dois Esquadrões RAF que em 1945 e 1946 estiveram nos Açores&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;oje em dia já são poucos aqueles que podem testemunhar – ou se recordam – do que era, nos Açores, disputar uma partida de futebol após uma longa viagem de barco. Tempos houve em que com alguma regularidade (anual) as disputas entre equipas de diferentes ilhas, de forma especial entre as de São Miguel, Terceira e Faial, só se faziam após longas horas de navegação, não sendo assim tão raras as ocasiões em que o jogo se realizava logo após o desembarque. Recuando um pouco mais no tempo, o mesmo também aconteceu com a disputa de jogos entre açorianos e madeirenses, e, embora ainda mais raramente, e com viagens mais difíceis e longas, há também os casos das viagens marítimas de alguns clubes portuguesas aos Açores, e de outros tantos açorianos a Portugal. São disso primeiros exemplos a vinda aos Açores do “Casa Pia” (em 1921, então Campeão de Lisboa em título), e a ida do Clube Desportivo Santa Clara (em 1935, já Pentacampeão Micaelense: uma notícia anunciando-o em Portugal como “Campeão Açoriano” em título despoletou uma polémica de enorme grandeza) para a alargada digressão durante a qual defrontou, ainda no Campo das Amoreiras, o S. L. Benfica, naquele ano Campeão de Portugal (derrota por 11-2, com 4-2 ao intervalo).&lt;br /&gt;O transporte aéreo veio facilitar, e muito, o intercâmbio desportivo (não obstante ainda hoje em dia as viagens serem apontadas como forte handicap), datando de 1945 a primeira vez que o futebol, nos Açores, usou o avião como meio de transporte.&lt;br /&gt;De facto, completam-se esta semana 66 anos sobre a data em que uma equipa da Royal Air Force, vinda da Terceira, aterrou em São Miguel expressamente para disputar dois jogos de futebol.&lt;br /&gt;A iniciativa – numa primeira fase fruto de contactos estabelecidos entre a Direcção do Clube Desportivo Santa Clara e o Delegado Marítimo Britânico em Ponta Delgada – que depois de cuidadas e diplomáticas diligências acabou rapidamente passando para o âmbito da Associação de Futebol de Ponta Delgada, obrigou a organização de duas selecções locais, “Os prováveis” e “Os possíveis”, esta última maioritariamente constituída por jogadores do CDSC: Mariano de Sousa, Manuel Pedro, Manuel de Sousa (Americano), Artur de Sousa (Garalha), João Vicente (Ratana) e José Vicente. Integraram ainda “Os possíveis”: João Maciel, Alírio Fontes, Manuel Azevedo, Tomás Azevedo (Talefa), todos do Micaelense Futebol Club, e António Duarte do Marítimo Sport Club.&lt;br /&gt;Na equipa “Os prováveis” destacavam-se: Armando Goyanes, Manuel Salsa, Bento Macedo, Manuel Maria, Reinaldo Simões, Alberto Ferreira, Hélder Miranda, Humberto Correia, João Casanova, João de Medeiros e Norberto Pacheco. Uma e outra contavam ainda, como suplentes, com: José Pacheco, Manuel Luís, Carlos Lopes, Hugo Correia Machado e Francisco da Costa Santos.&lt;br /&gt;A equipa da RAF valia desportivamente quase tanto quanto o valor tecnológico do meio de transporte que utilizou, integrando-a os seguintes jogadores: Harrison, Burton, Grant, Potter, Nudle, Gilloney, Nuncie, McAnally, Bowers, Mitter e Lambert, sendo os cinco últimos todos jogadores profissionais, e Lambert, para além de profissional, um dos notáveis internacionais ingleses de então.&lt;br /&gt;O resultados dos dois jogos disputados – 6/1 no da estreia contra “Os possíveis”, e 2/0 dois dias depois contra “Os prováveis” – espelharam bem a diferença do futebol patenteado por ambas as partes, rezando as crónicas que foi João Maciel, e as suas espectaculares defesas, o que mais contribuiu para o aparente equilíbrio do derradeiro e mais aguardado jogo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 05/07/2011; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado) &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-2988209460400417821?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/2988209460400417821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/2988209460400417821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2011/07/acorianos-vs-ingleses-primeira-vinda-da.html' title='Açorianos vs ingleses: a primeira vinda da RAF a Ponta Delgada'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-dvqR72nNic0/ThLO_7e3zCI/AAAAAAAABSc/a8I2M75AUCk/s72-c/RAF_esq_224.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-2398227308359772180</id><published>2011-06-21T09:08:00.009Z</published><updated>2011-06-22T21:26:55.334Z</updated><title type='text'>Porque hoje é 21 de Junho</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-sneCoJRU3bM/TgBg89oF8xI/AAAAAAAABSE/vEodMbjpHpM/s1600/Inscricao_cdsc_Maio27_recorte_1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 287px; HEIGHT: 184px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620598935409521426" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-sneCoJRU3bM/TgBg89oF8xI/AAAAAAAABSE/vEodMbjpHpM/s320/Inscricao_cdsc_Maio27_recorte_1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-xYqLe4uEzfo/TgBg1XeQX9I/AAAAAAAABR8/VM8RTEO8Af8/s1600/Inscricao_cdsc_Maio27_recorte_2.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 285px; HEIGHT: 186px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620598804908629970" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-xYqLe4uEzfo/TgBg1XeQX9I/AAAAAAAABR8/VM8RTEO8Af8/s320/Inscricao_cdsc_Maio27_recorte_2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;o hemisfério Norte o 21 de Junho coincide em regra com o Solstício de Verão. Este ápice místico e mítico, ancestralmente relacionado com a pujança e fertilidade, mesmo depois de cristianizado, com "a bênção" de S. João Batista, continua encontrando na folia, nas fogueiras e no orvalho matinal, referências actuais para a sua celebração. O momento é também fonte de bons presságios, de abundância, e, remetendo para o “&lt;em&gt;Sol Invictus&lt;/em&gt;”, vaticínio de vitória.&lt;br /&gt;Há coincidências? Claro que as há! Mas não acredito que tenha sido simples coincidência – sobretudo tendo em conta o saber e a cultura de indivíduos como o Dr. Lúcio Agnelo Casimiro, o Capitão Eduardo Reis Rebelo e o Tenente João Joaquim Vicente Jr. – a escolha do dia 21 de Junho de 1927 para a realização da AG de fundação do Clube Desportivo Santa Clara, um processo que então já decorria há mais de um mês.&lt;br /&gt;De facto, na sequência a expulsão do Santa Clara Foot-ball Club da Associação de Foot-bal de San Miguel (12/03/1927), e mesmo depois de o Sport Club Santa Clara ter sido aceite na AFSM como sucessor e continuador do “velho Santa Clara” (30/03/1927), um ilustre grupo de cidadãos de Ponta Delgada, procurando apaziguar e reunir as facções santaclaristas desavindas, empenhou-se competentemente na constituição e organização do “Santa Clara” que chegou aos nossos dias. Assim, depois de a 12 de Maio de 1927 ter sido nomeada uma Direcção Interina (Eduardo dos Reis Rebelo, João Joaquim Vicente Jr., Humberto Pacheco Botelho, Álvaro Pimenta dos Santos e José Cardoso), o estabelecimento do CDSC conheceu o seu ponto mais importante na AG que, sob a Presidência João Joaquim Vicente Jr., aprovou os Estatutos de Fundação da nova colectividade (21/06/1927), documento que obteve o Alvará do Governo Civil a 29 de Julho de 1927, e levou à eleição dos primeiros O.S. do clube (5/08/1927), que ficaram assim constituídos: AG – João Batista Rodrigues, Jacinto Medeiros de Sousa e Carlos Manuel Simões; Direcção – Eduardo Reis Rebelo, João Joaquim Vicente Jr., Humberto Pacheco Botelho, Álvaro Pimenta dos Santos, José Cardoso, Ivo José Custódio e Carlos Augusto Raposo; CF – Manuel Inácio de Sousa, Júlio César Ferreira Pacheco e Amável de Medeiros Casanova.&lt;br /&gt;No entretanto o CDSC havia feito chegar à AFSM uma missiva solicitando a sua inscrição naquele organismo, carta de Maio de 1927, escrita e assinada pelo punho de Eduardo Reis Rebelo, e que referia clara e textualmente (os documentos e a atenção aos seus pormenores ajudam muito no dissipar das dúvidas): &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Tendo-se fundado nesta cidade uma nova agremiação desportiva com o nome de «Clube Desportivo Santa Clara» pretende a mesma ser inscrita nessa Associação (…)”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Para além dos “Santas Claras” filiados na Associação: o Santa Clara Foot-ball Club, o Sport Club Santa Clara e o Clube Desportivo Santa Clara, há ainda o fenómeno sócio desportivo “Santa Clara”, e, aí sim, com este podemos recuar - à vontade e de forma séria - uma década.&lt;br /&gt;Remontam pelo menos ao “four July” de 1917 os “Campeonatos de Santa Clara”, com o ataque do U 155, a pronta resposta da tripulação do “Orion” afugentando o submarino alemão, e algumas das consequências daí advindas, condicionando uma das importantes “Desforras” daquele Verão.&lt;br /&gt;Com “os americanos no Field Azores” o futebol em Santa Clara esmoreceu, para voltar a reaparecer, em força, em 1919.&lt;br /&gt;Em 1920 “brilhou” o Sport Club Terror. Ainda em 1920, mas sobretudo durante 1921 (já com Joaquim de Sousa por perto) apareceu o Ginásio Club Micaelense / Instituto de Educação Física. No Verão de 1922 (também com Joaquim de Sousa no processo) a União Sportiva dos Empregados do Comércio transformou-se em Club União Sportiva. Só depois disso, em Outubro de 1922, e de novo beneficiando das boas graças de Joaquim de Sousa – ainda Alferes – o primeiro dos três “Santas Claras” federados fez a sua estreia, e fê-lo com vitória folgada: uns expressivos 4-0 sobre o “velho e temível Terror”.&lt;br /&gt;Passados alguns meses, em Março de 1923, a Associação de Foot-ball de San Miguel dava também os primeiros passos. Tenho-o dito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 21/06/2011; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado) &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-2398227308359772180?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/2398227308359772180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/2398227308359772180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2011/06/porque-hoje-e-21-de-junho.html' title='Porque hoje é 21 de Junho'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-sneCoJRU3bM/TgBg89oF8xI/AAAAAAAABSE/vEodMbjpHpM/s72-c/Inscricao_cdsc_Maio27_recorte_1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-776551823828720115</id><published>2011-06-07T07:54:00.010Z</published><updated>2011-06-10T15:00:47.638Z</updated><title type='text'>2011: um 6 de Junho diferente</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-L2QJtw77Cwk/Te6TbE4Hv7I/AAAAAAAABRs/A-Hmey8aedY/s1600/6Junho75_Saber%2BA%25C3%25A7ores.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 224px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615587878752468914" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-L2QJtw77Cwk/Te6TbE4Hv7I/AAAAAAAABRs/A-Hmey8aedY/s320/6Junho75_Saber%2BA%25C3%25A7ores.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saber Açores, nº55, Junho de 2004&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5qR379VIa5Q/Te6TGaZFRFI/AAAAAAAABRk/Ie7qP7DcZEI/s1600/6Junho1976.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 192px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615587523750610002" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-5qR379VIa5Q/Te6TGaZFRFI/AAAAAAAABRk/Ie7qP7DcZEI/s320/6Junho1976.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-IK7RYoZBv2o/Te6S-o_tLpI/AAAAAAAABRc/i3jUEbJ49N8/s1600/MNA_FLA_1977.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 218px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615587390231752338" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-IK7RYoZBv2o/Te6S-o_tLpI/AAAAAAAABRc/i3jUEbJ49N8/s320/MNA_FLA_1977.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-wRKYWZ6X5rY/Te6Sb_VshlI/AAAAAAAABRM/cpctOalqY2U/s1600/TeatroMicaelense.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 294px; HEIGHT: 204px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615586794934142546" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-wRKYWZ6X5rY/Te6Sb_VshlI/AAAAAAAABRM/cpctOalqY2U/s320/TeatroMicaelense.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--c_ltOZkfao/Te6SOsbTh4I/AAAAAAAABRE/W_lzX7XWKx8/s1600/TeatroMicaelense_2.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 293px; HEIGHT: 203px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615586566519097218" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/--c_ltOZkfao/Te6SOsbTh4I/AAAAAAAABRE/W_lzX7XWKx8/s320/TeatroMicaelense_2.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;6 de Junho: 1975, 1976, 1977, 1978 e sempre&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ntem (hoje quando escrevo) foi 6 de Junho – mais um, o 36º após o histórico 6 de Junho de 1975 –, por coincidência ou talvez não (no caso, mais do que o Divino Espírito Santo foi o Senhor Santo Cristo dos Milagres o determinante), um 6 de Junho cujo “day before” tenderá ofuscar-lhe, ainda mais, a visibilidade e dimensão que deveria ter, e não tem!&lt;br /&gt;Na presente conjuntura, e em falta de “uma marca política açoriana” mais genuína (mas aglutinadora o suficiente para marcar posição), valha-nos a diferença horária, já que tem sido esta, mais do que a completa “mão cheia” de deputados por cá eleitos, o que nos Açores contribuiu de forma bem visível no condicionar da vida política portuguesa, sobretudo em dia de eleições. É a consolação dos subjugados: deixar Portugal suspenso durante uma hora. Adianta muito pouco, mas não deixa de ser uma consolação!&lt;br /&gt;Quanto ao resto, nestes penedos, não obstante o variar da cor predominante no habitual 3x2, não existem – nem agora são de esperar – grandes diferenças. A não ser para os próprios, num dos casos, salvo erro, já com pelo menos dois recordes acumulados: o da antiguidade na função, e o de ser, actualmente, o único que deputou nos dois diferentes regimes. Tirado isso, e apesar da indiferença da maioria; da grande euforia de uns; da preocupação de outros; e da justificada tristeza de uns quantos (por uma unha negra Artur Lima não fez a diferença), no que de importante há para resolver, os avanços são poucos ou nenhuns. Se não vejamos:&lt;br /&gt;Quase quatro décadas depois o “papão do fascismo” – como que por ironia do destino vertido em texto constitucional que se pretendia libertador – é ainda uma das alegações que continua a obstruir os açorianos de, por forma legal, lutarem pela sua total emancipação. Um escárnio! E a situação é de tal vilipêndio que chega ao ponto, passado todo este tempo, de não ser necessário andar nem procurar muito para se encontrarem, ainda, referências – até toponímicas – em louvor da “Revolução Nacional” de 1926, ou do “Estado Novo”. Porém, e à luz da actual Constituição Portuguesa, continua sendo fascista quem defende a Independência dos Açores. Parece anedota: é equivalente a fascismo defender a Independência dos Açores, mas, “democraticamente proibido” criar partidos açorianos. Isto, 37 anos após o 25 de Abril!&lt;br /&gt;Por tudo isso, na falta de melhor e jogando pelo seguro, um VIVA para o fuso horário e outro para o anticiclone. Assim, quando, mais dia, menos dia, for inconstitucional, e logo proibido, que a hora dos Açores seja diferente da hora de Portugal, só nos restará o anticiclone: bem mais difícil de ser condicionado pela Constituição Portuguesa. Uma Constituição, dizem os entendidos, avançadíssima. Que permite quase tudo: aos políticos constituírem-se em casta prenhe de direitos e mordomias sem que a tal corresponda deveres e obrigações proporcionais; aos interesses instalados terem trocado o escudo pelo euro, mesmo sem consultar os óbvios e principais prejudicados; e, até, à “Troika”, governarem por procuração depois de terem obrigado os seus delegados a realizarem um acordo prévio, ao que parece, “assinado de cruz”. Uma Constituição exemplar como se vê, que só não permite uma coisa básica e fundamental: que o Povo dos Açores – e já agora o da Madeira – se organize politicamente tendo em vista a sua emancipação e total autodeterminação.&lt;br /&gt;Só mesmo com um novo 6 de Junho, mas desta vez reivindicando conquistar Portugal.&lt;br /&gt;Em 1975, gritando por Independência conseguimos uma “autonomiazinha”. Quem sabe se agora, ameaçando conquistar Portugal, não obtemos a Independência?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;A.O. 07/06/2011; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-776551823828720115?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/776551823828720115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/776551823828720115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2011/06/2011-um-6-de-junho-diferente.html' title='2011: um 6 de Junho diferente'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-L2QJtw77Cwk/Te6TbE4Hv7I/AAAAAAAABRs/A-Hmey8aedY/s72-c/6Junho75_Saber%2BA%25C3%25A7ores.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-1223296656295869343</id><published>2011-05-24T17:47:00.008Z</published><updated>2011-05-25T11:05:47.615Z</updated><title type='text'>Mar, submarinos e informação entretanto desclassificada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-mrCuXm870_4/TdvwCmOgFPI/AAAAAAAABQ4/-_SoMnqDU9U/s1600/atlantico-norte.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5610341688231859442" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 132px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-mrCuXm870_4/TdvwCmOgFPI/AAAAAAAABQ4/-_SoMnqDU9U/s320/atlantico-norte.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;unca como nos últimos tempos – Cavaco Silva deu o mote, os seus obedientes seguidores encarregam-se de retransmitir a mensagem, e a campanha eleitoral em curso ajuda na sua amplificação – se tem falado tanto do mar. É o “novo nicho de mercado”; o mais recente “El Dourado” português; uma das fórmulas mágicas para o messiânico crescimento económico; aquele que será um dos caminhos para debelar o malfadado deficit; a solução para salvar Portugal da bancarrota, etc., e tal. O que não se diz, nem convém que muitos o saibam, é que quase todo este mar é Mar dos Açores. Sim Mar dos Açores! Como o ouro do Século XVI e XVII era do Brasil, e o petróleo, diamantes, algodão e muito mais, no século XX, de Angola!&lt;br /&gt;Mar é fonte inesgotável de riqueza: pelos seus recursos – que são muitos para além da pesca –, mas sobretudo pelo seu valor geoestratégico, para mais quando se localiza no Atlântico Norte, a meio caminho entre a Europa e a América.&lt;br /&gt;Se o valor estratégico do Mar dos Açores foi enorme no tempo do “dar novos mundos ao mundo”, por maioria de razão, muito superior se tornou à medida que a tecnologia foi evoluindo, que os recursos naturais foram escasseando, e o mundo ligando-se e interdependendo. E não pensem que é de agora: a globalização é tão ou mais velha “que a guerra de catorze”!&lt;br /&gt;Aproveitem, já que actualmente Portugal tem na Chanceler Merkel uma governanta, e perguntem aos alemães – os mesmos que impingiram os submarinos e querem impingir os TGVs – porque mandaram em Julho de 1917 o U 155 bombardear Ponta Delgada? E, para garantir o contraditório, pois a “Troika” que governa Portugal também incluiu o FMI, perguntem também aos americanos, nos Açores desde 1917 – primeiro com uma base da US Navy implantada desde o porto de Ponta Delgada até aos confins de Santa Clara (que tal igualmente esmiuçar as trapalhadas que isso provocou com os ingleses?)-, e ainda hoje, como se sabe, com base nas Lajes, porque lhes interessam tanto os Açores?&lt;br /&gt;Para nos defender (Açores) já não é: o submarino bombardeou, o Orion ripostou, mas há muito que a guerra acabou. Só o interesse continuou! Como alguém diria: “É a economia, estúpido”. Claro. Alias, cada vez mais claramente.&lt;br /&gt;E aqui entra um documento de Agosto de 1975, outrora confidencial hoje razoavelmente disseminado (mas nunca é demais divulgá-lo – obrigado à “mão amiga” que mo enviou, “obrigando-me” a relê-lo), cujo conteúdo, que aponta para a viabilidade económica dos Açores como país soberano, apesar do óbvio era então – e assim procuram que continue sendo – desmentido. Aqui vão excertos do dito cujo:&lt;br /&gt;1. DOCTOR NORMAN BAILEY AND EDMOND TONDU OF BKW ASSOCIATES, INC., WASHINGTON BASED MANAGEMENT CONSULTANT FIRM, ARE IN THE AZORES PERSUING ECONOMIC STUDY STARTED SEVERAL YEARS AGO AT REQUEST OF CAETANO GOVERNMENT. BAILEY SAYS FIRM NOW ATTEMPTING COMPLETE STUDY IN ORDER TO PERSUADE WHATEVER GOVERNMENT MAY EMERGE IN AZORES TO RETAIN FIRM AS ECONOMIC ADVISORS. BAILEY AND TONDU HAVE BEEN TALKING TO GOOD NUMBER OF PEOPLE IN PONTA DELGADA AND ANGRA. (…)&lt;br /&gt;2. BAILEY BELIEVES AZORES ECONOMICALLY VIABLE AND PROFITABLE TO LISBON. HE DESCRIES PRESENT ECONOMIC RELATIONSHIP BETWEEN LISBON AND AZORES AS 18TH CENTURY MERCANTILISM.&lt;br /&gt;(…) BAILEY AND TONDU BELIEVE THAT ECONOMICALLY AZORES WOULD BE BETTER OFF INDEPENDENT THAN AUTONOMOUS SINCE AUTONOMY WILL TAKE MONTHS TO ESTABLISH AND COULD BE REVOKED AT ANY TIME. IT THUS WOULD NOT PROVIDE STABILITY NECESSARY FOR INVESTMENT AND GROWTH.&lt;br /&gt;3. BAILEYN CREDIT MANAGER OF BANCO PORTUGUESE DO ATLANTICO WHO DESCRIED RECENT IN DEPTH STUDY OF TOTAL COMMERCIAL AND FINANCIAL RELATIONSHIP BETWEEN AZORES AND CONTINENTAL PORTUGAL. REPORTEDLY GOP HAS NOT PERMITTED PUBLICATION OF STUDY WHICH CONCLUDED THAT CONTINENTAL PORTUGAL GAINS ABOUT 280 MILLION DOLLARS PER YEAR FROM AZORES.&lt;br /&gt;Bom, o telegrama continua com outras tantas palavras, eu é que não tenho mais espaço! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 10/05/2011; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-1223296656295869343?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/1223296656295869343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/1223296656295869343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2011/05/mar-submarinos-e-informacao-entretanto.html' title='Mar, submarinos e informação entretanto desclassificada'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-mrCuXm870_4/TdvwCmOgFPI/AAAAAAAABQ4/-_SoMnqDU9U/s72-c/atlantico-norte.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-4893755331055775611</id><published>2011-05-11T08:09:00.014Z</published><updated>2011-05-13T17:26:07.347Z</updated><title type='text'>Outros tempos, outras crises, os mesmos tiques coloniais</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-E4QypnXnc2c/TcrIAQ2wSiI/AAAAAAAABQw/AAX4aZ8ia4g/s1600/ZEE2.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 175px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5605512593066183202" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-E4QypnXnc2c/TcrIAQ2wSiI/AAAAAAAABQw/AAX4aZ8ia4g/s320/ZEE2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-TAddWpkMAFM/TcrH1fyEfRI/AAAAAAAABQo/izuqn5nV_jo/s1600/PortugalColonial_4_500_2.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 248px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5605512408094506258" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-TAddWpkMAFM/TcrH1fyEfRI/AAAAAAAABQo/izuqn5nV_jo/s320/PortugalColonial_4_500_2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TjIcMwYLe3U/TcpLa3zoK_I/AAAAAAAABQI/T0X9Qtot4bM/s1600/NoataA%25C3%25A7ores2500.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 321px; HEIGHT: 224px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5605375611245177842" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-TjIcMwYLe3U/TcpLa3zoK_I/AAAAAAAABQI/T0X9Qtot4bM/s320/NoataA%25C3%25A7ores2500.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-wlSQar1KWN8/TcpLRBSer6I/AAAAAAAABQA/R_Aca_pFTE8/s1600/NotaA%25C3%25A7ores.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 321px; HEIGHT: 203px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5605375441991806882" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-wlSQar1KWN8/TcpLRBSer6I/AAAAAAAABQA/R_Aca_pFTE8/s320/NotaA%25C3%25A7ores.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Q1uPe9-rWM0/TcpK3DIRNGI/AAAAAAAABP4/5bpys1wvUMM/s1600/10Reis.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 125px; HEIGHT: 97px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5605374995809252450" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-Q1uPe9-rWM0/TcpK3DIRNGI/AAAAAAAABP4/5bpys1wvUMM/s320/10Reis.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-kETFY98uQns/TcpKe2-hpqI/AAAAAAAABPw/TQSfLm-Oux0/s1600/Maluco_Acores.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 100px; HEIGHT: 97px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5605374580230301346" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-kETFY98uQns/TcpKe2-hpqI/AAAAAAAABPw/TQSfLm-Oux0/s320/Maluco_Acores.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_FRnKIGrukU/TcpKVQhwXjI/AAAAAAAABPo/49ozTdOClE0/s1600/moedaFundida%2Bna%2Bterceira.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 97px; HEIGHT: 98px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5605374415290261042" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-_FRnKIGrukU/TcpKVQhwXjI/AAAAAAAABPo/49ozTdOClE0/s320/moedaFundida%2Bna%2Bterceira.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;S&lt;/span&gt;e há coisa com que Portugal sabe lidar com à vontade e ligeireza – basta ler/ouvir os seus responsáveis: de ontem, de hoje e de amanhã – é a bancarrota!&lt;br /&gt;Recuemos algumas “bancarrotas” atrás, para logo depois do “Grito do Ipiranga”, tempo em que Portugal ao perder o manancial vindo do Brasil que lhe permitia fartos “regabofes” – o ouro do Brasil está para o Convento de Mafra tal como o dinheiro da UE para os CCBs e outros luxos perfeitamente dispensáveis da última década do século XX e primeira do século XXI – garantiu a inevitabilidade do “em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão”, e logo uma guerra civil (1828/34), seguindo-se a esta um buraco que até final daquele século não mais parou de crescer.&lt;br /&gt;É deste tempo, fruto do primeiro prelo instalado nos Açores, e escrito por Simão Soriano e Bernardo Sá da Nogueira – futuro Marquês de Sá da Bandeira, várias vezes ministro e também Chefe do Governo de Portugal (ambos então emigrados nos Açores, como nos deixou escrito Francisco Maria Supico) – a “Folhinha da Terceira”, em cujo índice de 1832 está bem detalhado o que sobrou do Império depois de “perdido" que estava o Brasil: &lt;em&gt;“Arquipélago dos Açores”, “Arquipélago da Madeira”, Arquipélago de Cabo Verde”, “Bissau e Cacheu”, “Costa da Mina ou S. João Batista da Ajuda”, “Arquipélago da Guiné”, “Costa de Loango, ou Molento e Cabinda”, “Angola e Benguela”, “Governo de Moçambique”, “Estado da Índia”, “Costa da China ou Macau” e “Timor e Solor”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Nesta mesma publicação, em tom benevolente, algo até galante, porém tipicamente colonialista, pode também ler-se: &lt;em&gt;“O povo dos Açores é em geral de bela aparência, e de muita inteligência e habilidade; tendo as melhores qualidades para o serviço militar. Em breve tempo os Açoreanos aprendem as suas obrigações, são nelas cuidadosos, são asseados, subordinados e briosos (…)”.&lt;/em&gt; Não foram referidos, mas seria bom conhecer os termos de comparação, sobretudo no caso da segunda metade da citação.&lt;br /&gt;Depois de descritos os nativos, há também referências ao território, feitas aliás de forma descomplexada (o complexo colonialista aumentou na proporção inversa à redução do Império. Agora é quase blasfemo chamar “Açores” e “Portugal” pelos seus nomes: não falta de imediato quem troque o “Portugal” por “Continente”, como se os Urais fossem logo ali entre Elvas e Badajoz). Atenda-se por exemplo a esta nota geográfica: &lt;em&gt;“Da ilha de São Miguel ao Cabo da Roca, em Portugal, são 210 léguas”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;No documento não poderia faltar – e não faltou – a inventariação dos recursos com que a colónia tinha de nutrir a Capital do Império. E lá se especificava: &lt;em&gt;“O solo destas ilhas é da maior fertilidade; (…) produzem grande quantidade de cereais e legumes de toda a espécie, de batatas, inhames, hortaliças, frutas, vinho e outros géneros: cria-se em grande abundância toda a sorte de gado e aves domésticas, fabrica-se manteiga e queijo, e há bastante lã. (…) Em alguns anos tem-se exportado dos Açores 140 a 150 mil caixas de laranja; 15 a 20 mil moios de cerais; (…); 15 a 20 mil pipas de vinho e aguardente, (…): além destes géneros principais exportam estas ilhas carne de porco, batatas-doces (...), assim como uma considerável quantidade de panos de linho para o Brasil”.&lt;/em&gt; Não era pouco, digo eu!&lt;br /&gt;Mas, perdida que estava a grande mina do Império, por mais que espremessem as restantes possessões não houve como evitar o crescimento de uma dívida externa que com o aproximar do final do século XIX atingia já os 75% do PIB, originando assim a bancarrota de 1891 (nota: hoje a divida externa portuguesa é cerca de 100% do PIB).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui nos Açores, por esta altura, adensava e ganhava músculo a campanha autonómico/independentista que culminou no decreto de 2 de Março de 1895, com o surto de desenvolvimento e industrialismo que se seguiu justificando – e merecendo – outra evolução que não o triste fim que lhe foi dado por Salazar, em Fevereiro de 1928, quando ensaiava os primeiros passos da longa ditadura com que nos subjugou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;A.O. 10/05/2011; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-4893755331055775611?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/4893755331055775611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/4893755331055775611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2011/05/outros-tempos-outras-crises-os-mesmos.html' title='Outros tempos, outras crises, os mesmos tiques coloniais'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-E4QypnXnc2c/TcrIAQ2wSiI/AAAAAAAABQw/AAX4aZ8ia4g/s72-c/ZEE2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-7736219279042172770</id><published>2011-04-28T16:48:00.003Z</published><updated>2011-04-28T17:06:41.339Z</updated><title type='text'>Leão destinado a ganhar asas e voar alto</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2ofd-XWAUuY/TbmbRQGGyBI/AAAAAAAABOY/99BIRJ9PeVo/s1600/CDSC_1927_1960].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600678332292581394" style="WIDTH: 298px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-2ofd-XWAUuY/TbmbRQGGyBI/AAAAAAAABOY/99BIRJ9PeVo/s320/CDSC_1927_1960%255D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; propósito de uma discussão que de um momento para o outro ganhou enorme número de adeptos, importa dizer que se o CDSC decidir alterar o seu emblema (o que, a acontecer, só deverá ocorrer após cumpridos os trâmites estatutáriamente legais), não será a primeira vez que tal acontece pois o actual emblema remonta a meados do século passado (década de 50 do século XX), substituíndo aquele que lhe foi definido no momento da Fundação (21 Junho de 1927).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Seguindo com rigor as regras heráldicas, o nº1, do Artigo 4º dos Estatutos de Fundação do Clube Desportivo Santa Clara, reza rigorosamente o seguinte;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“O emblema do Club é um leão vermelho em campo branco.”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-7736219279042172770?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/7736219279042172770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/7736219279042172770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2011/04/leao-destinado-ganhar-asas-e-voar-alto.html' title='Leão destinado a ganhar asas e voar alto'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-2ofd-XWAUuY/TbmbRQGGyBI/AAAAAAAABOY/99BIRJ9PeVo/s72-c/CDSC_1927_1960%255D.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-5935503119747639745</id><published>2011-04-27T15:19:00.005Z</published><updated>2011-04-27T15:48:50.365Z</updated><title type='text'>O precioso valor da soberania</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2YITAbnDAow/Tbg48dKxOQI/AAAAAAAABOI/4jLd9w73cCM/s1600/bandeiraCVerde_135.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600288747908315394" style="WIDTH: 114px; CURSOR: hand; HEIGHT: 69px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-2YITAbnDAow/Tbg48dKxOQI/AAAAAAAABOI/4jLd9w73cCM/s320/bandeiraCVerde_135.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-r_5LcatSosM/Tbg4zmAKoxI/AAAAAAAABOA/qpabHaL62gQ/s1600/timor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600288595660940050" style="WIDTH: 135px; CURSOR: hand; HEIGHT: 68px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-r_5LcatSosM/Tbg4zmAKoxI/AAAAAAAABOA/qpabHaL62gQ/s320/timor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5xNDqpedSx8/Tbg4aJMEXTI/AAAAAAAABN4/FnX3PiwX33s/s1600/pt}fla270.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600288158429502770" style="WIDTH: 270px; CURSOR: hand; HEIGHT: 179px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-5xNDqpedSx8/Tbg4aJMEXTI/AAAAAAAABN4/FnX3PiwX33s/s320/pt%257Dfla270.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-CivZG-L4OUs/Tbg371Ls23I/AAAAAAAABNw/AWRk6sgyGfY/s1600/portugal_bateu+no+fundo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600287637663177586" style="WIDTH: 269px; CURSOR: hand; HEIGHT: 278px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-CivZG-L4OUs/Tbg371Ls23I/AAAAAAAABNw/AWRk6sgyGfY/s320/portugal_bateu%2Bno%2Bfundo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;uma altura destas, com Portugal de cócoras – entregue a quem o governe por manifesta incapacidade de se auto governar (dando razão a quem já na antiguidade clássica dizia que os lusitanos não eram capazes de se governar nem deixavam que os governassem) – e com os grandes responsáveis por se ter chegado a este “estado das coisas” digladiando-se de forma a garantirem para si e para os seus as migalhas dos despojos conseguidos à custa de sacrifícios da maioria que vão conseguindo espremer, duas notícias, recentes, permitem-nos encher o peito e respirar fundo confirmando que “filhos” humildes, trabalhadores e competentes, após se emanciparem, podem ser exemplo e oferecer apoio a um “pai” tirano, possessivo, sempre mais propenso a subjugar e explorar do que em ajudar os “filhos” a crescer e tornarem-se independentes, como seria sua obrigação.&lt;br /&gt;Foram estas as notícias em causa:&lt;br /&gt;Primeira. A repetida alusão do timorense Ramos Horta – desta vez alargando o âmbito dos “filhos benfazejos” ao Brasil e a Angola – à disponibilidade de Timor Lorosae comprar divida soberana portuguesa, &lt;strong&gt;em demonstração do quanto realmente vale a soberania, mesmo tratando-se de um pequeno país, no caso meia ilha, mas com um mar riquíssimo (o Mar é sempre muito rico, só é necessário que seja mesmo NOSSO).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Segunda: Uma interessante reportagem sobre Cabo Verde (TVI24 madrugada dentro, em noite de insónia), dando conta, não obstante o enorme esforço dispensado em encontrar e transportar a água para tal necessária, da vontade e do gosto em cultivar e fazer brotar da terra árida uma variedade de produtos, nomeadamente hortícolas, bens que noutras paragens, de solos férteis e água abundante, têm de chegar em contentores refrigerados após milhares de km feitos por terra, mar e ar: “coisas de gente rica”.&lt;br /&gt;O problema é que estas duas notícias foram logo abafadas por muitas outras: “que a crise apareceu de supetão na noite de 23 para 24 de Março e sem ela não seria necessário FMI”, afirmam Sócrates e seus discípulos; “que o FMI já devia ter chegado há muito tempo”, dizem outros; “que o FMI só vem agravar ainda mais a situação”, indicam outros ainda; “que não é FMI, mas sim FEEF” também foi dito com a carismática certeza de quem nunca tem dúvidas e raramente se engana. Até, como que para contentar uns e outros, agora usa-se e abusa-se do eufemismo “troika”: ou não tivesse sido Washington um dos últimos destinos do périplo de vassalagem. Enfim, uma “confusão de narizes”, condizente com o: “em casa que não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Grave é que a mesma casa que já não consegue fazer chegar pão à mesa de muitos continua a proporcionar “croissants” e caviar a outros, alguns dos quais os directamente responsáveis pela carência e dificuldades de que a maioria padece: gente que facilmente se põe de acordo quando se trata de impor austeridade a terceiros, predisposição só comparável com a facilidade com que pactuam na defesa das mordomias que lhes garante, na hora e para o futuro, a tal mesa sempre farta.&lt;br /&gt;Querem a minha opinião? O FMI chegou tarde a Portugal (se calhar não devia ter ido embora em 1983, ou pelo menos devia ser ele a “governar” os milhões que chegaram da UE, Euros desbaratados apenas em proveito de uns quantos para agora TODOS – no meio dos quais os tais “uns quantos” quase nem contam – pagarem tal desgoverno). “Governado” pelo FMI Portugal com certeza não abateria frotas para depois importar peixe; nem abandonava a terra para importar alimentos, sobretudo os frescos. Nem construía os milhares de km de estradas, muitos deles desnecessários e já carecendo de manutenção apesar do uso insuficiente para gerar rendimento necessário à sua conservação. Nem a Expo; nem todos aqueles Estádios para o EURO; nem projectava aeroportos e TGV’s que mesmo sem terem sido construídos já consumiram recursos suficientes para proporcionar trabalho e pão a quem não tem, e/ou aos que, mesmo tendo, andam já “de calças na mão” sem furos para que possam apertar mais o cinto. Tampouco haveria BPN e outras negociatas que prejudicaram milhões beneficiando meia dúzia!&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 26/04/2011; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-5935503119747639745?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/5935503119747639745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/5935503119747639745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2011/04/o-precioso-valor-da-soberania.html' title='O precioso valor da soberania'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-2YITAbnDAow/Tbg48dKxOQI/AAAAAAAABOI/4jLd9w73cCM/s72-c/bandeiraCVerde_135.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-7463306831746089559</id><published>2011-04-12T18:25:00.008Z</published><updated>2011-04-19T08:29:19.173Z</updated><title type='text'>A festa continua</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_w26FibY4I4/TaSanrXxN5I/AAAAAAAABNI/l-afKmNkIIs/s1600/socrates028658879e_400x225.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5594766643548993426" style="WIDTH: 130px; CURSOR: hand; HEIGHT: 168px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-_w26FibY4I4/TaSanrXxN5I/AAAAAAAABNI/l-afKmNkIIs/s320/socrates028658879e_400x225.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--cdsrUha2nc/TaSaUWrf7jI/AAAAAAAABNA/HdxMAn-4Ybw/s1600/JJMadeira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5594766311577087538" style="WIDTH: 158px; CURSOR: hand; HEIGHT: 166px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/--cdsrUha2nc/TaSaUWrf7jI/AAAAAAAABNA/HdxMAn-4Ybw/s320/JJMadeira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;hamam-lhe crise. Qual crise qual carapuça: festa é festa, e continua. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O fim-de-semana que passou foi disso bom exemplo. Festa em Matosinhos, e no Funchal. E que festas. Não sei se houve fogo-de-artifício no final, mas teatro – com excelentes encenações diga-se de passagem –, palcos bem compostos, luzes de ribalta muito bem dirigidas e focadas, coros afinados – Ana Gomes destoou, mas ainda bem, nada como haver alguém que quebre a monotonia, mesmo que seja a horas impróprias – e, até, nem faltaram jograis. Tanta festa – e as que estão para vir – mais não são do que uma nova “season de caça ao voto” a ter início. Só que começa a faltar público. Ou melhor dito: o público começa a ficar impaciente, a demonstrar descrença. E um público impaciente, descrente, sobretudo quando de “barriga vazia” é capaz de tudo, até de acabar com o espectáculo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dizem que a História não se repete. Não acredito: só a mesma água não passa duas vezes por baixo da mesma ponte! As guerras hoje são outras, mas também nisso a diferença não é muita: a La Lys dos nossos dias bem pode estar no Afeganistão ou na Líbia, com as trincheiras 1917 substituídas por “Hummeres” e F16”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quase um século depois, pelo menos ao nível da tão maquiavélica quanto interesseira disputa partidária; da miserável cifra com que se enuncia o PIB – já com zeros à esquerda –; e até da ameaça de “banca rota”, são muitas as semelhanças entre os tempos de hoje e as próximas e/ou correspondentes décadas do século XX.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Oxalá que estas se esgotem por aqui pois Sidónios e Antónios são perfeitamente dispensáveis!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para não lembrar coisas ruins, voltemos então “às festas” e àquilo que de positivo se possa, ou não, delas retirar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desconfio daquela exagerada unidade de Matosinhos. Não comparando, pareceu-me as declarações de apoio indefectível que as direcções dos clubes de futebol costumam fazer na ante véspera da “chicotada psicológica” com que justificam a dispensa do treinador. Quer-me parecer que “mais jogo menos jogo” – e nisso os maus resultados não costumam perdoar – vai haver mudança de comando, e, quase apostaria, o substituto será um dos mais exuberantes dos efectivos apoiantes do “actual treinador”. Uma coisa é certa, não há “toque a reunir”, nem excelência de marketing comunicacional, que esconda as muitas falhas e contradições que já corroem o grupo: desmentir de um dia para o outro o “esgotado” Ministro das Finanças foi só mais um episódio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas como há disputa entre festas, a do Funchal não quis ficar atrás, e entre, outras trouxe uma novidade: o modelo “Ilhas do Canal”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Boa. Agora que João Jardim colocou uma etapa intermédia entre a “Autonomia Constitucional” e o “Estado Federado” resta aguardar para ver o desenvolvimento dos próximos episódios. Para já, Passos Coelho ou não percebeu ou então fez-se desentendido: “&lt;em&gt;o PSD não tem uma visão desconfiada das autonomias, nem nenhuma reserva quanto ao seu aprofundamento&lt;/em&gt;”, disse, como se fosse a primeira vez que do PSD se tenha ouvido tal . Uma novidade!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No que à evolução de autonomia diz respeito, nada como ser claro: &lt;strong&gt;pedir Independência&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E nisso os Açores já vão na dianteira. Até quero crer que a nomeação do novo representante da Republica Portuguesa – um Embaixador, para mais, com experiência considerável pois foi ele o responsável pela transição da última parcela do “ex-império” para fora da esfera da soberania portuguesa – é um bom prenúncio. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Costuma dizer-se que as crises são também tempo de oportunidades: há que saber aproveitá-las.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;A.O. 12/04/2011; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-7463306831746089559?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/7463306831746089559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/7463306831746089559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2011/04/festa-continua.html' title='A festa continua'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-_w26FibY4I4/TaSanrXxN5I/AAAAAAAABNI/l-afKmNkIIs/s72-c/socrates028658879e_400x225.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-8725753688252471682</id><published>2011-03-29T18:22:00.031Z</published><updated>2011-03-30T10:27:21.349Z</updated><title type='text'>Santa Clara, “Mata da Doca”, Campo Açores</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-geUdLcWqvu8/TZIorQC72qI/AAAAAAAABMw/kdeAgqNiuFA/s1600/Futebol_1895_SportAcores_250.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589574811026971298" style="WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 142px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-geUdLcWqvu8/TZIorQC72qI/AAAAAAAABMw/kdeAgqNiuFA/s320/Futebol_1895_SportAcores_250.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-SP7_cIwd9yY/TZIok6VBefI/AAAAAAAABMo/ZbvdhkcdbbY/s1600/1950_250.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589574702118042098" style="WIDTH: 235px; CURSOR: hand; HEIGHT: 203px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-SP7_cIwd9yY/TZIok6VBefI/AAAAAAAABMo/ZbvdhkcdbbY/s320/1950_250.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Recorte do "Sport dos Açores", 1924 &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;............&lt;/span&gt;"Mata da Doca", ainda com as araucárias&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--IIvS4YLnd0/TZIoK9mBDoI/AAAAAAAABMg/Hkv0EOt_jgY/s1600/SCFC%2BOut_1922_250.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589574256318025346" style="WIDTH: 237px; CURSOR: hand; HEIGHT: 154px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/--IIvS4YLnd0/TZIoK9mBDoI/AAAAAAAABMg/Hkv0EOt_jgY/s320/SCFC%2BOut_1922_250.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-5ZRY0smaW80/TZIn6IpNTpI/AAAAAAAABMY/eGorhE_WCAI/s1600/CSBrancos_250.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589573967226424978" style="WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 158px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-5ZRY0smaW80/TZIn6IpNTpI/AAAAAAAABMY/eGorhE_WCAI/s320/CSBrancos_250.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Santa Clara Foot-ball Club, Out 1922&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;........ &lt;/span&gt;Sport Club Santa Clara (?1927?) &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-o-O3974zqkA/TZInmadUmQI/AAAAAAAABMQ/zcd_PpILsIs/s1600/Equipa_c_Jos%25C3%25A9%2BVicente_vermelho_1948_49_250.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589573628411025666" style="WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 165px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-o-O3974zqkA/TZInmadUmQI/AAAAAAAABMQ/zcd_PpILsIs/s320/Equipa_c_Jos%25C3%25A9%2BVicente_vermelho_1948_49_250.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-qOnbFnKHCYw/TZInfPc55RI/AAAAAAAABMI/BXP6RGWRJyw/s1600/Cancelas_Capinha_1970_250.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589573505197401362" style="WIDTH: 238px; CURSOR: hand; HEIGHT: 160px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-qOnbFnKHCYw/TZInfPc55RI/AAAAAAAABMI/BXP6RGWRJyw/s320/Cancelas_Capinha_1970_250.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Clube Desportivo Santa Clara 1948/49&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;........ &lt;/span&gt;Equipa das Cancelas (Loja do Capinha) 1972 &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;anta Clara não foi só “o berço” de Ponta Delgada. Embora em outro patamar, foi também “creche” e “jardim-de-infância” do futebol micaelense. Disso nos deu conta António Kopke Ayalla, em 1924, nas páginas do “Sport dos Açores”, Semanário Desportivo Ilustrado do qual foi director, ao remeter para 1895, nas “pedreiras da doca” (Mata da Doca, mais tarde Campo Açores), os primeiros jogos de futebol com bola apropriada. O luxuoso objecto, uma câmara-de-ar esférica revestida com pedaços de a couro bem cosidos uns aos outros, naqueles derradeiros anos do século XIX mandado vir de Inglaterra pelo “Padre James” do Colégio Fisher, tinha acabado de chegar à ilha para gáudio do próprio António Kopke Ayalla (filho de um, e parente próximo de outro, dos responsáveis pela construção do porto de Ponta Delgada) e de outros jovens alunos daquele estabelecimento de ensino, pioneiros entre nós na prática da modalidade. Um quarto de século depois de Santa Clara ter sido palco daqueles que foram os primeiros pontapés num &lt;em&gt;cautchú &lt;/em&gt;em São Miguel, quando entretanto o Campo Açores já havia deixado de ser local de acantonamento “dos americanos” que passaram os últimos tempos da I Grande Guerra em Ponta Delgada (Fevereiro de 1918/Setembro de 1919), viviam-se então quer nas “Cancelas da Doca” quer na “Mata da Doca” alguns dos momentos altos dos “Campeonatos de Santa Clara”, o Campo Açores saltou de novo para as primeiras páginas por via do muito mediatizado desafio efectuado pelo team brasileiro, com o Sport Club Terror, com fortes afinidades a Santa Clara, assumindo as “honras da casa”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O jogo brasileiros vs açorianos deu origem a um soberbo texto (CA 28 de Novembro de 1920) assinado por Bruno Dennis – possível pseudónimo de alguém próximo de Diniz Moreira da Motta, talvez Rolando Viveiros, mas com grande probalidade Agnelo Casimiro – cuja leitura é imperdível.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora vejamos: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;“&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Domingo. O burguês deixa os asfaltos… &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Lembrou-nos Heine.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Dia lindo, ar fresco e lavado, luz doirada convidando-nos à acção. Quebre-se no dia do Senhor a monotonia pungente do viver angustioso destes tempos, dando tréguas às suas preocupações constantes: o futuro da família, da nação, da sociedade! …&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;E como o Correio dos Açores tivesse anunciado um desafio de foot-ball entre Brazileiros e Micaelenses – excelente pretexto – enveredamos pela Rua Formosa além.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Desapareceram as antigas Pedreiras da Doca?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Por sobre aqueles montículos pitorescos, coleando pelos vales, em cima das esplanadas, bordando veredas e caminhos, estendendo-se cerrado o arvoredo, que entremeia e tece os ramos, numa confusão imensa de folhagens, matiza os seus verdes diferentes e derrama gratamente, por sobre a terra que o nutre, uma sombra protectora e amiga.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Dum deserto fez-se um bosque! Por entre as pedras brotaram acácias e pinheiros; o antigo solo abrasado ostenta hoje carvalhos, engélias, araucárias, rubínias, piteiras… e sobre aquela terra vermelha e tórrida, que escaldava, que feria a vista, estendeu-se um tapete verde de relva fresca e tenra, que nos descansa a retina…&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Quanto podem o entusiasmo de um homem, o escorregar vagaroso do tempo, e o forte viço das plantas! No meio do parque – seu coração – espraiando-se largamente como arena imensa de um coliseu atlântico o Campo Açores. Plano, nivelado, extenso, presta-se magnificamente a todos os jogos, a todos os desportos: tennis, foot-ball, croquet, bilro barra, gymkanas, corridas de velocidade, de resistência, de bicicleta, concursos hípicos, etc.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A um canto, joga-se, muito mal, o Association. Brazileiros e Micaelenses disputam com ardor quem levará a palma da indisciplina, desorientação e falta de sangue frio, qualidades essenciais para aquele jogo, e que ele tanto desenvolve, quando bem dirigido…&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Apesar, porém, de todas as incorrecções e faltas, sempre era um protesto vivo contra a atrofiante civilização actual, que condena ao sedentarismo, amolece as funções, fazendo-lhes perder a tenacidade e o vigor, e priva o corpo do ar e do sol.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Como nos lembraram então os ginásios da Grécia, vastos parques em que rijos efebos, nus, tostados pelo sol, alegres de saúde, se exercitavam com entusiasmo nas palestras, sob a clara luz do dia, enquanto outros, já retemperados pelo exercício, se refrescavam no balneário, esfregando-se com estrigil, lubrificando-se com óleos suaves, e mais longe, outros ainda, lestos e contentes, com a boa disposição que segue a hidroterapia, manejavam com subtileza a dialéctica, avançando altas teorias e conceitos profundos ou equilibrando com agilidade sofismas argutos e delicados… !&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Tais instituições formavam os mais belos cérebros, sustentados pelos mais nobres corpos, que a Humanidade tem visto! Sabe-se o resultado obtido no ginásio de Reims pelo grande Hébert...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Denis Mota acariciava este plano; mas não se limitavam a isso os seus projectos. Desejava traçar ali avenidas de rodagem, arruamentos para peões, veredas e atalhos nos sítios mais íngremes, propunha-se desbastar o arvoredo, semeado assim compacto com intuitos de protecção e para obviar as recusas tão frequentes das plantas mais delicadas, introduzindo depois espécies mimosas e belas, mas de resistência menor. Ajardinaria uns dois ou três pontos deixando o resto na sua rudeza de mata, convidando às excursões e aos piqueniques.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Junto à casa do Século XX abrir-se-ia um lago (a cargo do mar enche-lo), e construir-se-ia uma piscina. Uns barquinhos, montes de areia aqui e além, algumas redouças e outros brinquedos eram destinados às crianças…&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Assim haviam de passar algumas horas de bom ar, paz e simplicidade aqueles a quem a Vida não permitisse gozar o campo nos meses de verão.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O estabelecimento do seu Parque da Alegria (assim tencionava chamar-lhe); a organização da Praia de São Roque, aproveitando a variante da estrada nacional entre São Roque e o Pópulo (chegou a expropriar os terrenos precisos), que viria a proporcionar a Ponta Delgada as vantagens de uma praia, que o acaso verdadeiramente lhe destinou; o aproveitamento da energia da Ribeira dos Tambores, feito paralelamente com a construção da estrada da Ribeira Quente (serviço que deixou começado) – tais foram as três últimas ideias que lhe inflamaram o coração altruísta.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“É o meu testamento à minha terra”, disse uma vez, com um sorriso triste nos olhos de veludo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Dentro de poucos dias, expirava…”&lt;/em&gt; .&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este é, ou não um autêntico hino à “Mata da Doca”, ao Campo Açores, e, claro, a Diniz Moreira da Motta? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;A.O. 29/03/2011; “Cá à minha moda" (revisto e muito, muito acrescentado)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-8725753688252471682?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/8725753688252471682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/8725753688252471682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2011/03/santa-clara-mata-da-doca-campo-acores.html' title='Santa Clara, “Mata da Doca”, Campo Açores'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-geUdLcWqvu8/TZIorQC72qI/AAAAAAAABMw/kdeAgqNiuFA/s72-c/Futebol_1895_SportAcores_250.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-5095862906161011135</id><published>2011-03-15T15:48:00.004-01:00</published><updated>2011-03-29T19:18:12.421Z</updated><title type='text'>Nem sempre o Carnaval são só três dias</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2c1AgcnGe2s/TX-Zqidf0lI/AAAAAAAABMA/4jwCdlDZwjI/s1600/carnivalJJ.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584351019046785618" style="WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-2c1AgcnGe2s/TX-Zqidf0lI/AAAAAAAABMA/4jwCdlDZwjI/s320/carnivalJJ.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-afhYmBVsMMw/TX-ZjOUTNAI/AAAAAAAABL4/nWzMFGbsesQ/s1600/faca_o_culto_270.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584350893380416514" style="WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-afhYmBVsMMw/TX-ZjOUTNAI/AAAAAAAABL4/nWzMFGbsesQ/s320/faca_o_culto_270.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ste foi um Carnaval diferente. Não, não me refiro ao carismático assalto que já acontecia vai para duas dezenas de anos, algures no Pico da Pedra, que este ano não se realizou. Aludo sim a um Carnaval longo, extenso demais, cuja também excepcional quaresma, esta sim, foi de três dias: a Quarta-feira cinzenta, do desagravo; a Quinta-feira tagarela, da censura; a Sexta-feira dolorosa, de mais um PEC. Ainda bem que logo de seguida houve um Sábado libertador, de protesto, de manifestação, de alegria. Aleluia! Levemos a preceito as três epístolas desta liturgia pós carnavalesca. Primeira. A da Quarta-feira do desagravo. Vindo de um pré vitoriano, que de si próprio dizia não ler jornais, nunca ter dúvidas e raramente se enganar, confesso que até concordei com a resenha. O que já não entendo foi a demora de Sua Excelência o Presidente da Republica dos portugueses em chegar àquelas conclusões. É que, bem vistas as coisas, nos últimos tempos (o último ano e meio, vá lá) a grande diferença verificada não foi ao nível da condição económica, nem de governação, mas sim na da sua situação pessoal: de pré candidato, antes, de candidato, depois, e agora de PR eleito. Quer dizer – mesmo que como conclusão precipitada: a preocupação de S. Excelência com os limites dos sacrifícios exigidos ao “pagode” (agora e antes) foi/é bem menos importante do que aquela que dedicou à sua estratégia eleitoral. Será que valerá a pena nascer duas vezes? Segunda. A da Quinta-feira tagarela. O resultado era fácil de adivinhar. Nem espantou que a ocasião fosse bem aproveitada para mais uma vez nos impingirem as putativas vantagens de ter um predestinado na chefia do governo. Já cansa, e ninguém acredita. A surpresa, esta, chegou no dia seguinte, quando, desta vez sem que o tempo funcionasse como amortecedor da incongruência, se fez jus a uma sentença desde há muito aceite pelo “futebolês”: “o que hoje é verdade amanhã pode ser mentira”. E foi! Terceira. A da Sexta-feira de mais um PEC. E neste corrupio, em louvor do Anjo (que como se sabe não têm sexo) Merkel, entidade agora mais venerada que Nossa Senhora das Dores em época Quaresmal, sem compaixão nem vergonha (como se na véspera se não tivesse “vendido” um mundo cor-de-rosa), eis que nos mandam apertar mais furos num cinto já a um palmo da fivela. Acabar com as mordomias de uns quantos, com o regabofe de outros tantos, com os privilégios e desperdícios de tantos mais, NÃO, porque não dá jeito! Cortar às cegas em quem já tem pouco, e fazer pagar caro quem já tem mais mês que ordenado, SIM, e a eito! A aleluia chegou no Sábado. É certo que o protesto no imediato vai resolver pouco, mas consola a alma. Estão “à rasca”, mas parvos não são. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;São inquietos e irrequietos. Ainda bem. Sabem que ganham uns precários “quinhentos” quando outros da sua idade, quais Ruis Pedros Soares, só por serem servis e obedientes ganham cem vezes mais. Tal como sabem, também, que não é o “surfar a sua onda”, nem o comunicar por “facebook”, aquilo que pode levar outros agora tão prontos a identificarem-se com a genuína indignação que os move. Estão “à rasca”, mas parvos não são. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Começam a descobrir as virtudes da participação, da acção, da contestação, e fizeram-no de forma extraordinariamente empenhada, civilizada, com altíssimos níveis de tolerância e pedagogia. Estão “à rasca”, mas parvos não são. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Situam-se muito mais próximos da cidadania altruísta do que partidocracia ambiciosa, egoísta e calculista que está na origem do actual estado de coisas. E isto é bom. É muito bom. &lt;strong&gt;Mau será se estes sinais não forem convenientemente interpretados. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 15/03/2011; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-5095862906161011135?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/5095862906161011135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/5095862906161011135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2011/03/nem-sempre-o-carnaval-sao-so-tres-dias.html' title='Nem sempre o Carnaval são só três dias'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-2c1AgcnGe2s/TX-Zqidf0lI/AAAAAAAABMA/4jwCdlDZwjI/s72-c/carnivalJJ.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-7786461984631908174</id><published>2011-03-01T17:42:00.006-01:00</published><updated>2011-03-01T18:06:29.976-01:00</updated><title type='text'>Mar dos Açores: uma das chaves para a nossa independência</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-JAP03E5ZCqs/TW1C2x8xIsI/AAAAAAAABLw/oWUnYK8zxZM/s1600/SAR_e%2BZEEA%25C3%25A7ores_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579189022270497474" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 104px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-JAP03E5ZCqs/TW1C2x8xIsI/AAAAAAAABLw/oWUnYK8zxZM/s320/SAR_e%2BZEEA%25C3%25A7ores_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-f64wURCUC2M/TW1Cqg2v4xI/AAAAAAAABLo/V1Xed0Yztrk/s1600/ZEE_300.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579188811523416850" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 236px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-f64wURCUC2M/TW1Cqg2v4xI/AAAAAAAABLo/V1Xed0Yztrk/s320/ZEE_300.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;om a Universidade dos Açores como palco, e “Os Açores na estratégia do mar – perspectivas económicas e de segurança” como tema, o Mar dos Açores andou recentemente de novo na berlinda. Não obstante a numerosa assistência, “casa cheia” não deixou de evidenciar significativas ausências. Algumas “de peso”! É que falar dos Açores não significa necessariamente fazer a sua defesa, nem são “os outros” aqueles que, usando e abusando da atitudes paternalistas, nos devem impingir aquilo que supostamente julgam ser o melhor (para eles) para nós.&lt;br /&gt;Nos Açores nada muda como o tempo. Pena é que há coisas que nem mesmo o tempo as mude!&lt;br /&gt;Desde a terceira década do século XV plataforma geoestratégica para exploração e submissão de uns e outros, agora que das Índias já não vêem especiarias, nem do Brasil ouro e madeiras preciosas, tampouco das possessões africanas “mão de obra escrava”, petróleo e diamantes, aproxima-se o momento de nos Açores o desaforo também acontecer ao nível da exploração dos recursos inorgânicos, minerais e outros.&lt;br /&gt;Não me canso de repetir, mas nestas ocasiões – eu que prefiro, e procuro sempre que possível, o caso de Cabo Verde – é o exemplo de Timor Lorosae que me ocorre. Um exemplo que ganha especial significado, agora, quando aquele antigo território português, um jovem país altamente carenciado, ainda a dar os primeiros passos, passou como que por milagre de frágil “meia ilha” dependente a potencial comprador de divida soberana portuguesa. Quem é que se recorda de em Timor, enquanto esteve sob posse portuguesa, ouvir falar no petróleo que sob o seu mar existia?&lt;br /&gt;Não interessava falar disso, e, interessando, era só a alguns.&lt;br /&gt;Aqui nos Açores não é muito diferente. A nossa posição geoestratégica tem sido sistematicamente subvalorizada, não é que seja esta a real situação, mas porque importa não tornar evidente o muito que Portugal ganha “por nossa conta”, para com isso poderem persistir e ampliar o mito de que são os impostos dos portugueses aquilo que nos sustenta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A verdade é que a importância geopolítica e estratégica dos Açores tem um valor incalculável, grandeza que nem Portugal, por inépcia, dela beneficia convenientemente!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguém poderá quantificar o valor de ter portos e aeroportos seguros a um terço da distância entre a costa ocidental da Europa a costa oriental da América do Norte? Neste contexto, quanto não vale a posição privilegiada dos Açores no apoio às comunicações marítimas e aéreas do Atlântico Norte? Ou ainda, quanto vale controlar o enorme espaço aéreo e marítimo que nos rodeia, correspondente, sem sombra de dúvidas, à maior ZEE da União Europeia?&lt;br /&gt;Só as respostas a estas questões, sobretudo quando comparadas com o PIB/Açores, contribuiriam para desfazer mitos que a muitos interessa perpetuar.&lt;br /&gt;Mas esta é apenas uma parte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora – começa a ser mais comummente conhecido o que desde há muito se fala em surdina – não é só a posição geoestratégica dos Açores aquilo que está a ser alvo de cobiça e domínio neo-colonial. Com a enorme extensão marítima dos Açores acolhendo um património natural único, e as suas profundezas repletas de recursos cujo valor aumenta a cada dia que passa, é também a mais valia incalculável que representam os direitos soberanos sobre esta riqueza: o prospectar, explorar, conservar e gerir o dito “petróleo dos Açores” – o nosso mar, o seu fundo e respectivo subsolo (com isso fazendo render recursos de capital importância) –, aquilo que nos permite encarar com optimismo a sustentabilidade de um país livre e independente: os Açores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ou não fossem estes préstimos só sublimados por uma nação soberana, tal como acontece agora com Timor! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 01/03/2011; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-7786461984631908174?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/7786461984631908174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/7786461984631908174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2011/03/mar-dos-acores-uma-das-chaves-para.html' title='Mar dos Açores: uma das chaves para a nossa independência'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-JAP03E5ZCqs/TW1C2x8xIsI/AAAAAAAABLw/oWUnYK8zxZM/s72-c/SAR_e%2BZEEA%25C3%25A7ores_1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-2888899561515324433</id><published>2011-02-15T09:01:00.008-01:00</published><updated>2011-02-15T15:39:45.556-01:00</updated><title type='text'>O estado a que isto chegou</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ALzXwuHKu70/TVqrfKsoXBI/AAAAAAAABLI/O725wVAjs-8/s1600/Matadouro_1.1.1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573956040760253458" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 258px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-ALzXwuHKu70/TVqrfKsoXBI/AAAAAAAABLI/O725wVAjs-8/s320/Matadouro_1.1.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Clike" sobre a imagem para a aumentar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;1 – Cavaqueira em dia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;avaco ganhou. Bom para ele. A questão é que, atendendo à fragilidade da sua vitória, ainda estou por perceber o entusiástico alvoroço com que alguns a celebraram.&lt;br /&gt;Quer os muitos milhões de elitores que pura e simplesmente ignoraram os dramáticos apelos de Cavaco para irem às urnas, quer, sobretudo, a escassíssima margem com que foi conseguida uma vitória por regra fácil, em condições normais – julgo eu – recomendariam mais preocupação do que gáudio. Não faltaram porém impulsivos festejos. Custa a perceber! Ou, aliás, perceber, percebe-se: houve que aproveitar, mesmo tratando-se de uma vitória de Pirro!&lt;br /&gt;Daquela noite, para além de um discurso de vitória embebido em bílis, ficaram ainda outras duas fortes impressões. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Primeira: a convicção de que se metade dos votos em branco tivesse ido parar à “cartola de um qualquer coelho” o fadário cavaquista não ficava resolvido logo ali. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segunda: a imagem quixotesca de uns eufóricos “vivas ao PSD”, deixando atónito um parceiro de empreitada – não de partido – ali tido como mero figurante.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;2 – Matadouro: insistir no presente envenenado&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;F&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;inalmente o tribunal decidiu. Felizmente a decisão não foi favorável a quem se prontificou oferecer aquilo que não tinha a certeza lhe pertencer. Por sinal, os mesmos que, por outro lado, teimam em não “abrir mão” naquilo que por direito podem, e devem!&lt;br /&gt;Tão ou mais esquisito foi assistir ao insistir nas “ofertas envenenadas”. Bondade não é com certeza! Assim fora, e bem mais fácil do que instigar “boas vontades alheias” seria mimosear ofertando aquilo que é desejado (o Centro Cultural de Santa Clara e a forma como é gerido), ou, simplesmente, cumprir aquilo que há muito anda a ser adiado: a questão da 2ª Rua de Santa Clara (é só mais um exemplo).&lt;br /&gt;A requalificação da zona do “Matadouro”, uma área bem maior do que parece, é muito importante para Santa Clara. Importante e urgente. Claro que não será outro “Açores Arena” aquilo que mais falta faz à freguesia. Resolver "o Matadouro” deverá ser também uma oportunidade para intervir urbanisticamente em Santa Clara (é bom não esquecer que a Canada da Carreira do Tiro só é “beco sem saída” porque entronca com "o Matadouro”), e a ocasião não pode ser negligenciada! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;3 – Com este Estado nem depois da morte há paz&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;V&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; ai ficar conhecida como a “idosa da Rinchoa”. A senhora faleceu, depois dela faleceram também os seus fiéis companheiros de solidão: um cão e dois pássaros, amigos que a acompanharam para além do fim, num degredo pós morte que durou quase uma década. O que só por si já foi desumano o quanto baste, ganhou ainda maior impiedade ao conhecerem-se as razões que levaram à descoberta do cadáver.&lt;br /&gt;- Os vizinhos estranharam a ausência da senhora, procuraram as autoridades. As Polícias amesquinharam a preocupação demonstrada: o Estado falhou!&lt;br /&gt;- Os familiares igualmente deram pela falta da parente desaparecida. Procuraram quem de direito. A Justiça ignorou-os: o Estado voltou a falhar!&lt;br /&gt;- Os impostos também foram parar a uma porta há muito fechada, procurar quem os liquidasse. Os mortos não abrem a correspondência, mas isso não deteve as Finanças: a casa foi para a penhora; a sua venda foi efectuada; os impostos foram pagos – sem que devolvessem à falecida a parte remanescente –, e só então a cidadã até ali ignorada, depois de passar por contribuinte incumpridora, foi finalmente encontrada. Os cobradores de impostos não falharam. O Estado, este, mais uma vez, falhou. E de que maneira. Vá de retro séquito cego, cruel e hediondo.&lt;br /&gt;Há quem lhe chame Estado Social. Eu cá digo que é o estado a que isso chegou!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;A.O. 15/02/2011; “Cá à minha moda" (revisto e ligeiramente acrescentado)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-2888899561515324433?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/2888899561515324433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/2888899561515324433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2011/02/o-estado-que-isto-chegou.html' title='O estado a que isto chegou'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ALzXwuHKu70/TVqrfKsoXBI/AAAAAAAABLI/O725wVAjs-8/s72-c/Matadouro_1.1.1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-3502207237170745552</id><published>2011-02-01T08:47:00.007-01:00</published><updated>2011-02-01T14:36:55.770-01:00</updated><title type='text'>O 31 Janeiro e o Clube Desportivo Santa Clara</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TUfbFEjyU5I/AAAAAAAABK0/VWDxywbGW-4/s1600/CARTAZ_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568660344436577170" style="WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TUfbFEjyU5I/AAAAAAAABK0/VWDxywbGW-4/s320/CARTAZ_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TUfa-yaNtyI/AAAAAAAABKs/ejj0rXA6LEc/s1600/CARTAZ_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568660236485375778" style="WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TUfa-yaNtyI/AAAAAAAABKs/ejj0rXA6LEc/s320/CARTAZ_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TUfaye58-uI/AAAAAAAABKk/ToAMkojFxoc/s1600/CARTAZ_3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568660025091357410" style="WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TUfaye58-uI/AAAAAAAABKk/ToAMkojFxoc/s320/CARTAZ_3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TUfasd0ut2I/AAAAAAAABKc/hqWJeWHcWDA/s1600/CARTAZ_4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568659921721800546" style="WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TUfasd0ut2I/AAAAAAAABKc/hqWJeWHcWDA/s320/CARTAZ_4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quatro dos seis paineis que podem ser visitados no Aeroporto João Paulo II integrando a mostra: &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Santa Clara . Século XXI - 75 Anos no Nº21 da Travessa dos Mártires da Pátria (hoje Rua Comandante Jaime de Sousa)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Clikando aumentam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; 31 Janeiro de 1935, depois de, qual caracol, o Clube Desportivo Santa Clara durante os seus primeiros oito anos de vida ter ocupado outras tantas sedes, foi oficialmente inaugurada, no nº21 da então Travessa dos Mártires da Pátria – hoje Rua Comandante Jaime de Sousa – aquela que desde então se mantém como a sede do actual maior clube de futebol dos Açores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se a coincidência de oito anos / oito sedes dá uma média de ocupação correspondente a uma sede por ano, a realidade é bem diferente do que à primeira vista aparenta, pois a permanência efectiva do Clube Desportivo Santa Clara em cada uma das sedes por onde passou variou de pouco mais de um mês (Rua do Brum; Junho e Julho de 1927, e Rua de Lisboa; Junho e Julho de 1931) a mais de 24 meses (Rua Luís Soares de Sousa; Julho de 1927 a Novembro de 1929, e 2ª Rua de Santa Clara; Março de 1932 a Maio de 1934).&lt;br /&gt;Para uma melhor compreensão desta itinerância, aqui fica a relação cronológica detalhada das sedes usadas pelo Clube Desportivo Santa Clara ao longo dos seus primeiros oito anos de vida:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rua do Brum, 38 (Junho e Julho de 1927); Rua Luís Soares de Sousa, 41 (de Julho de 1927 a Novembro de 1929); Travessa da Conceição – em partilha com a LDM (Novembro de 1929 a Junho de 1931); Rua de Lisboa – em partilha com o Sport Club Santa Clara (Junho e Julho de 1931); Rua Direita de Santa Clara (de Julho de 1931 a Março de 1932); 2ª Rua de Santa Clara (de Março de 1932 a Maio de 1934); Rua Machado dos Santos, 43 (de Maio a Dezembro de 1934) e Travessa dos Mártires da Pátria, 21 (inaugurada oficialmente a 31 Janeiro de 1935).&lt;br /&gt;Em 1936, no ano seguinte, naquela em que pela primeira vez no Clube Desportivo Santa Clara se associou o 31 de Janeiro a um aniversário, em brilhante festa que reuniu ilustres convidados, foi comemorado o primeiro aniversário da “nova sede”: fez ontem exactamente 75 anos!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outra importante celebração de “bodas de diamante” no Clube Desportivo Santa Clara ocorrerá ainda durante este ano, a 25 Junho, altura em que decorrerão os 75 anos da eleição do Sr. Diniz José da Silva, terceiro presidente da Direcção do Clube Desportivo Santa Clara, um nordestense de rija tempera que dando continuidade à longa passagem do Capitão Eduardo Reis Rebelo pela direcção do clube (1927/1935) e à do Dr. Alberto Paula de Oliveira que se lhe seguiu (1935/36), apesar de receber o Clube Desportivo Santa Clara numa difícil situação financeira, com “vistas amplas” e grande capacidade de gestão e organização, rasgando horizontes, foi o principal responsável pela abertura que o já então clube de futebol dos Açores com maior número de associados passou a dar a outras actividades para além das desportivas – Excursões, Música, Dança –, dotando-o de hábitos e meios com os quais foi possível mais tarde criar um importante grupo dramático, e com o Teatro, resistir, subsistir, e até reforçar-se, enfrentando os difíceis tempos que se seguiram, numa altura em que até a Associação de Futebol se refugiou na sede do Clube Desportivo Santa Clara, nela ficando como inclina para além de Julho 1942 / Abril 1945, período em que o futebol oficial esteve inactivo em São Miguel. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Usando recorrentemente como bordão de oratória apelos à Verdade e à Justiça, é de Diniz José da Silva, inserta numa publicação do Clube Desportivo Santa Clara distribuída aos sócios na década de sessenta a propósito de um dos aniversários, uma frase que tenho sempre presente nestas ocasiões: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“ &lt;strong&gt;&lt;em&gt;(…) Não é tarefa difícil falar do Santa Clara. E não o é, porque a sua história poderia dar, à vontade, matéria para mais de um livro, desde que quem o quisesse escrever partisse desta premissa: VERDADE E A JUSTIÇA”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Por integrar desde a primeira hora as hostes do Clube Desportivo Santa Clara, e por ter acompanhado mais ou menos de perto a vida dos dois “Santa Claras” antes do Clube Desportivo Santa Clara filiados na Associação de Futebol, é fácil perceber como Diniz José da Silva sabia do que falava, e o quanto tinha razão – o que se mantém!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;A.O. 01/02/2011; “Cá à minha moda" (revisto e ligeiramente acrescentado)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-3502207237170745552?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/3502207237170745552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/3502207237170745552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2011/02/o-31-janeiro-e-o-clube-desportivo-santa.html' title='O 31 Janeiro e o Clube Desportivo Santa Clara'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TUfbFEjyU5I/AAAAAAAABK0/VWDxywbGW-4/s72-c/CARTAZ_1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-1563481566943852653</id><published>2011-01-18T16:26:00.006-01:00</published><updated>2011-01-19T17:32:36.233-01:00</updated><title type='text'>Negócios soberanos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TTXTZ-DtHrI/AAAAAAAABKU/Zq4cGVxKhY0/s1600/Dineiro%2Bchines_300.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TTXTRMfMNRI/AAAAAAAABKM/T0BVMOeYUD8/s1600/Dineiro%2BChines300.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TTXTBYN5HhI/AAAAAAAABKE/sDenbx3jSD0/s1600/Dinheiro%2BChines_300.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5563584935320165906" style="WIDTH: 286px; CURSOR: hand; HEIGHT: 211px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TTXTBYN5HhI/AAAAAAAABKE/sDenbx3jSD0/s320/Dinheiro%2BChines_300.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TTXSZhTWu8I/AAAAAAAABJs/Ea0nBEjLqUA/s1600/Mesquita%2Bde%2BLisboa_600.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5563584250564230082" style="WIDTH: 291px; CURSOR: hand; HEIGHT: 197px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TTXSZhTWu8I/AAAAAAAABJs/Ea0nBEjLqUA/s320/Mesquita%2Bde%2BLisboa_600.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TTXSKV0j2VI/AAAAAAAABJk/GS7zYFFnHJM/s1600/Costa%2Bda%2BIlha%2Bdas%2BFlores_200.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5563583989784238418" style="WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 67px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TTXSKV0j2VI/AAAAAAAABJk/GS7zYFFnHJM/s320/Costa%2Bda%2BIlha%2Bdas%2BFlores_200.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TTXR1fOj3vI/AAAAAAAABJc/NJmDghghH08/s1600/Boca%2Bda%2BRibeira_200.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5563583631531958002" style="WIDTH: 102px; CURSOR: hand; HEIGHT: 66px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TTXR1fOj3vI/AAAAAAAABJc/NJmDghghH08/s320/Boca%2Bda%2BRibeira_200.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TTXRvmnoT3I/AAAAAAAABJU/QrKtzFkTC20/s1600/Costa%2BIlha%2Bdas%2BFlores_200.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5563583530436939634" style="WIDTH: 88px; CURSOR: hand; HEIGHT: 66px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TTXRvmnoT3I/AAAAAAAABJU/QrKtzFkTC20/s320/Costa%2BIlha%2Bdas%2BFlores_200.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;R&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ecentemente, Sócrates e Teixeira dos Santos, ambos ufanos, quase eufóricos – ainda não chegou o PEC que os obrigue a cortar em gestão de imagem e “spin doctors” –, revezaram-se em antena publicitando o “grande sucesso” do dia: a colocação de 1.250 Milhões de euros da divida soberana portuguesa – e, agora sim, vem a parte pior – negócio sujeito a uma taxa de juro de pouco menos de 7% ao ano (6,71% em rigor). A ambos os “caixeiros-viajantes” – governar por estes tempos tem sido pouco mais do que “correr atrás do prejuízo” – só lhes faltou chamar à operação “sucesso estrondoso”. Detonação, de facto, não faltou! Nem irá faltar num futuro próximo, já que aquela foi só uma ínfima parcela – menos de 0,5% – das largas dezenas de Milhões que terão de ser “vendidos” proximamente. A garantia do “sucesso” pomposamente anunciado passou por negociar com a China, em condições que vão muito para além da taxa de juro, mais de 90% do “bolo” leiloado, ficando por dizer, apesar do muito “tempo de antena” ocupado – a uns só compete anunciar a parte boa da notícia –, que com juros àquele nível o “sucesso” vai consumir parte significativa, se não o todo, do efeito obtido no OE por alguns dos sacrifícios impostos. É, como quem diz: “cortar no pão para entregar ao ladrão”. Critérios!&lt;br /&gt;O “road show” português, entretanto, trocando o Extremo Oriente pelo Médio Oriente, aterrou recentemente no Qatar.&lt;br /&gt;Vá lá saber-se porquê a minha memória, recuando umas décadas, recuperou outro “negócio soberano”, este sim, tendencialmente de sucesso, mas que, entre outras, por questões de respeito pela soberania (a dos Açores), não se efectuou. &lt;strong&gt;Tratava-se da “troca de água por petróleo”: uma das hipóteses discutidas na segunda reunião da FLA em Paris para o financiamento da Independência dos Açores, processo apadrinhado por uma importante entidade financeira Árabe, que aplicava uma pequena parte dos Biliões de dólares então disponibilizados.&lt;/strong&gt; Segundo o catecismo anti-independência que circulava, na época, Portugal era um país poderosíssimo, quase uma potência, quase auto-suficiente, e os Açores, coitadinhos – nunca interessou valorizar os seus recursos e potencialidades: a sua posição geoestratégica, o seu imenso e rico mar, a fertilidade do seu solo, etc., etc. –, tal como ainda hoje alguns os continuam considerando, apenas um sorvedouro dos tidos por infindáveis expedientes que Portugal encontra e usa. Para os “catequizados” – então também ufanos –, claro, a “troca de água por petróleo” era só uma hipérbole separatista – nem sabem como custa imenso ter razão antes do tempo!&lt;br /&gt;Troca de água por petróleo é tema que também me ocorre sempre que avisto o minarete da Mesquita de Lisboa (isto, ainda relacionado com o que atrás escrevi: lembrando-me de mais alguns dos detalhes da proposta vinda do Golfo Pérsico), ou, quando por aqui se apela ao consumo dos produtos açorianos. É que, neste caso, muito mais do que outros produtos, tipo o leite, é da água que me lembro em primeiro lugar (em tempos, explorando um estabelecimento comercial, quando a já então única água engarrafada açoriana não estava no mercado, por me recusar a vender outra, oferecia água da torneira como forma de me manifestar). E lembro-me dela – cada vez mais cara e escassa – porque são muitos os milhões litros de água potável nos Açores que, todos os dias, correm para o mar, quando são também muito significativos os milhões de litros de água que têm de atravessar o atlântico para chegar às nossas mesas. Ignorar isso – e/ou permitir que se adquirem nascentes para proteger “o negócio” – é pactuar com o desperdício económico em causa, tanto maior quanto o é o elevado valor da “pegada ecológica” que lhe está associada (as embalagens, na melhor das hipóteses, têm que fazer a viagem de regresso). Eh, minudências minhas!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 18/01/2011; “Cá à minha moda" (revisto, acrescentado e com o título alterado)&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-1563481566943852653?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/1563481566943852653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/1563481566943852653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2011/01/negocios-soberanos.html' title='Negócios soberanos'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TTXTBYN5HhI/AAAAAAAABKE/sDenbx3jSD0/s72-c/Dinheiro%2BChines_300.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-19879563212825745</id><published>2011-01-04T15:06:00.012-01:00</published><updated>2011-01-13T08:44:09.085-01:00</updated><title type='text'>O “Marquês Jácome Correia”</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TStYgvNqUAI/AAAAAAAABJE/0GOvBdAw-SI/s1600/a%2BIlha260146_metade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560635484371832834" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 152px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TStYgvNqUAI/AAAAAAAABJE/0GOvBdAw-SI/s320/a%2BIlha260146_metade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;O "Campo de Jogos Marquês de Jácome Correia" (Norte/Sul), em Janeiro de 1936, ainda antes de ser inaugurado.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TStYLhUOPqI/AAAAAAAABI8/pw-ObAGVXFM/s1600/DA_28Janeiro1946_3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560635119864004258" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 199px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TStYLhUOPqI/AAAAAAAABI8/pw-ObAGVXFM/s320/DA_28Janeiro1946_3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TStX4j86_mI/AAAAAAAABIs/LhOO8Sussko/s1600/DA_28Janeiro1946_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560634794154065506" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 212px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TStX4j86_mI/AAAAAAAABIs/LhOO8Sussko/s320/DA_28Janeiro1946_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Duas imagens do "Campo de Jogos Marquês de Jácome Correia" (Sul/Norte) , na tarde de 27 Janeiro de 1946, durante o jogo que se seguiu à cerimónia de inauguração.&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; “velhinho” Marquês Jácome Correia comemorará este mês – no próximo dia 27 – sessenta e cinco anos de existência.&lt;br /&gt;Claro que não me refiro ao homem. Este, o Sr. Marquês de facto, de seu nome Aires Jácome Correia, falecera em Genebra – 21 Outubro de 1937 – cerca de um dezena de anos antes do dia em que, com o nome de “Campo de Jogos Marquês Jácome Correia”, abriu ao público o recinto desportivo que veio marcar uma nova era no futebol micaelense.&lt;br /&gt;Na altura, em Ponta Delgada, viviam-se tempos difíceis, com quase todas as actividades – e o futebol particularmente – a sentirem ainda as consequências da II Grande Guerra, que entretanto terminara, mas não sem deixar fortes mazelas.&lt;br /&gt;A prática do futebol oficial, que estivera interrompida desde Junho de 1942, recomeçara recentemente, em Abril de 1945, mas a cidade continuava carecida de um recinto condigno para jogar e ver os espetáculos de futebol já que ao “Campo Açores”, entretanto de novo disponibilizado, além das exíguas condições que sempre oferecera, passaram a acrescer outras dificuldades, nomeadamente, as muitas condicionantes ao seu uso devido à exploração das “Pedreiras da Doca” que entrementes voltara a ganhar actividade por via da construção da Avenida Marginal, que se anunciava para breve.&lt;br /&gt;É oportuno recordar que haviam sido o avolumar das dificuldades colocadas durante o primeiro semestre de 1942 pela Junta Autónoma dos Portos no utilizar do “Campo Açores”, somadas ao fim do uso do “Campo do Liceu” - onde já com o Ginásio a ser construído se iniciara as obras das quais resultariam o seu novo “Campo de Jogos” - o que, conjugadas com as demais contrariedades da época, levara a tão longo jejum na prática oficial do futebol em São Miguel. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, iniciado que estava aquele ano de 1946, a carência de instalações apropriadas para a prática do futebol estava prestes a terminar.&lt;br /&gt;Assim, cuidadosamente preparada pela Associação de Futebol de Ponta Delgada, às 14:30 do dia 27 de Janeiro de 1946, em jogo que colocou frente a frente duas selecções locais, uma denominada “Selecção de São Miguel” e a outra “Selecção de Ponta Delgada” - ambas constituídas por atletas que representavam os cinco clubes a disputar o “Campeonato Distrital” daquela época - foi então inaugurado o Campo de Jogos “Marquês Jácome Correia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que conste, e conforme registava a convocatória resultante da reunião de Direcção da AFPD efectuada a 23 de Janeiro de 1946, os atletas participantes no acontecimento foram os que se seguem. Integrando a equipa denominada “Selecção de São Miguel”: Armando Goyanes (GR), Tomas Azevedo, Manuel Salsa, José de Sousa, Fernando Ferreira, Hélder Miranda, Artur Sousa (Garalha), Renato Pereira (Genina), Carlos Azevedo (Talefa), João Vicente (Ratana) e José Garcia. E na de “Ponta Delgada”: Manuel Cristiano da Costa (GR), Henrique de Medeiros, Alberto Ferreira, Fernando Branco (Fernando Madeira), Humberto Correia, Duarte Lopes, José de Sousa Teixeira, João de Deus, Reinaldo Simões, António Duarte e José Vicente. O lote dos suplentes, comum a ambas as equipas, foi o seguinte: Hugo Machado, Pedro Ventura, José Botelho, José Valentim, Fernando Simões de Almeida e Edmundo Batista. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para o total deste grupo, entre “Selecção de São Miguel”, “Selecção de Ponta Delgada” e respectivos suplentes, o &lt;strong&gt;Clube Desportivo Santa Clara&lt;/strong&gt; contribuiu com mais de onze jogadores. A saber:&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Manuel Cristiano da Costa-GR, Henrique de Medeiros, Fernando Ferreira, José Botelho, Fernando Branco (Fernando Madeira), Artur Sousa (Artur Garalha), Renato Pereira (Genina), José Garcia, João Vicente (Ratana), José Valentim e José Vicente.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao “Jácome Correia”, já há muito que se foram as “castiças” tascas – uma em cada canto, e cada qual afecta a um diferente clube – que o ornamentavam e completavam; Há muito tempo também que o “popular Albano” deixou de ser o seu principal zelador; Do pregão “quem quer morrer” com que o não menos popular “Caracol” anunciava gelados e outras guloseimas, já poucos se lembram; E nem mesmo a “barraquinha Esquimó” resistiu. Mas, sessenta e cinco anos depois, ampliado, renovado e adaptado às circunstâncias actuais, o “velhinho”, embora agora desconsiderando o Clube Desportivo Santa Clara que tanta vida lhe deu, continua desempenhando o importante papel que lhe foi destinado em Janeiro de 1946.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 04/01/2011; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado) &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-19879563212825745?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/19879563212825745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/19879563212825745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2011/01/o-marques-jacome-correia.html' title='O “Marquês Jácome Correia”'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TStYgvNqUAI/AAAAAAAABJE/0GOvBdAw-SI/s72-c/a%2BIlha260146_metade.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-1207341961623081879</id><published>2010-12-21T14:21:00.007-01:00</published><updated>2010-12-22T09:41:42.887-01:00</updated><title type='text'>O fim do mundo em cuecas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TRDp6JTXReI/AAAAAAAABIY/72vTmCFayzE/s1600/2012_fim_do_mundo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553195525686642146" style="WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 195px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TRDp6JTXReI/AAAAAAAABIY/72vTmCFayzE/s320/2012_fim_do_mundo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TRDpbGS-jdI/AAAAAAAABIQ/mbSizkTKU1o/s1600/Rep_Rep_A%25C3%25A7ores.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553194992303771090" style="WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TRDpbGS-jdI/AAAAAAAABIQ/mbSizkTKU1o/s320/Rep_Rep_A%25C3%25A7ores.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TRDpPOrz2lI/AAAAAAAABII/0pZR4avOf6E/s1600/Fim%2Bdo%2BMundo_cuecas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553194788396980818" style="WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TRDpPOrz2lI/AAAAAAAABII/0pZR4avOf6E/s320/Fim%2Bdo%2BMundo_cuecas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TRDpEDoQ8PI/AAAAAAAABIA/V1gMBOum66U/s1600/ZEE_300.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553194596450758898" style="WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 236px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TRDpEDoQ8PI/AAAAAAAABIA/V1gMBOum66U/s320/ZEE_300.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TRDocjKJGpI/AAAAAAAABH4/qx4FoAyFnB0/s1600/Australia_Timor-leste-lg_200x150.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553193917719583378" style="WIDTH: 194px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TRDocjKJGpI/AAAAAAAABH4/qx4FoAyFnB0/s320/Australia_Timor-leste-lg_200x150.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TRDoT6fEzKI/AAAAAAAABHw/BJD5FgiB5VM/s1600/mar_timor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553193769362574498" style="WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TRDoT6fEzKI/AAAAAAAABHw/BJD5FgiB5VM/s320/mar_timor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TRDG_HwLy1I/AAAAAAAABG4/PQ8vGf0stnk/s1600/fim-do-mundo-2_300.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553157128263027538" style="WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 233px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TRDG_HwLy1I/AAAAAAAABG4/PQ8vGf0stnk/s320/fim-do-mundo-2_300.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;T&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;enham medo. Muito medo.&lt;br /&gt;Não. Não tem nada a ver com o veto de S. Exa. o Representante da República Portuguesa aqui nos Açores. Com isso podemos nós bem. Podemos bem melhor com o veto de S. Exa. do que com a descriminação remuneratória de uns quantos – cada vez em maior número – funcionários da República Portuguesa que à laia privilegiados representantes coloniais, vêem para estas ilhas fruir douradas comissões de serviço.&lt;br /&gt;Tenham medo. Muito medo. Mas não das queixas de falta de solidariedade &lt;strong&gt;Açores&lt;/strong&gt; vs Portugal de muitos mais – parte deles inexplicavelmente entre nós (é incrível como tudo serve de arma de arremesso político-partidário) – que se esquecem que este mesmo Portugal não foi solidário com outros, nomeadamente aqueles a quem, no Oriente, espoliou das especiarias e do seu comércio, ou na América do Sul, do ouro e de outras preciosidades, e em África, de diamantes, petróleo e do muito mais. &lt;strong&gt;Um Portugal ao qual agora pouco mais resta do Império Colonial do que os Açores, o valor geoestratégico, e a imensidão e riqueza do seu mar&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;, o que só por si torna insignificante aquilo que alguns dizem serem os “milhões que para cá são enviados para os açorianos poderem sobreviver” &lt;/strong&gt;(veja-se como o mar de Timor permite a um país "paupérrimo" solidarizar-se com Portugal, "chegando-se à frente" para comprar divida soberana portuguesa!)&lt;strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Tenham medo, muito medo, mas não das balelas. Balela por balela, tenham medo sim, porque já faltam menos de dois anos para aquele que muitos dizem ser o fatídico 21 de Dezembro de 2012: resultado da colisão de um asteróide com a Terra, dizem uns. Estranho alinhamento da Terra, Sol e um buraco negro existente no centro da nossa galáxia, invulgar orientação da qual resultará a alteração do campo magnético da Terra com consequências dramáticas, dizem outros. Do abandono da sua orbita por parte do planeta verde, que assim, errante, iniciará um longo e desregulado percurso pelo Universo, referem outros ainda. E, como nem todos são assim tão pessimistas, há também aqueles que apontam para 22 de Dezembro de 2012 o dia da chegada dos extraterrestres, o que não será obrigatoriamente uma má notícia.&lt;br /&gt;E é de ter medo sim, porque estes anúncios de fim do mundo não provêm de apenas uma fonte: desde as antigas filosofias chinesas sobre concepções do mundo contidas em “I Ching” aos argumentistas da série “Ficheiros Secretos”; da Sibyl da Roma Clássica ao Nostradamus da Idade Média; dos astrónomos Maias a Einstein – saltando Merlin e outros profetas (incluindo os dos últimos dias) – têm sido muitos a profetizá-lo e são muitas as coincidências entre as profecias.&lt;br /&gt;Tenham portanto medo. Tanto quanto o que tenho, sobretudo agora, tranquilo que estou, depois de ter encontrado no 21 de Dezembro de 2012 assunto para terminar com a angústia que desde o final do Domingo p.p. sentia por se aproximar o 21 de Dezembro de 2010 (data de publicação desta coluna, sem eu ter assunto para ela).&lt;br /&gt;Por mim, e por agora, já está. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quanto à eficácia do veto de S. Exa., julgo que ainda antes do fim de 2010 a poderemos aferir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais difícil será para conhecer a forma como Portugal irá adiar a “banca rota” que há séculos o assola. Para tal há que esperar um pouco mais: talvez no segundo trimestre de 2011 já saibamos se o FMI deixa que outros façam aquilo que ele gosta e sabe fazer.&lt;br /&gt;Bem. Sobre o fim do mundo – no que às cuecas diz respeito, ficará, talvez, para outra ocasião –, bom, esta é a melhor parte, até porque, dizem outros profetas e sábios, nesta altura, em Portugal, a economia já está a recuperar. Profecias!&lt;br /&gt;Daqui a dois anos veremos se é para rir ou chorar por mais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;A.O. 12/21/10; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado) &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-1207341961623081879?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/1207341961623081879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/1207341961623081879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/12/o-fim-do-mundo-em-cuecas.html' title='O fim do mundo em cuecas'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TRDp6JTXReI/AAAAAAAABIY/72vTmCFayzE/s72-c/2012_fim_do_mundo.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-7462013582480041335</id><published>2010-12-07T11:16:00.007-01:00</published><updated>2010-12-08T12:01:17.777-01:00</updated><title type='text'>O bom é não dar Cavaco</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TP4oxc9b4aI/AAAAAAAABGw/_aqUp_w0MoA/s1600/CS_Cartoon.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547916621019603362" style="WIDTH: 193px; CURSOR: hand; HEIGHT: 131px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TP4oxc9b4aI/AAAAAAAABGw/_aqUp_w0MoA/s320/CS_Cartoon.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TP4opTSkpEI/AAAAAAAABGo/xSdOxyxssLA/s1600/Cavaco%2BSilva.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547916480984949826" style="WIDTH: 92px; CURSOR: hand; HEIGHT: 131px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TP4opTSkpEI/AAAAAAAABGo/xSdOxyxssLA/s320/Cavaco%2BSilva.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TP4oFO3nJKI/AAAAAAAABGQ/VhUr6gSUjQI/s1600/CS_Acores_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547915861322835106" style="WIDTH: 103px; CURSOR: hand; HEIGHT: 131px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TP4oFO3nJKI/AAAAAAAABGQ/VhUr6gSUjQI/s320/CS_Acores_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TP4n8oNIzeI/AAAAAAAABGI/UVHRrpqiXko/s1600/CS_Acores.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547915713505185250" style="WIDTH: 182px; CURSOR: hand; HEIGHT: 131px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TP4n8oNIzeI/AAAAAAAABGI/UVHRrpqiXko/s320/CS_Acores.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TP4nURjUQcI/AAAAAAAABFw/5eEn-PFEUdk/s1600/CS_BPN.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547915020229427650" style="WIDTH: 168px; CURSOR: hand; HEIGHT: 131px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TP4nURjUQcI/AAAAAAAABFw/5eEn-PFEUdk/s320/CS_BPN.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TP4nOLRA1GI/AAAAAAAABFo/z_K0aZwas84/s1600/CS_DL.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547914915462829154" style="WIDTH: 117px; CURSOR: hand; HEIGHT: 131px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TP4nOLRA1GI/AAAAAAAABFo/z_K0aZwas84/s320/CS_DL.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TP4mwGReJmI/AAAAAAAABFY/Ru8SdkqXBdI/s1600/CS_Jardim.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547914398726497890" style="WIDTH: 290px; CURSOR: hand; HEIGHT: 183px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TP4mwGReJmI/AAAAAAAABFY/Ru8SdkqXBdI/s320/CS_Jardim.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ada vez mais me convenço que Cavaco Silva tem um sério – e já antigo – problema com os Açores. Questão velha e complicada. Nada que se resolva com oportunas mini férias no arquipélago, ou comitivas arrebanhadas a contra gosto quando ainda se engolem sapos, que mesmo escorregadios, deixam marcas visíveis por muito tempo. Há mesmo quem diga que o problema é tão velho que remonta ao célebre Congresso da Figueira da Foz – consequência de um “erro táctico” de Mota Amaral. Mas, como dizia a outra, “isso para agora não interessa nada”!&lt;br /&gt;Interessa, isso sim, é não deixar de exercitar a memória. Para não recuar muito regressemos ao Verão de 2008:&lt;br /&gt;A 31 Julho de 2008, em consequência das negociatas de Oliveira e Costa e seus amigos – tudo “boa gente” como os considerava o então ainda Conselheiro de Estado, Dias Loureiro –, já o BPN era um sério candidato a ensopar as largas centenas de milhares de Milhões de €uros que tanto ajudaram no agravar da situação de que todos (uns mais que outros claro, pois cortar 10% na remuneração do Presidente da República Portuguesa não é nada quando comparado com um corte de 200 ou 300 €uros no rendimento de uma família carenciada ou até mesmo remediada), mas TODOS, somos agora vítima. Tal como, por esta mesma altura, as transferências para “off shores” e o “fantasma Banco Insular” já haviam levado o Banco de Portugal a decretar a necessária auditoria interna ao BPN!.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas estes eram assuntos que dada a sua insignificância em nada justificavam interromper um qualquer período de férias. O Estatuto dos Açores, e o terrível precedente que ele incorporava (terrível, mas não tão assustador que justificasse a apreciação preventiva do TC), isso sim: E não só justificou a interrupção das férias, como, tal como se pôde assistir com espanto e pasmo, também exigiu aquela tão mediática quanto dramática comunicação feita no pino da “silly season” 2008!&lt;br /&gt;Agora também, no Outono de 2010 (dois anos e quatro meses depois), não foi muito diferente:&lt;br /&gt;* A PT, em clara manobra de fuga ao fisco, prepara-se para antecipar a distribuição do dividendo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Eh …, isso é de somenos importância!&lt;br /&gt;* São cada vez mais evidentes as manobras para que seja criado um regime de excepção que contemple o pessoal (de preferência os melhor remunerados) do sector empresarial do Estado?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Eh …, para quê embarcar em populismos. Isto são “peanuts”!&lt;br /&gt;* Nos Açores vão ser criadas compensações para que três ou quatro milhares de funcionários públicos (da parte inferior da pirâmide salarial) contornem as restrições impostas pelo Governo de Portugal! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Espera aí! O quê? Onde? Nos Açores? Não podem! Isto é uma discriminação gravíssima. É inconstitucional. Viola o princípio da equidade, pois não se podem distinguir as pessoas em função do lugar onde habitam (nestas alturas lembro-me sempre dos cabo-verdianos)! E a corte aplaude. Tomara: sabem por experiência própria que nem sempre é conveniente querer ser “Povo Açoriano”. O que a mesma corte parece não saber é que determinadas pessoas respeitam mais quem lhes “bate o pé” do que aqueles que se desfazem em vénias e salamaleques. E o exemplo não está muito longe: basta ver como é poupado, e até “acarinhado”, quem que um dia imortalizou o “Sr. Silva”! &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em jeito de rodapé (bem que o podia evitar, mas fazê-lo não seria “à minha moda”) resta acrescentar que tenho muitas reservas quanto à justiça da proposta de Carlos César que está na origem de toda esta polémica. O que não posso deixar de apoiar, &lt;strong&gt;incondicionalmente&lt;/strong&gt;, é que aqui, nos Açores, devemos ser NÓS, Povo Açoriano, a mandar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E todos os passos dados neste sentido serão sempre poucos!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 12/07/10; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-7462013582480041335?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/7462013582480041335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/7462013582480041335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/12/o-bom-e-nao-dar-cavaco.html' title='O bom é não dar Cavaco'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TP4oxc9b4aI/AAAAAAAABGw/_aqUp_w0MoA/s72-c/CS_Cartoon.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-336275847128055330</id><published>2010-11-27T11:37:00.007-01:00</published><updated>2010-11-28T09:45:02.179-01:00</updated><title type='text'>SANTA CLARA: “Um retrato da alma popular, milagre de vontade”</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TPGQFGhHj2I/AAAAAAAABFQ/_LSa0jiVRMI/s1600/Grafico1_eleicoes2010_500.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5544371033593057122" style="WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 133px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TPGQFGhHj2I/AAAAAAAABFQ/_LSa0jiVRMI/s320/Grafico1_eleicoes2010_500.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TPGP5Ub61ZI/AAAAAAAABFI/pgaWRoIg4Aw/s1600/grafico3_eleicoes%2B2010_500.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5544370831170917778" style="WIDTH: 281px; CURSOR: hand; HEIGHT: 134px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TPGP5Ub61ZI/AAAAAAAABFI/pgaWRoIg4Aw/s320/grafico3_eleicoes%2B2010_500.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Gráficos obtidos aqui: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cdsantaclara.pt/index.php"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;http://www.cdsantaclara.pt/index.php&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt; ("Clikando" ampliam)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;É&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; certo - e lamentável - que quem mais razões tinha para estar quieto e calado é quem mais se mexe, “bota palavra” e estrebucha;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo - e lamentável - que quem nem o dever mínimo de sócio foi capaz de cumprir (não pagar as cotas durante mais de quatro anos é desrespeito suficiente para deixar envergonhado quem vergonha tivesse) é quem mais se vitimiza, e reclama, por direitos que só muito duvidosamente os pode exigir e usar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mais certo é que os números não enganam, e como que se já não bastassem os que demonstram com clareza o bom caminho percorrido – o que isso deve doer a muitos, e sobretudo a quem, abusivamente pago para tal, entre o muito mais, negligenciou (e com isso fez perder) importantes receitas para o CDSC e acrescer significativas despesas –, agora, há outros números também absolutamente clarificadores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mais de 90% de votos obtidos, com o universo de votantes a duplicar quando comparado com as últimas eleições disputadas nas mesmas condições (lista única): foi muito bom!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Melhor ainda foi o número, e a qualidade, dos apoios congregados, mais de uma centena deles registados nas listas de apoio e subscrição da candidatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Foi tão bom que até hoje, Sábado, o dia nasceu com um sol radioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, atenção, bom também é não esquecer que o mais importante é mesmo CONTINUAR NO BOM CAMINHO. E daqui para lá será cada vez mais difícil: “&lt;em&gt;quanto mais se sobe a montanha mais penoso é o trilho&lt;/em&gt;”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Força, parabéns e muitas felicidades.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-336275847128055330?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/336275847128055330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/336275847128055330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/11/santa-clara-um-retrato-da-alma-popular.html' title='SANTA CLARA: “Um retrato da alma popular, milagre de vontade”'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TPGQFGhHj2I/AAAAAAAABFQ/_LSa0jiVRMI/s72-c/Grafico1_eleicoes2010_500.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-8581740218315414438</id><published>2010-11-23T16:29:00.008-01:00</published><updated>2010-11-24T01:02:50.723-01:00</updated><title type='text'>Santa Clara: continuar no bom caminho</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TOv_TZSl3MI/AAAAAAAABE4/RwXMJX-IdYg/s1600/Grafico1_eleicoes2010.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542804475080989890" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 151px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TOv_TZSl3MI/AAAAAAAABE4/RwXMJX-IdYg/s320/Grafico1_eleicoes2010.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TOv_BhZWgsI/AAAAAAAABEw/CZdmo9I1GwY/s1600/grafico_2Eleocoes2010.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542804168019182274" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 151px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TOv_BhZWgsI/AAAAAAAABEw/CZdmo9I1GwY/s320/grafico_2Eleocoes2010.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TOv8_6gsXwI/AAAAAAAABEY/1DL0P4d9n88/s1600/grafico3_eleicoes%2B2010.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542801941377867522" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 151px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TOv8_6gsXwI/AAAAAAAABEY/1DL0P4d9n88/s320/grafico3_eleicoes%2B2010.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Gráficos obtidos aqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cdsantaclara.pt/index.php"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.cdsantaclara.pt/index.php&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;("Clikando" ampliam)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;M&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ais do que um bom slogan de campanha, neste momento, para o Clube Desportivo Santa Clara, “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Continuar no bom caminho&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;” é um imperativo, uma empreitada crucial para desembaraçar o clube do aflitivo garrote que o vem estrangulando há quase uma década, sufoco que nos dois últimos anos, felizmente, tem conhecido algum alívio.&lt;br /&gt;Só é possível “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Continuar no bom caminho&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;” porque já se começou a trilhar este mesmo caminho. Um facto inegável para todos, até para aqueles a quem, por razões óbvias, não interessava reconhecer que assim é. Uma das demonstrações disso é ler e ouvir as criticas vindas dos que ainda não há muito tempo pareciam indiferentes aos Estatutos do clube transgredido-os de forma grosseira, e que hoje, evocando-os com zelo, apontam como exemplos de incumprimento aspectos bem menos graves e significativos do que aqueles que antes violavam a torto e a direito. Para não falar de outras questões, pergunto:&lt;br /&gt;- Quem não se recorda da forma pouco ortodoxa, bem como do sistemático atraso, com que as contas do Santa Clara eram apresentadas para aprovação aos sócios em Assembleia-geral?&lt;br /&gt;- E de quando os directores se auto remuneravam com despudor quando os Estatutos determinavam que os dirigentes eleitos não podiam exercer funções remuneradas?&lt;br /&gt;Mas bem bom que agora já se lembram e evocam os Estatutos: é um óbvio sinal que o Santa Clara já está no bom caminho!&lt;br /&gt;Ironias à parte, não restam dúvidas que tem sido a boa gestão imprimida por aqueles que nos últimos tempos comandam os destinos dos Santa Clara aquilo que melhor explícita que o clube está no bom caminho. Nunca será demais recordar que em 2007 o deficit acumulado do CDSC rodava os 18M€; que apenas de 2000 a 2003 o clube acumulou um deficit 11M€ (só por conta do ano de 2003 foram 5M€). Depois, entre os anos 2004 e 2007, não foi muito diferente: foram entretanto acrescentados cerca de mais 7M€ ao enorme deficit que entretanto já se acumulara.&lt;br /&gt;Só a partir de 2008 a situação começou a ganhar algum equilíbrio: (– 150.000 €) foi o resultado apresentado em 2008/09; + 200.000 € foi o resultado de 2009/10; e + 0,5M€, não havendo sobressaltos, é o resultado previsto para a presente época. Isto sim é “Bom Caminho”!&lt;br /&gt;Bom caminho também é, não obstante a significativa redução de custos com o futebol profissional verificada, o bom desempenho desportivo patenteado ultimamente, com a equipa a disputar até ao último jogo, em duas épocas consecutivas, a possibilidade de subida à liga principal. Tal como bom caminho é o rigor, a transparência e as preocupações com a observância de questões fundamentais, como a atempada prestação de contas como progressivamente se passou a efectuar, com a última AG - infelizmente mediatizada não pelos melhores motivos – sendo a primeira em muitos anos onde foram apresentados resultados positivos, e, tão ou mais importante do que isso, levada a cabo dentro dos prazos estatutariamente estipulados.&lt;br /&gt;Há outras questões a melhorar? Claro! É sempre possível fazer melhor, embora quanto maior é o percurso percorrido mais difícil se torne palmilhar o que dele sobra. De uma coisa, porém, não restam dúvidas nenhumas: o mais importante é “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Continuar no bom caminho&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;”, pois só assim será possível ver compensado o muito trabalho já desenvolvido, &lt;strong&gt;para mais, tratando-se de trabalho efectuado de forma generosa, desinteressada e altruísta – em contraste com um passado onde além das obscenas remunerações arrancadas não faltaram casos de usurpação, negligência e oportunismo –,&lt;/strong&gt; a grande e dedicada tarefa que está na base da visível inversão de rumo que facilmente já se pode observar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 11/23/10; “Cá à minha moda" (revisto e ligeiramente acrescentado)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-8581740218315414438?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/8581740218315414438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/8581740218315414438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/11/santa-clara-continuar-no-bom-caminho.html' title='Santa Clara: continuar no bom caminho'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TOv_TZSl3MI/AAAAAAAABE4/RwXMJX-IdYg/s72-c/Grafico1_eleicoes2010.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-5278579711655068116</id><published>2010-11-09T13:51:00.011-01:00</published><updated>2010-11-16T11:41:28.819-01:00</updated><title type='text'>Se a moda pegasse até podia ser uma limpeza</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TNlhvOGWpAI/AAAAAAAABEQ/A1ZTfCm70eA/s1600/Robert%2BDwyer.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537564680695227394" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 212px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TNlhvOGWpAI/AAAAAAAABEQ/A1ZTfCm70eA/s320/Robert%2BDwyer.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;U&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;m destes dias, reencaminhado por alguém que habitualmente não envia “lixo” – e só por isso abri aquela mensagem com não sei quantos destinatários associados, tipo corrente a não interromper –, sem lhe faltar os avisos de “MUITO FORTE”, “VIOLENTO”, caiu também na minha caixa de correio o vídeo do politico americano que se suicidou em plena conferência de imprensa, por, segundo se dizia no e-mail que o acompanhava, ter sido apanhado nas malhas da justiça por corrupção, processo cujo montante, tal como também lá dizia, era somente de 15.000 U$D.&lt;br /&gt;Ao visionar as imagens e mensagens contidas no ficheiro recebido recordei-me que já as vira noutra ocasião, que o caso ali registado não era assim tão recente, tampouco era assim tão reduzido o verdadeiro valor em causa. Mas nem o tempo que entretanto passou ou a diferença de valores apresentadas reduzem, em nada, o interesse e a oportunidade em recordar aquele dramático episódio: é que, “vergonha na cara”, aquilo que na altura não faltou ao mediático suicida, é coisa cada vez mais rara, atributo entretanto praticamente inexistente, que, tal como a honra ou a palavra dada, são marcas de carácter em continua desvalorização!&lt;br /&gt;Se neste último quarto de século – foi em Janeiro de 1987 que Robert Dwyer, Secretário do Tesouro republicano, confrontado com uma acusação de corrupção cujos 300.000 U$D em causa o comprometiam implicando também mais uns quantos dos seus correligionários partidários optou por se suicidar frente a um batalhão de jornalistas – todos os corruptos implicados em processos de valor igual ou semelhante adoptassem a mesma atitude, com certeza o mundo estaria bem melhor. E nem é necessário olharmos para o lado de lá do Atlântico, onde, apesar de tudo, a justiça funciona e os “Bernard Madoffes” em poucos meses são julgados e encarcerados. Bastará apenas mirar aqui bem mais perto, para a direita, fixando-nos nos BPNs e em mais uns quantos pardais, ou para esquerda, nas “Faces ocultas” e outros que tais, para se avaliar a amplitude da limpeza caso o incidente Robert Dwyer fizesse escola. Bem vistas as coisas, e falando mais a sério, nem seria necessário chegar a tamanho exagero. Suficiente já seria a adopção de comportamentos ética e moralmente mais sóbrios e recomendáveis: como custa vê-los, por vezes já como arguidos, usando este estatuto não só para se defenderem, mas, sobretudo, poderem manter, prolongar e até acrescentar duvidosas benesses e mordomias!&lt;br /&gt;Foi realmente dramática e muito violenta a forma como Bob Dwyer lidou com a acusação que sobre ele pendeu, cujas imagens, agora tão divulgadas, além de incomodar quem as visiona dão ainda muito que pensar. Mas também não deixará de ser tão ou mais violenta – embora menos dramática, admito – a forma como uns quantos, no extremo oposto, sem “pinga de vergonha na cara”, lidam com situações similares.&lt;br /&gt;Nem oito nem oitenta – nada como qualquer coisa entre o trinta e o quarenta e dois –, mas começam a ser mais que muitos os casos que vão conhecendo a luz do dia, com os respectivos implicados a usar e abusar da desfaçatez.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;A.O. 11/09/10; “Cá à minha moda" (revisto e ligeiramente acrescentado)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-5278579711655068116?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/5278579711655068116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/5278579711655068116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/11/se-moda-pegasse-ate-podia-ser-uma.html' title='Se a moda pegasse até podia ser uma limpeza'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TNlhvOGWpAI/AAAAAAAABEQ/A1ZTfCm70eA/s72-c/Robert%2BDwyer.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-2612229477228686374</id><published>2010-10-26T08:50:00.010Z</published><updated>2010-11-04T17:16:58.687-01:00</updated><title type='text'>Revisitar a ponta Delgada em três leituras</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TMaYaIM61NI/AAAAAAAABEA/G19LoEOd738/s1600/SMiguel_lTeixeira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532276766916924626" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 227px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TMaYaIM61NI/AAAAAAAABEA/G19LoEOd738/s320/SMiguel_lTeixeira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;oje, coberta que está pelas toneladas de entulho que ao longo dos anos sobre si foram depositadas, da ponta Delgada – que depois se passou a chamar ponta de Santa Clara e em Santa Clara é popularmente conhecida como “ponta da sardinha” – pouco mais se vislumbra do que a sua estreita estrema final. Mas nem sempre assim foi! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim não seria em 1584, quando Luís Teixeira, distinto geógrafo e cartógrafo – pai e avô de outros não menos distintos mestres da arte de fazer cartas de marear –, ao serviço de Filipe II de Espanha (I de Portugal) percorreu os Açores anotando com minúcia os dados que mais tarde lhe permitiram levar a cabo uma das suas mais importantes obras: a colecção de mapas dos Açores que se encontra na Biblioteca Nacional de Florença. Nesta colectânea, na carta que engloba todo o arquipélago – ao contrário do que acontece com as outras ilhas o mapa que trata isoladamente a Ilha de São Miguel não consta do precioso conjunto –, entre as muitas referências topográficas e toponímicas, lá estão no centro da ilha, de Nascente para Poente, em castelhano: “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ciudad&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”, “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;P. Delgada&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;” e “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De la Relva&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”, com a ponta que deu nome à maior cidade dos Açores entre uma e outra, e todas devidamente marcadas no exacto local onde ainda hoje as podemos encontrar &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(1).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;É ainda desta época – finais da década de 80 do século XVI – a célebre frase de Gaspar Frutuoso: “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esta cidade de Ponta Delgada é assim chamada por estar situada junto de uma ponta de pedra de biscouto, delgada e não grossa como as outras da ilha, quase rasa com o mar, que depois por se edificar mais junto dela uma ermida de Santa Clara, se chamou ponta de Santa Clara (…)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”, e também, quiçá fruto de alguma partilha de informação entre dois eruditos súbditos do poderoso monarca, o detalhado “retrato escrito” da costa de Santa Clara que o cronista mor nos legou: “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Além, pouco espaço da fortaleza para Loeste, está uma ponta que se chama Ponta dos Algares (…) e logo está uma pequena baía de areia, defronte das casas do generoso e em tudo grandioso Francisco Arruda da Costa (…) e com grande custo seu cercada de muro e cubelos, com sua porta para o mar, tudo muito defensável, e pegado com a porta, chamada de Santa Clara, por estar ali a igreja paroquial desta Santa, onde se acaba a principal costa da cidade (…)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;” &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(2).&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Foi como se Gaspar Frutuoso, a menos de uma década da sua última e definitiva viagem, quisesse deixar descrito o cenário para uma das muitas cenas da História dos Açores de que Santa Clara foi palco.&lt;br /&gt;De facto, a 17 Outubro de 1597, com a ponta Delgada como testemunha e adereço, Gonçalo Vaz Coutinho, Governador da Ilha, depois de ter atravessado a cidade num apressado galope iniciado em Rosto de Cão, deteve-se próximo da ermida de Santa Clara confirmando a preocupação que lhe haviam transmitido à saída da missa em que naquela manhã participara na ermida da Madalena: as velas que se avistavam a Poente eram mesmo uma Nau da Índia, embarcação que corria risco de ser assaltada pela enorme frota inglesa então dominando quase toda a costa Sul da ilha, depois de já a ter tentado tomar e desembarcando em Vila Franca. E foi no calhau de Santa Clara que o Governador sentiu o primeiro momento de alegria daquele dia, pois o jovem Apolinário Serrão, atendendo à aflição do governante, deitou-se à água destemidamente e nadando com vigor até desaparecer entre ondas mar adentro, conseguiu chegar à embarcação para transmitir a mensagem do governador aconselhando que a mesma encalhasse nos baixios daquela costa já que desta forma podia ser descarregada evitando o saque a que estava sujeita. Assim aconteceu, e depois de recolhido o precioso carregamento a nau foi incendiada para impedir que com ela aumentassem a frota inimiga &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(3). &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por essa e outras pergunta-se: Será que a ponta Delgada não merecia libertar-se totalmente dos entulhos que a sufocam, e, bem mais visível, voltar a readquirir a merecida dignidade de “madrinha” de Ponta Delgada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(1) –&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Campos, Viriato – Sobre o descobrimento e povoamento dos Açores, Europress, págs. 106 a 117.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(2)&lt;/span&gt; – &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Frutuoso, Gaspar – Livro IV das Saudades da Terra, ICPD 1998, págs. 172 a 178.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(3)&lt;/span&gt; – Arquivo dos Açores, Volume X, págs. 134 a 141.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 26/10/10; “Cá à minha moda" (revisto e ligeiramente acrescentado)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-2612229477228686374?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/2612229477228686374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/2612229477228686374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/10/revisitar-ponta-delgada-em-tres.html' title='Revisitar a ponta Delgada em três leituras'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TMaYaIM61NI/AAAAAAAABEA/G19LoEOd738/s72-c/SMiguel_lTeixeira.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-990482910707337379</id><published>2010-10-12T18:23:00.009Z</published><updated>2010-10-14T11:29:01.468Z</updated><title type='text'>Um marinheiro poeta a vogar entre os Rosais e Santa Clara</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TLXXq_jKbAI/AAAAAAAABD4/KoOnDOiouRY/s1600/vital200x250.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5527561251280546818" style="WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TLXXq_jKbAI/AAAAAAAABD4/KoOnDOiouRY/s320/vital200x250.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TLWVVJ3BzkI/AAAAAAAABDw/3JJf2qWmDgg/s1600/FotoPessoal200.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5527488308323667522" style="WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TLWVVJ3BzkI/AAAAAAAABDw/3JJf2qWmDgg/s320/FotoPessoal200.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TLWVLnrvH7I/AAAAAAAABDo/Z8EnBYbj0uc/s1600/CAPA300.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5527488144530677682" style="WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 131px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TLWVLnrvH7I/AAAAAAAABDo/Z8EnBYbj0uc/s320/CAPA300.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TLWVDyl8YgI/AAAAAAAABDg/jCjlSUkPJns/s1600/PD300.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5527488010020217346" style="WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 91px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TLWVDyl8YgI/AAAAAAAABDg/jCjlSUkPJns/s320/PD300.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TLSs4yo6LHI/AAAAAAAABC4/xOZ_Rlchs7A/s1600/5ani_1_410x220.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5527232734356450418" style="WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 134px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TLSs4yo6LHI/AAAAAAAABC4/xOZ_Rlchs7A/s320/5ani_1_410x220.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TLSszv-HJCI/AAAAAAAABCw/tlfOn0wXgQQ/s1600/5ani_2_410x220.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5527232647740728354" style="WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 134px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TLSszv-HJCI/AAAAAAAABCw/tlfOn0wXgQQ/s320/5ani_2_410x220.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;V&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ital Silveira Cardoso, ou “Mestre Vital” como é conhecido em Santa Clara e entre pares no âmbito dos misteres a que caprichosa e competentemente se dedica ou dedicou, é senhor de uma vida preenchida de forma tão fértil que o difícil é concentrarmo-nos na sua faceta de poeta popular agora revelada em “Versejando”, livro de poemas apresentado no passado sábado, dia 09 Outubro de 2010, por ocasião da cerimónia de encerramento das comemorações do 5º aniversário da Freguesia de Santa Clara.&lt;br /&gt;Radicado em Santa Clara desde meados da década de 60 do século XX, quando ainda, recém-casado, acabara de iniciar uma fulgurante carreira como marinheiro – tornando-se aos 27 anos no mais jovem Contramestre da Marinha Mercante –, Santa Clara rapidamente o adoptou, e foi lá que nasceram e cresceram os seus filhos, e aonde à sua volta, entre familiares e amigos, juntou mais uns quantos patrícios. Era, mais uma vez, Santa Clara a cumprir o seu destino. E não podia ser de outra maneira: não fosse a localidade, desde os seus primórdios, terra de embarcadiços, local de partidas e chegadas, chão que ensopou muitas lágrimas em horas de abalada, mas também terreno sempre propício a acolher, acarinhar e integrar quem vindo de outras paragens o escolheu para se fixar. Fora assim com aqueles que a meados do século XV, vindos de Vila Franca, por lá assentaram arraiais dando origem a Ponta Delgada. Assim foi também, a partir de meados do século XIX, aquando da construção do porto artificial de Ponta Delgada. Assim continuou sendo nos primeiros anos do século XX, com o surto de industrialização que a cidade conheceu e Santa Clara acolheu. Assim continua e continuará a ser, pois está na sua génese: a grande diferença é que enquanto até ao século XIX, com Vila Franca como centro e origem, foram Água Retorta, a Nascente, e a Bretanha, a Poente, o limite natural da imigração, a partir do século XX este âmbito, alargando-se, passou primeiro também às outras ilhas dos Açores, para depois se estender ao resto do mundo.&lt;br /&gt;Mas regressemos a “Mestre Vital”: o músico, o marinheiro, o poeta, que, não obstante o seu carácter discreto e um tanto ou quanto distante, aqui e ali, sempre foi possível ouvir arrancando deliciosos trinados ao seu bandolim ou contando histórias sobre as muitas viagens e quase outras tantas aventuras que o navegar entre as ilhas lhe proporcionou. Excepcional mesmo, quase um privilégio, era – e é – escutá-lo a recitar a sua própria poesia, à qual uma pausada e muito musical entoação, associada ao sotaque jorgense que nunca perdeu, acrescentam especial singularidade.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nostálgica e sofrida na abordagem dos temas mais íntimos, a poesia do “Mestre Vital” mostra-se atenta, perspicaz, e até interventora quando trata questões de ordem social, não se furtando à crítica das injustiças mais iminentes. Poesia a que também não lhe falta uma vertente agradavelmente irónica e divertida, sobretudo no retratar os usos e costumes açorianos das diversas ilhas.Em “Versejando” só fica apresentada uma ínfima parte do interessante espólio poético de Vital Silveira Cardoso.&lt;/strong&gt; Poemas que agora, depois de escritos e editados, mesmo perdendo algum do encanto que a oralidade – sobretudo a do autor – lhes confere, vão com certeza poder chegar a um maior número de pessoas, fazendo justiça a uma poesia peculiar não merecia continuar ignorada, e a um genuíno e sensível poeta popular, até aqui, praticamente anónimo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 12/10/10; “Cá à minha moda" (revisto e ligeiramente acrescentado)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Mais informação e fotos aqui: &lt;a href="http://www.freguesiadesantaclara.pt/portal/v1.0/noticia_iden.asp?id=148"&gt;http://www.freguesiadesantaclara.pt/portal/v1.0/noticia_iden.asp?id=148&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-990482910707337379?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/990482910707337379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/990482910707337379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/10/um-marinheiro-poeta-vogar-entre-os.html' title='Um marinheiro poeta a vogar entre os Rosais e Santa Clara'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TLXXq_jKbAI/AAAAAAAABD4/KoOnDOiouRY/s72-c/vital200x250.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-603359790115548214</id><published>2010-09-24T16:14:00.006Z</published><updated>2010-09-25T10:38:08.677Z</updated><title type='text'>Nem antes, nem depois: a inverdade continuou</title><content type='html'>Antes estava assim:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;("clikar" sobre a imagem e aumentar para melhor ler)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TJzP8H8RDwI/AAAAAAAABCI/YgKxQLbpvFs/s1600/CMPD_Medeiros+Cabral.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520515875080310530" style="WIDTH: 130px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TJzP8H8RDwI/AAAAAAAABCI/YgKxQLbpvFs/s320/CMPD_Medeiros+Cabral.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Depois ficou assim:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;("clikar" sobre a imagem e aumentar para melhor ler)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TJzPvIHVL_I/AAAAAAAABCA/bCkPcJgmsmc/s1600/CMPD_Medeiros+Cabral_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520515651788419058" style="WIDTH: 128px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TJzPvIHVL_I/AAAAAAAABCA/bCkPcJgmsmc/s320/CMPD_Medeiros+Cabral_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Regista-se a tentativa de alteração. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como se regista a forma deficiente e pouco cuidada como a mesma foi efectuada.&lt;br /&gt;Era tão fácil fazer melhor.&lt;br /&gt;Bastava referir a verdade.&lt;br /&gt;Aqui fica o desafio! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-603359790115548214?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/603359790115548214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/603359790115548214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/09/nem-antes-nem-depois-inverdade.html' title='Nem antes, nem depois: a inverdade continuou'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TJzP8H8RDwI/AAAAAAAABCI/YgKxQLbpvFs/s72-c/CMPD_Medeiros+Cabral.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-7894395346860277778</id><published>2010-09-14T13:06:00.009Z</published><updated>2010-09-14T13:24:27.354Z</updated><title type='text'>30 Anos depois Medeiros Cabral continua a causar surpresa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TI92JLwylqI/AAAAAAAABBw/_dEhayekupE/s1600/ZMC_7_9_2010_Mesa_4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516757968700479138" style="WIDTH: 273px; CURSOR: hand; HEIGHT: 147px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TI92JLwylqI/AAAAAAAABBw/_dEhayekupE/s320/ZMC_7_9_2010_Mesa_4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TI92BLyW-lI/AAAAAAAABBo/LOzFLkgJEMA/s1600/ZMC_7_9_2010_Mesa_5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516757831268104786" style="WIDTH: 272px; CURSOR: hand; HEIGHT: 146px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TI92BLyW-lI/AAAAAAAABBo/LOzFLkgJEMA/s320/ZMC_7_9_2010_Mesa_5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;o exacto dia em que o homenageado, caso se mantivesse em nosso convívio, completaria cinquenta e cinco anos de idade, o auditório do Centro Cívico e Cultural de Santa Clara tornou-se pequeno – é imaginar como seria se lá estivessem todos os que entretanto, por um ou outro motivo, lamentaram não ter ido – para receber os muitos familiares, amigos e antigos vizinhos que não quiserem deixar de estar presentes na sessão de entrega à família do distinguido o Galardão “Honra de Santa Clara”, cuja atribuição fora unanimemente aprovada pela Assembleia de Freguesia de Santa Clara por ocasião do trigésimo aniversário do seu falecimento.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.freguesiadesantaclara.pt/noticia_iden.asp?id=142"&gt;Casa cheia,&lt;/a&gt; e com uma audiência que estimulada pela agradável interpretação de um clássico de Heitor Vilas Lobos, pouco depois estava completamente conquistada, e deliciada, com a qualidade das comunicações proferidas.&lt;br /&gt;Abriu a sessão Tomaz Borba Vieira, que, sem deixar de recordar o nobre carácter do agraciado, centrou a sua dissertação na genialidade de uma obra, naturalmente pouco vasta, mas já indelevelmente registada nos anais da História da Arte dos Açores. Antes de terminar, reforçando a ideia de se criar em Santa Clara um espaço que evoque o artista e contribua para uma melhor divulgação da sua obra, num gesto que foi efusivamente aplaudido, Tomaz Vieira ofereceu à Junta de Freguesia de Santa Clara um precioso espólio documental que a mãe de Medeiros Cabral, vai para trinta anos, lhe havia entregue. Seguiu-lhe Urbano, que após recordar como ele e o homenageado se conheceram na Escola Secundária Domingues Rebelo, tal como as exposições em que ambos participaram naquele mesmo estabelecimento de ensino nos primeiros anos da década de setenta, leu um documento da autoria do galardoado, no qual Medeiros Cabral, o artista, questionado por Zé Manuel Cabral, o cidadão, explicava com detalhe o simbolismo de cada uma das telas do tríptico “A História”. Depois foi a vez de Emanuel Jorge Botelho, emocionado e a todos emocionando com o retrato escrito do Zé Manuel Cabral que apresentou, concluindo a sublinhar o sentimento de perda e saudade, que aquela ausência ainda causa. Por fim usou da palavra Carmélio Rodrigues, primo, cúmplice, alguém que com ele partilhou além do mais, a casa de família na 1ª Rua de Santa Clara, onde foi “desencantar”, para ali mostrar, um conjunto de objectos pessoais do homenageado, entre os quais alguns dos livros em que na época o artista se suportou, mostrando também &lt;strong&gt;uma interessante peça, dada a sua fragilidade como que milagrosamente ainda intacta, obra que dispondo em perspectiva três placas de vidro, acopla na menor a figuração do cérebro para na maior representar a imagem de uma boca, deixando a placa do meio, apesar de transparente, simbolizando a entropia: numa alusão clara às dificuldades, ou maquinações, que a comunicação encontra desde a fonte até ao destinatário! &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nem de propósito. Se o serão foi sério, profundo, rico na divulgação de recordações, conhecimento e repleto de emoção, no dia seguinte apresentou-se ficção. Nem dava para acreditar, e isso, mesmo depois de ir ao &lt;a href="http://cm-pontadelgada.azoresdigital.pt/Default.aspx?Module=Noticia&amp;amp;ID=90126"&gt;“site” oficial da CMPD &lt;/a&gt;ler e confirmar! Sendo erro já o tinham corrigido, se ainda não fizeram, deve ser estratégia. À Goebbels, na esperança de surfando uma qualquer Onda, repetir, repetir, repetir, até se confundir com a verdade. Sinceramente, não havia necessidade! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 14/09/10; “Cá à minha moda" (revisto e ligeiramente acrescentado)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-7894395346860277778?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/7894395346860277778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/7894395346860277778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/09/30-anos-depois-medeiros-cabral-continua.html' title='30 Anos depois Medeiros Cabral continua a causar surpresa'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TI92JLwylqI/AAAAAAAABBw/_dEhayekupE/s72-c/ZMC_7_9_2010_Mesa_4.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-5145976633379464892</id><published>2010-08-31T14:33:00.007Z</published><updated>2010-09-01T08:31:07.602Z</updated><title type='text'>Medeiros Cabral: fim precoce de uma vida prenhe de utopia e ânsia de liberdade</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TH0YpPQqG8I/AAAAAAAABBY/tZ5CHWEU35Q/s1600/Zemanelcabral_500.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5511588615721458626" style="WIDTH: 246px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TH0YpPQqG8I/AAAAAAAABBY/tZ5CHWEU35Q/s320/Zemanelcabral_500.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TH0YJkorRtI/AAAAAAAABBQ/ZR5dDhoWhLs/s1600/Triptico+A+hist%C3%B3ria_500.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5511588071703529170" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 129px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TH0YJkorRtI/AAAAAAAABBQ/ZR5dDhoWhLs/s320/Triptico+A+hist%C3%B3ria_500.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TH0XUHV0VxI/AAAAAAAABAw/eaO71ZLVVmo/s1600/ZMC654.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5511587153306736402" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 175px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TH0XUHV0VxI/AAAAAAAABAw/eaO71ZLVVmo/s320/ZMC654.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Sugestão de ocupação de um dos espaços propostos no &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;âmbito da actividade "PARTICIPAR / INQUIETAÇÃO" &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;por &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Pedro Maiato e Miguel Abrantes&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;stivesse ele ainda entre nós, e de hoje a oito dias José Manuel de Medeiros Cabral completaria cinquenta e cinco anos de idade. Assim não será, infelizmente, pois no dia 20 do passado mês de Dezembro decorreram exactamente 30 anos sobre a data do seu falecimento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Menino diferente, sossegado, habitualmente apartado dos outros da mesma idade, muito cedo o Zé Manuel Cabral se transformou no jovem inteligente, estudioso, socialmente inquietado e interventivo, que enriquecendo-se e consolidando-se como tal também nos movimentos de intervenção social que em finais da década de sessenta orbitavam à volta da Igreja de Santa Clara, começou logo aí a revelar a consciência de classe que o marcou, e a sua obra retrata.&lt;br /&gt;Ainda criança, quando na falsa do nº 126 da 1ª Rua de Santa Clara armava aprimorados altares, palcos e outras artísticas instalações, Zé Manuel já deixava perceber a agitação e criatividade contidas no seu espírito, só aparentemente plácido e impassível. Criatividade e sensibilidade artística que ainda como adolescente o conduz a uma fugaz incursão pela fotografia, para pouco depois, decorriam os primeiros anos da década de setenta – e ainda antes do 25 Abril –, participando na exposição colectiva do “Externato D. Infante”, começar a partilhar com o publico a sua revolucionária obra, em busca do original e não necessariamente do bonito, da qual constavam, depois de reciclados e transformados em peças de arte, objectos recolhidos na orla marítima de Santa Clara, em especial no Calhau da Areia.&lt;br /&gt;Foi também em Santa Clara, no atelier que manteve onde antes fora a “tenda” de “Mestre Virgínio Barbeiro” – oh, muito longe nos levaria falar do mestre Virgínio e da sua tenda… – que Zé Manuel Cabral produziu aquela que sem risco de errar se pode afirmar ser a sua obra prima: o tríptico “A História”, que na tela dedicada ao capitalismo, onde representou o sentir e observar da actualidade de então, é por demais notória a presença de Santa Clara, ali ocupando quase por inteiro um cenário onde, em grande plano, como que flutuando sentado em pomposa cadeira, com fato negro e gravata cor de sangue, “o poder” – nisso o quadro mantém impressionante actualidade – manipula com destreza as suas marionetas.&lt;br /&gt;No 1º de Maio de 1975, quando ainda nem completara vinte anos, Zé Manuel Cabral espevita Ponta Delgada com a exposição que instala em plena Praça Gonçalo Velho, uma mostra em as suas obras, em vez colocadas à venda, foram sim destinadas a trocas por artigos vários, incluindo frutas, legumes e tubérculos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De 1977, ano em que ingressou na Escola Superior de Belas Artes do Porto, até finais de 1979, quando na sequência da intervenção cirúrgica com que esperava normalizar a sua vida esbarra serenamente com a morte, decorre o período mais rico e produtivo, contudo dramaticamente curto, daquele que o meio artístico haveria de consagrar como MEDEIROS CABRAL.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Santa Clara não esqueceu o filho dedicado, artista que a incorporou numa das peças mais representativas da sua obra. Mas a mais grata e justa homenagem seria a criação na localidade de um lugar onde o seu trabalho pudesse ser melhor conhecido e mais divulgado, o que bem podia acontecer na zona do “Castelinho”, integrado no plano de requalificação daquele imóvel e do seu espaço envolvente, completando-se assim a feliz transformação de que a área das "Cancelas da Doca" e seus arredores tem vindo a beneficiar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 31/08/10; “Cá à minha moda" (revisto e ligeiramente acrescentado)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-5145976633379464892?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/5145976633379464892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/5145976633379464892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/08/medeiros-cabral-fim-precoce-de-uma-vida.html' title='Medeiros Cabral: fim precoce de uma vida prenhe de utopia e ânsia de liberdade'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TH0YpPQqG8I/AAAAAAAABBY/tZ5CHWEU35Q/s72-c/Zemanelcabral_500.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-3628601576148319093</id><published>2010-08-17T12:44:00.005Z</published><updated>2010-08-19T19:24:03.445Z</updated><title type='text'>Recordações: o “canto em baixo” da Rua do Carvão.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TGqFfPfO0DI/AAAAAAAABAA/5BmlqL5OTOo/s1600/ruacarvao1_250.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5506360266193817650" style="WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TGqFfPfO0DI/AAAAAAAABAA/5BmlqL5OTOo/s320/ruacarvao1_250.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TGqFSEzB9bI/AAAAAAAAA_4/TsaXSUB20OQ/s1600/ruacarvao2_250.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5506360039985771954" style="WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TGqFSEzB9bI/AAAAAAAAA_4/TsaXSUB20OQ/s320/ruacarvao2_250.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O "canto em baixo" da Rua do Carvão hoje em dia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;m especial para o “Zezinho” e para o “Canhoto” - ambos emigrados vai para quarenta anos, e com quem via “Face book” retomei contacto muito recentemente - aqui vai o fruto do autêntico “brain storming” que as suas mensagens causaram. Este texto, à laia de conto, servirá também, que mais não seja, para ajudar a recordar a zona onde crescemos e muitas vezes brincamos: um bom reinício de conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamavam-lhe “rua dos milionários”. A alcunha derivava do facto de a partir da década cinquenta do século XX terem lá sido construídas umas quantas novas moradias, meia dúzia delas de traça elegante, com fachadas a fazerem adivinhar comodidades acima da média. O seu verdadeiro nome era porém, e ainda o é: Rua do Carvão, bem mais humilde portanto. Tal como modestos eram também – ainda hoje o são – a esmagadora maioria dos que lá residiam.&lt;br /&gt;Na realidade, tratava-se, tal como muitas outras por ali em Santa Clara, de mais uma artéria estreita, paredes meias com terrenos com usos agro-industriais, traçada sem grande auxílio da régua e do esquadro, não pavimentada, em cuja zona de maior largueza - um irregular largo na sua extrema sul - outrora se localizara a fonte pública que abastecia muitos dos moradores das redondezas. Com o decorrer do tempo, e já desde há muito, o líquido vital deixara de correr no antigo chafariz do “canto do carvão”, mas não era isso porém o que impedia de à sua volta continuarem a verificar-se regulares ajuntamentos de novos e velhos, uns brincando, outros cavaqueando, uns e outros, muitas vezes, aproveitando como encosto, ou assento, a laje de pedra se mi circular onde antes enquanto a água jorrava para o seu interior se apoiavam os recipientes para encher até quase transbordar.&lt;br /&gt;Foi junto daquela peanha, emoldurada por um alto balcão que ainda lá está encimando a entrada de uma farta quinta – que então se estendia até mais de meio da rua por detrás dos quintais das casas novas –, quando integrava um grupo de rapazes que ali jogava ao berlinde, que o mestre José Correia – o “velho Saldanha”, grande futebolista da década de trinta, e pai do “Saldanha” que alguns de nós ainda vimos jogar como aguerrido lateral do CDSC nos anos 50/60 –, humilde operário, homem reservado, já então carregando o peso de longos anos de uma vida dura, surpreendeu-me com uma exclamação que, quase meio século depois, ainda recordo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Naquele dia, quando chegava ao fim mais uma manhã de verão, e o aroma agridoce que durante a laboração da Fábrica do Açúcar impregnava o ar em Santa Clara reforçava a lembrança de que se aproximava a hora do almoço, uma pequena manada, a caminho do matadouro, obrigou a interrupção da brincadeira.&lt;/strong&gt; Entre os bovinos um enorme touro causava merecida apreensão. Isto, mesmo com os movimentos tolhidos pela corrente, que partindo de uma das patas, após passar por uma argola presa ao focinho, estava firmemente segura pelo tratador. Foi tal o desassossego que até o circunspecto “velhote”, sempre recolhido no seu habitual silêncio, transferira para os animais a atenção até ali dedicada a observar a brincadeira dos catraios. E estes, receosos, acercaram-se do ancião, nele julgando encontrar a segurança que lhes permitia observar, de perto, tão imponente animal.&lt;br /&gt;Quando a manada dobrou a esquina os rapazes como que recarregaram energias, com um deles, aliviado, exclamando em voz alta:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;- Livra, que besta de touro!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Foi então que “Ti Saldanha”, interrompendo o seu habitual silêncio, asseverou:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Pois é. Este menino está na escola mas ainda não aprendeu que um animal ou é besta, ou é touro, ambas as coisas, ao mesmo tempo, é que não pode ser!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;E mais não disse. Foi suficiente. Marcou.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 17/08/10; “Cá à minha moda" (revisto e ligeiramente acrescentado)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-3628601576148319093?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/3628601576148319093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/3628601576148319093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/08/recordacoes-o-canto-em-baixo-da-rua-do.html' title='Recordações: o “canto em baixo” da Rua do Carvão.'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TGqFfPfO0DI/AAAAAAAABAA/5BmlqL5OTOo/s72-c/ruacarvao1_250.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-3094760579926203406</id><published>2010-08-03T13:34:00.008Z</published><updated>2010-08-03T17:12:35.622Z</updated><title type='text'>Jorge Nascimento Cabral: em sua memória</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;................&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TFgdTIeAtWI/AAAAAAAAA_w/QVnCwyugTSo/s1600/JNC.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501179159361140066" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 217px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TFgdTIeAtWI/AAAAAAAAA_w/QVnCwyugTSo/s320/JNC.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TFgdBQ6M_4I/AAAAAAAAA_o/T7nWFpTH-yA/s1600/Boca+da+Ribeira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501178852389224322" style="WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TFgdBQ6M_4I/AAAAAAAAA_o/T7nWFpTH-yA/s320/Boca+da+Ribeira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TFgc5bYnWRI/AAAAAAAAA_g/qrHYNEQi9lg/s1600/Boca+da+Ribeira_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501178717762181394" style="WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TFgc5bYnWRI/AAAAAAAAA_g/qrHYNEQi9lg/s320/Boca+da+Ribeira_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Imagens obtidas a partir daqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://fogotabrase.blogspot.com/2010/07/puta-de-vida.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://fogotabrase.blogspot.com/2010/07/puta-de-vida.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;daqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.acores.net/canalacores/view.php?id=64869"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.acores.net/canalacores/view.php?id=64869&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;e daqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://observabem.blogspot.com/2009/09/cheira-acores-13.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://observabem.blogspot.com/2009/09/cheira-acores-13.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;F&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;oi tal o atordoamento provocado pela súbita e brutal notícia, que, passados que estão já quase 15 dias, ainda custa acreditar na enorme perda que o “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;bom combate&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;” sofreu com a partida, sem regresso, de um dos seus mais francos combatentes.&lt;br /&gt;Para além da família, cujo atrevimento em imaginar o quanto nesta hora continuam abalados é dispensável, Jorge Nascimento Cabral origina um avultado rol de órfãos: são aqueles que deixaram de com ele privar, falar, de o poder ler ou ouvir, exercícios mais ou menos solitários, mas sempre recompensados pela lucidez, frontalidade e desassombro do interlocutor, que não pestanejava para dizer ou escrever o que pensava, independentemente do que isso pudesse desagradar a quem quer que fosse. E fazia-o sem confundir amizades pessoais com disputas políticas, ou duras pugnas em defesa de causas!&lt;br /&gt;Do muito que até hoje já se disse e escreveu, permitam-me destacar o comedido elogio fúnebre de Carlos Melo Bento – aqui já infimamente citado – e a feliz frase de Paulo Martinho, enlevando um espírito que “&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;nunca esteve em paz sujeito&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;”. Acrescentar é cada vez mais difícil, mas há algo que não pode deixar de ser referido: Jorge Nascimento Cabral foi MUITO MAIS do que um grande autonomista, porque é necessário ser-se muito mais do que um GRANDE AUTONOMISTA para levar à Assembleia Legislativa dos Açores, tal como ele o fez, a questão da INDEPENDÊNIA DOS AÇORES.&lt;br /&gt;Conheci Jorge Nascimento Cabral em meados da década de oitenta, vivia eu os primeiros anos da minha própria independência, num tempo em que se ia para o Nordeste por uma tão bonita quanto bucólica estrada, ainda toda calcetada, via que a partir da Salga, ziguezagueando de forma cada vez mais pronunciada, procurava as zonas mais estreitas das ribeiras para as transpor, com pontes construídas usando ainda técnicas e métodos herdados aos romanos. Era uma saudosa e agradável viagem, que não se fazia em menos de hora e meia, ou muito mais, caso houvesse paragem pelo caminho para uma refeição, em regra no Porto Formoso. Se a viagem era assim, o Nordeste ainda era melhor: as modernices, e o dito progresso, ainda o não tinham contaminado. Na altura era até possível alugar pequenas casas que havia na margem da Ribeira do Guilherme, junto à foz – na “boca da ribeira” como é hábito ali dizer-se. &lt;strong&gt;Na mesma “boca da ribeira” onde à esquerda da ponte de madeira que conduzia até à zona balnear, num acolhedor acampamento – apesar de ter casa de família por perto –, Jorge Nascimento Cabral passou durante anos parte das suas férias.&lt;/strong&gt; Naquele acampamento, por vezes, qual urbana sala de visitas, havia noites de grande actividade social. De uma delas recordo o animado remate de um qualquer recente debate parlamentar, com os dois tribunos presentes, não obstante estarem em férias, fazendo uso dos seus singulares dotes, com humor e ironia mordaz funcionando em ritmo de pingue-pongue, e rasgadas gargalhadas de permeio. Dos dois jovens políticos de então, ambos desde sempre militando em trincheiras diferentes, um, infelizmente, já não está entre nós, e o outro, há mais de uma década, preside ao Governo dos Açores.&lt;br /&gt;Pois é digníssimo Jorge, ainda não me refiz da desagradável surpresa que nos proporcionaste. Para a atenuar, e compensar a repentina ausência, tenho lido e relido o prefácio com que me brindaste para prelúdio de um livro que por razões várias continua em maqueta, sem ir ao prelo. Ajuda, mas recorda-me que também tenho entre mãos um dos teus órfãos: um prefácio que já não tem o amparo do seu autor. Nada que não se resolva, mas que contigo por perto seria mais fácil.&lt;br /&gt;Descansa em paz amigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;PS – Faleceu hoje (02Agosto2010) Mário Bettencourt Resendes: também açoriano, também um insigne jornalista, este sim, só e apenas um autonomista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Terminada uma longa e brava luta, que agora também descanse em paz. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 03/08/10; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-3094760579926203406?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/3094760579926203406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/3094760579926203406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/08/jorge-nascimento-cabral-em-sua-memoria.html' title='Jorge Nascimento Cabral: em sua memória'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TFgdTIeAtWI/AAAAAAAAA_w/QVnCwyugTSo/s72-c/JNC.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-43732770159869720</id><published>2010-07-20T09:17:00.007Z</published><updated>2010-07-21T08:38:27.468Z</updated><title type='text'>O Jardim Padre Fernando</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TEVuoMzYIeI/AAAAAAAAA_Y/di3tyfY3MCQ/s1600/500x555_09.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495920557186097634" style="WIDTH: 288px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TEVuoMzYIeI/AAAAAAAAA_Y/di3tyfY3MCQ/s320/500x555_09.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TEVuiWOQHdI/AAAAAAAAA_Q/BoTPiCix1tM/s1600/500x555_10.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495920456635522514" style="WIDTH: 288px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TEVuiWOQHdI/AAAAAAAAA_Q/BoTPiCix1tM/s320/500x555_10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TEVuXHUaAuI/AAAAAAAAA_I/oE3RyakKlyM/s1600/500x555_16.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495920263656243938" style="WIDTH: 288px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TEVuXHUaAuI/AAAAAAAAA_I/oE3RyakKlyM/s320/500x555_16.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TEVuPVy-9tI/AAAAAAAAA_A/qiE5lLgYYPM/s1600/500x555_11.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495920130103637714" style="WIDTH: 288px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TEVuPVy-9tI/AAAAAAAAA_A/qiE5lLgYYPM/s320/500x555_11.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TEVuENWhHiI/AAAAAAAAA-4/H9RmFIioebA/s1600/500x555_14.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495919938858196514" style="WIDTH: 288px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TEVuENWhHiI/AAAAAAAAA-4/H9RmFIioebA/s320/500x555_14.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TEVt8_FHYYI/AAAAAAAAA-w/hjNFvwcF4tc/s1600/500x555_15.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495919814768025986" style="WIDTH: 288px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TEVt8_FHYYI/AAAAAAAAA-w/hjNFvwcF4tc/s320/500x555_15.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;M&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;uito desejado e esforçadamente conseguido, foi inaugurado oficialmente no passado sábado um emblemático jardim público, cujo simbolismo, tal como o legado histórico que acumula, acresce ainda mais valor a esta forte marca da “nova Santa Clara” com que “Santa Clara – Vida Nova” sonhou. Se não, vejamos:&lt;br /&gt;O lugar da ponta delgada, mais tarde Santa Clara, a extrema Poente da acentuada enseada que tem inicio na Ponta da Galera e o local que a meados do século XV foi berço de Ponta Delgada, três séculos volvidos voltou a revelar-se de primordial importância para o desenvolvimento comercial e industrial da cidade que entretanto já crescera e se consolidara como a maior dos Açores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os primeiros efeitos desta nova e importante fase de progresso de Ponta Delgada materializaram-se nas milhares de toneladas de pedra com que em Outubro de 1862 se deu início à construção do porto artificial da cidade, inertes todos saídos de uma pedreira cujos vestígios ainda são visíveis, um imenso veio de basalto que aumentando progressivamente em altura, praticamente desde a “Rocha da Nordela” até aos contrafortes da Clínica do Bom Jesus, ainda em finais do século XX como que exibia em retrato a rija essência do lugar.&lt;br /&gt;Na transição do século XIX para o XX, com avultada actividade em 1902, das barrocas e runas resultantes da exploração das “Pedreiras da Doca” o Eng. Dinis Moreira da Mota projectou e impulsionou aquela que se destinava a ser a maior zona arborizada de Ponta Delgada: o “Parque da Alegria” como o seu criador admitiu chama-lo, “Parque Eng. Dinis da Mota” como oficialmente depois foi designado, “Mata da Doca” como todos em Santa Clara lhe chamavam, e assim ficou popularmente conhecida.&lt;br /&gt;A frondosa e luxuriante “Mata da Doca” a partir de meados do século XX foi sendo aos poucos mutilada. Primeiro, na década de sessenta, com a construção dos depósitos da “Pol-Nato”, o que obrigou a destruir, talvez, o maior conjunto de araucárias da Europa. Depois, já em democracia, foi a “Pepom” que também ajudou a devastar e descaracterizar parte substancial do local. Para finalmente, já nas décadas 80 e 90, em consequência do prolongamento do aeroporto - que quase soterrou por completo aquela área - pouco faltar para todo aquele vigoroso pulmão verde desaparecer por completo. De facto, da imensa área que constituía a “Mata da Doca” (220.900 m2 registou com detalhe Gil Mont’Alverne de Sequeira em 1905) apenas sobrou o espaço que depois da espectacular requalificação de que foi alvo se transformou no “Jardim Padre Fernando”.&lt;br /&gt;De regresso ao presente, ao aprazível jardim agora disponível para fruição da população de Ponta Delgada, em especial da de Santa Clara, é justo referir que um projecto com aquela envergadura só foi possível por constituir um muito cuidado e amadurecido fruto da cooperação entre uma pequena e jovem Junta de Freguesia e o Governo dos Açores, &lt;strong&gt;consequência de uma alargada conjugação de esforços a que alguns teimam em não aderir, com claro prejuízo para Santa Clara (é ver o modo de ocupação e gestão do Centro C. Santa Clara; foi - e é - o caso do terreno da Rua Dr. Filipe Alvares Cabral; foi - e é - a questão da derrocada na Cerca/Rocha da Nordela; foram - e são - os sucessivos atrasos na requalificação da 2ª Rua de Santa Clara; é o claro sentido de represália que isso, e muito mais, representam).&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Relevante também é aquele espaço evocar o Padre Fernando Vieira Gomes: “o Padre Fernando de Santa Clara”, que pouco depois de chegado ao então humilíssimo curato logo sonhou com uma Santa Clara com outro estatuto, muito se batendo por este desiderato. Ele que soube fazer engrossar o exército dos que, durante mais cinco dezenas de anos, acreditaram na “realidade Freguesia” hoje vivida. Ele que premeditou, e hoje se comprova, que com Santa Clara independente tudo se tornaria mais fácil. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até os sonhos levam menos tempo a realizar!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 20/07/10; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mais sobre o mesmo assunto: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/04/o-sonho-comanda-vida.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/04/o-sonho-comanda-vida.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-43732770159869720?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/43732770159869720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/43732770159869720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/07/o-jardim-padre-fernando.html' title='O Jardim Padre Fernando'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TEVuoMzYIeI/AAAAAAAAA_Y/di3tyfY3MCQ/s72-c/500x555_09.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-27745346422377731</id><published>2010-07-07T08:58:00.009Z</published><updated>2010-07-08T17:39:13.617Z</updated><title type='text'>Santa Clara: uma diferença da noite para o dia</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.........................................................&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TDT5-PCyfsI/AAAAAAAAA-Q/HCvyy71fk_o/s1600/Spotira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491288693256912578" style="WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 107px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TDT5-PCyfsI/AAAAAAAAA-Q/HCvyy71fk_o/s320/Spotira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...........&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TDT5n9czrZI/AAAAAAAAA-I/VlNeubHLAa8/s1600/Grafico_resultados%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491288310577081746" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 206px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TDT5n9czrZI/AAAAAAAAA-I/VlNeubHLAa8/s320/Grafico_resultados%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TDT5Y8fTxfI/AAAAAAAAA-A/5QGq9GI7yv4/s1600/Clayton.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491288052621100530" style="WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 107px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TDT5Y8fTxfI/AAAAAAAAA-A/5QGq9GI7yv4/s320/Clayton.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;oje tem início mais uma época desportiva, a terceira desta nova fase do CDSC, durante a qual desejamos que seja dada continuidade ao bom trabalho até agora desenvolvido, em consequência do qual, e da estabilidade desportiva que a um nível competitivo muito elevado com o mesmo se tem conseguido, foi disputada até à ultima jornada, em duas épocas consecutivas, a possibilidade de subida à Primeira Liga. Melhor mesmo, autêntica “a cereja em cima do bolo” e culminar do bom trabalho desenvolvido, não é fácil, mas é o que se deseja que desta vez aconteça. Veremos!&lt;br /&gt;Mas não foi só a gestão desportiva o que melhorou. Em paralelo com esta – o que acrescenta qualidade ao trabalho efectuado –, decorridos que estão pouco mais de três anos, começam já a ser visíveis os resultados de uma administração competente, cuidada e criteriosa, que em rotura com as más práticas do passado e contraponto ao desvario que se apoderou do clube ao longo de alguns anos – umas e outro ainda bem presentes na memória de quase todos nós – tem vindo paulatinamente a libertar o CDSC de um destino trágico, que chegou a ser tido como inevitável.&lt;br /&gt;Além de outras, duas notícias recentes dão bem conta da mudança de paradigma agora verificada. A primeira, dando nota de que as contas que serão apresentadas brevemente (só o facto de estas terem voltado a ser apresentadas com regularidade é boa notícia e sintoma de óbvias melhorias) espelham uma clara inversão na tendência dos resultados obtidos, o que acontece mais de uma década depois do clube andar a acumular avultados prejuízos. A segunda, igualmente muito interessante, referindo que também mais de uma década depois, mas desta vez em benefício do CDSC e não de quem dele se servia, são obtidas mais valias com a transferência de um atleta.&lt;br /&gt;É certo que, não desprezando os valores em causa (não é fácil a presente conjuntura), os números de que falamos são claramente mais valiosos pelo que simbolicamente representam do que pelo seu valor material propriamente dito. Mas é também este simbolismo, e o que ele possa representar – e render – no futuro, aquilo que aqui mais interessa evidenciar. &lt;strong&gt;Até porque resulta da competente gestão económico/financeira e desportiva já antes referida, para mais quando esta é levada a cabo de forma abnegada e altruísta, em tudo contrastando com outros tempos, o dos profissionais pagos a “peso de ouro”, que nem mesmo assim cumpriam com competência zelo e dignidade as atribuições que lhes eram confiadas.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Podia ser melhor? Claro que sim. É sempre possível fazer melhor, e no caso em concreto, com um pouco de mais determinação em colocar um “ponto final” a duas ou três pendências de pronto identificadas como geradoras de custos exorbitantes, mas cujas soluções se arrastaram arrastando consigo os prejuízos inerentes – o Gímnico, por exemplo –, ainda melhores resultados podiam ser apresentados. Tal como é também bom não esquecer que da herança recebida fazem parte cerca de meio milhão de euros/ano em encargos financeiros; um constrangimento muito considerável.&lt;br /&gt;Parece no entanto que estas melhorias não agradam a todos. Não é difícil detectar – e alguns OCS não se cansam de isso dar conta – os que continuam a recordar com saudade o tempo em que o Santa Clara, em prejuízo próprio e colocando em risco a sua existência, pagava muito mais do que o que podia e devia, gastando quase o dobro daquilo que recebia!&lt;br /&gt;Com isso poucos na altura se preocupavam, e destes, é normal que alguns hoje se encontrem desagradados!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 06/07/10; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-27745346422377731?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/27745346422377731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/27745346422377731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/07/santa-clara-uma-diferenca-da-noite-para.html' title='Santa Clara: uma diferença da noite para o dia'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TDT5-PCyfsI/AAAAAAAAA-Q/HCvyy71fk_o/s72-c/Spotira.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-8955072853771055773</id><published>2010-06-22T21:35:00.004Z</published><updated>2010-06-23T09:12:04.541Z</updated><title type='text'>Saramago</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.................................................................&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TCEty0EQKBI/AAAAAAAAA9g/TFaxLuWJ7LM/s1600/Saramago.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485716172107163666" style="WIDTH: 123px; CURSOR: hand; HEIGHT: 119px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TCEty0EQKBI/AAAAAAAAA9g/TFaxLuWJ7LM/s320/Saramago.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;olémico? Sim, claro. Como poderia deixar de ser polémico quem, pensando tão bem e profundamente quanto ele não se coíbe de com enorme frontalidade nos fazer chegar o resultado das suas reflexões, fazendo-o, quer em discurso directo quer de forma romanceada com uma clareza e simplicidades impressionantes?&lt;br /&gt;Coerente? Também, e muito. Quase se pode dizer: a coerência de toda uma vida! Uma coerência e integridade que são tão mais consideráveis quanto menor é a representatividade, na sociedade onde ele se inseria e vivemos, do grupo daqueles que partilham as suas convicções.&lt;br /&gt;Radical? Talvez. O próprio Saramago o admitia. Mas a intransigência, sobretudo quando – e se – lucidamente sustentada, ficava muito melhor a Saramago do que aqueles, como ao "L' Osservatore Romano" (só para citar um exemplo de topo), que aproveitam a hora da morte do adversário para radicalizarem os seus ataques ao falecido.&lt;br /&gt;Genial? Sim. Com certeza. E é este o Saramago que me interessa, e aquele que cuja memória permanecerá!&lt;br /&gt;Cheguei até Saramago já muito tarde. Não o ignorava, pois desde que em Portugal e por tabela aqui nos Açores a liberdade de imprensa começou a fazer o seu caminho, Saramago era nome não passava despercebido, pelo menos nalguma imprensa. Mas, se não o ignorava, de obras como: “Manual de Pintura e Caligrafia”, “ Levantado do Cão”, “Memorial do Convento”, “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, “A Jangada de Pedra” e “História do Cerco de Lisboa”, pouco mais conhecia do que o título, e as opiniões, avulsas, que delas alguns amigos tinham, de modo especial os mais identificados com “a cartilha comunista”, “catecismo” que encontravam transcrito em muitas das páginas de alguns destes títulos.&lt;br /&gt;Foi Sousa Lara o grande responsável pela minha aproximação à obra de Saramago. O radicalismo do então Subsecretário de Estado da Cultura de Cavaco Silva, o seu prepotente espírito censório e a sua consumada reprovação da candidatura do “Evangelho Segundo Jesus Cristo” a Prémio Literário Europeu em 1992 empurraram-me com força para a aquisição do livro em causa. Foi o primeiro de muitos (quase todos). Depois deste, lido e relido como literatura de viagem numa das vezes que fui a Israel (e o usei como guia para alguns dos percursos), havia que recuperar o tempo perdido, constatando que pelo menos “Memorial do Convento” e “O Ano da Morte de Ricardo Reis” deram real conta do quanto havia até então perdido. Como imperdível (para mim o melhor) é também “Ensaio Sobre a Cegueira”, o primeiro comprado em 1ª edição, quando fresca ainda estava a sua tinta, e se apresenta como um representativo exemplo da enorme capacidade analítica, criativa e descritiva de Saramago.&lt;br /&gt;Já encerrando o livro, tropeçando nas vírgulas que substituem pontos e são marca da escrita de Saramago, o autor, encarnando o médico, e respondendo à pergunta: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Por que foi que cegamos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”, oferece-nos esta preciosa pérola: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“(…) &lt;strong&gt;Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem.&lt;/strong&gt;”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Tem razão, e não há mais nada a dizer! Como não deixa de ter alguma razão quem disse: “&lt;em&gt;não há palavras. Saramago levou-as todas&lt;/em&gt;”. Não foi bem assim, mas foi quase!&lt;br /&gt;A última grande ironia de José Saramago foi ser cremado e mesmo assim permanecer entre os que têm direito a vida eterna. O que não deixa de ser um justo merecimento!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 22/06/10; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-8955072853771055773?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/8955072853771055773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/8955072853771055773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/06/saramago.html' title='Saramago'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TCEty0EQKBI/AAAAAAAAA9g/TFaxLuWJ7LM/s72-c/Saramago.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-62970667767421797</id><published>2010-06-08T08:43:00.009Z</published><updated>2010-06-08T17:22:37.948Z</updated><title type='text'>6 de Junho; e já lá vão 35 anos</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;........&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TA4GSwfu0DI/AAAAAAAAA9Y/kAjRqLNa6lY/s1600/6Junho1975_500.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480324715881877554" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 251px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TA4GSwfu0DI/AAAAAAAAA9Y/kAjRqLNa6lY/s320/6Junho1975_500.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TA4EFGWIhmI/AAAAAAAAA9I/QDsrr7sK5N0/s1600/6Junho1975_3_134.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480322282205775458" style="WIDTH: 134px; CURSOR: hand; HEIGHT: 90px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TA4EFGWIhmI/AAAAAAAAA9I/QDsrr7sK5N0/s320/6Junho1975_3_134.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TA4D8IO2NwI/AAAAAAAAA9A/cZaqG0fUBBk/s1600/6junho1975_134.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480322128093263618" style="WIDTH: 134px; CURSOR: hand; HEIGHT: 90px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TA4D8IO2NwI/AAAAAAAAA9A/cZaqG0fUBBk/s320/6junho1975_134.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TA4DuoqOndI/AAAAAAAAA84/uFxwB3LAWLI/s1600/6Junho1975_1_134.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480321896279875026" style="WIDTH: 134px; CURSOR: hand; HEIGHT: 90px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TA4DuoqOndI/AAAAAAAAA84/uFxwB3LAWLI/s320/6Junho1975_1_134.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;xigiu-se Independência para os Açores, conquistou-se a autonomia com que nos governamos. Contudo, atenção, muita atenção: ao contrário do que muitos pretendem fazer constar, não foi aquela a primeira vez que nestas ilhas os anseios de Autodeterminação e Independência eclodiram. Esta é outra verdade quase sempre, e propositadamente, ignorada!&lt;br /&gt;De então para cá muito mudou. Em 1975 dizia-se que os Açores não tinham condições de ser independentes, que nem “fábrica para fazer cuecas” possuíam, dependendo, até nisso, de Portugal para sobreviver. Santa ingenuidade. Como se não fosse a soberania, este bem de valor incalculável, a grande panaceia, e solução para transpor ou até eliminar dificuldades; basta olhar para o que se passa em Cabo Verde.&lt;br /&gt;Podemos também olhar para Portugal: hoje, e, sem mais nada fazer do que só deixar passar o tempo, verifica-se como na “pátria mãe”, não obstante o número de “fábricas para fazer cuecas” que tem, ou que já teve, são enormes (tão ou mais graves do que os que teriam uns Açores Independentes) os problemas que apresenta para manter a sua própria soberania, se é mesmo que ainda a detém – recordo uma das últimas visitas do Primeiro Ministro de Portugal a Bruxelas, e da sua radical mudança de política e de discurso, a partir daí: “o mundo mudou”, passou então a dizer! Uma “mãe pátria” que, tal como outrora aconteceu com o Brasil e muito mais tarde com Angola, usa e abusa dos Açores, uma das duas “jóias da Coroa” que lhe restam do vasto Império, como mais valia negocial junto da UE, e dos EUA.&lt;br /&gt;De então para cá – dizia eu – muito mudou, mas nem tudo mudou para melhor: não faltam, agora, portos, aeroportos, estradas e outras construções. Escasseia, isso sim, gente, sobretudo gente com a mesma têmpera daqueles que da terra, especialmente colocando-a produzir, tal como aconteceu com a laranja, conquistaram a nata da Europa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Queiram ou não, o 6 de Junho de 1975 está para a autonomia dos Açores – e da Madeira – como 25 de Abril de 1974 para a democracia em Portugal!&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se não, vejamos: já após a Revolução dos Cravos, em Portugal, como se ainda fosse “o tempo da outra senhora”, o MAI da altura, preparava uma nova divisão administrativa do território transformando os Açores numa província – porventura adjacente –, que com outras oito parcelas (Madeira e mais cinco províncias em “terra firme”) corporizariam o projecto de regionalização ao tempo em curso, dotado de autonomia político administrativa. Só após o “6 de Junho”, e – por mais que desagrade a alguns – em consequência directa deste, se pensou ir mais além no que aos Açores e à Madeira dizia respeito. Mas os efeitos imediatos do “6 de Junho” não se ficaram por aí. Só após o “6 de Junho”, ainda “na ressaca” dos acontecimentos em Ponta Delgada, e usando a estratégia "de amansar" que tanto efeito tem e ainda hoje é muito adoptada e resulta, o Conselho da Revolução determina como medidas a implementar nos Açores, entre outras: a atribuição imediata de 100.000c ao Plano Pecuário dos Açores; um significativo apoio ao sector das pescas e conservas de peixe; a urgente cobertura médica do arquipélago; e até, imagine-se, a instalação de um Secretariado Regional da Banca.&lt;br /&gt;Hoje para continuar a dar sentido ao 6 de Junho, há que olhar em frente e ser cada vez mais exigente: não ter de pedir licença para ensinar ao Povo a que pertencemos a nossa própria História, nela incluindo todos os 6 de Junho que precederam o de 1975, entre outros, o de 1 Março de 1821, ou o de 2 de Março de 1895; revoltarmo-nos contra leis que nos conotam com o fascismo por defendermos a independência da nossa terra; indignarmo-nos por nos impedirem de organizar em partidos aqui originários, único modo democrático de lutar, sem subtilezas, pelos nossos próprios interesses. E também, que haja coragem: já tarda a institucionalização do 6 de Junho, dar nome a uma rua é manifestamente muito pouco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 08/06/10; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-62970667767421797?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/62970667767421797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/62970667767421797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/06/6-de-junho-e-ja-la-vao-35-anos.html' title='6 de Junho; e já lá vão 35 anos'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/TA4GSwfu0DI/AAAAAAAAA9Y/kAjRqLNa6lY/s72-c/6Junho1975_500.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-2620048082963309786</id><published>2010-05-25T13:21:00.009Z</published><updated>2010-06-05T16:46:17.905Z</updated><title type='text'>Falhar na segunda, fugir à terceira</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S_vQLKk9TXI/AAAAAAAAA8w/GITUqX1KTEY/s1600/ChegadaVPereira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475198662235475314" style="WIDTH: 125px; CURSOR: hand; HEIGHT: 154px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S_vQLKk9TXI/AAAAAAAAA8w/GITUqX1KTEY/s320/ChegadaVPereira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S_vQEd_kBgI/AAAAAAAAA8o/jIh268gBmfE/s1600/VPereira2009_2010.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475198547188254210" style="WIDTH: 125px; CURSOR: hand; HEIGHT: 154px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S_vQEd_kBgI/AAAAAAAAA8o/jIh268gBmfE/s320/VPereira2009_2010.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S_vP7WTQAeI/AAAAAAAAA8g/drfiimQ-rbM/s1600/VP_correndo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475198390504522210" style="WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 262px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S_vP7WTQAeI/AAAAAAAAA8g/drfiimQ-rbM/s320/VP_correndo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;á momentos que podem marcar toda uma vida, ou carreira. São por regra ocasiões em que alguém, ora por não saber avaliar a hora certa para sair em grande (perceber quando não tem capacidade de acrescentar mais ao desígnio / quando já não é factor de progresso, ou de diferença em relação ao passado), ou, no outro extremo, quando interrompe abruptamente um projecto, abandonando-o antes do tempo, fugindo assim à pressão e à responsabilidade do cumprimento de objectivos contratados, como, ao que parece, está a acontecer com o ainda treinador do CDSC, Prof. Vítor Pereira.&lt;br /&gt;É pena que assim seja. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pena porque macula sobremaneira o trabalho positivo por ele desenvolvido nas duas épocas que passou no CDSC. Pena porque representa “um passo atrás” no trajecto de pessoas e instituições que se empenham estoicamente por uma “nova ordem” para o futebol. Pena porque retira credibilidade ao que foi pelo próprio Vítor Pereira, dito e repetido várias vezes no final da época 2008/09, quando os métodos da “velha ordem” vingaram perante os que dizia defender, tendo na altura feito a apologia da força do trabalho em detrimento das “outras forças”.&lt;br /&gt;Até pessoalmente sinto pena: pena por mim, que acreditei no projecto; pena pelo CDSC, que dado o esforço feito merecia ver concluído o propósito, e com sucesso; mas também pena por Vítor Pereira, que independentemente do que possa vir a acontecer, e dos sucessos que ainda venha a obter, foi claramente o grande – para não dizer único – responsável pelo não cumprimento dos objectivos definidos, e quem, esgueirando-se sorrateiramente a meio do processo, não só inviabiliza uma forte possibilidade de cumprir completamente os desafios com que se comprometeu (apresentando-se depois como um verdadeiro vencedor), como, ainda, ao fugir – mesmo que para a frente –, não deixa de “dar parte de fraco”, saindo como um vencido.&lt;br /&gt;O Vítor Pereira da primeira época (2008/09) encantou. Com as enormes restrições orçamentais do CDSC soube construir uma equipa jovem, ambiciosa, que praticou bom futebol, patenteando exibições em casa – em especial na primeira volta – que agradaram e cativaram os adeptos e simpatizantes. Apenas houve um “se não”: foi muito além das expectativas, handicap que com o decorrer do tempo se haveria de revelar complicado de ultrapassar!&lt;br /&gt;O Vítor Pereira da segunda época (2009/10) falhou. Por pouco, mas falhou: as exibições em casa não conseguiram o brilho das da época anterior, faltando fulgor, capacidade de risco e um bom "plano B" - sobretudo para as equipas que nos estudaram e por isso não as conseguimos surpreender -, sobejando desperdício (defensivo e ofensivo) e passividade; a estabilidade emocional do grupo não evoluiu, repetindo-se, nos momentos chave, a “tremideira” que já se verificara – embora mais compreensivelmente – na época anterior; faltaram três ou quatro pontos, escassos quando comparados com os excessivos dezasseis perdidos em casa, porém os determinantes.&lt;br /&gt;O Vítor Pereira da terceira época (2010/11), ao que parece, “vai fugir”. E é pena!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Só espero que não se repita um “Manuel Fernandes II” (o Santa Clara ser o veiculo promovedor, ficando o promovido com fartas vantagens e o promotor com consideráveis prejuízos), já que, pelo que se vai lendo, de um “Paulo Sérgio II” &lt;/strong&gt;(terminar a época com a cabeça noutro clube, lesando significativamente o clube a que ainda está vinculado, no mínimo, negligenciando a programação e planeamento da época que se aproxima) &lt;strong&gt;já ninguém nos livra.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;ps – Escrito na manhã de sexta-feira, 21 de Maio de 2010 (assim me pediram no AO por a segunda-feira limite ser "o feriado da pombinha"), quando tudo ainda pode acontecer, ou não estivéssemos no universo que originou a já popular sentença, um dia ditada por Pimenta Machado: “no futebol o que hoje é verdade, amanhã pode ser mentira!”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#ccffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 25/05/10; “Cá à minha moda" (ligeiramente acrescentado) &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-2620048082963309786?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/2620048082963309786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/2620048082963309786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/05/falhar-na-segunda-fugir-terceira.html' title='Falhar na segunda, fugir à terceira'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S_vQLKk9TXI/AAAAAAAAA8w/GITUqX1KTEY/s72-c/ChegadaVPereira.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-7134166806142855885</id><published>2010-05-11T19:44:00.012Z</published><updated>2010-05-11T20:31:50.062Z</updated><title type='text'>Mário Soares, Cabo Verde e Açores</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.....................&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S-m7mFhV_cI/AAAAAAAAA8Y/-akcLcvsrmE/s1600/MarioSoares_500.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470109485409631682" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 248px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S-m7mFhV_cI/AAAAAAAAA8Y/-akcLcvsrmE/s320/MarioSoares_500.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S-m4cJb-gfI/AAAAAAAAA8Q/8rlLGdgZMHw/s1600/pt%7Dfla270.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470106016127287794" style="WIDTH: 270px; CURSOR: hand; HEIGHT: 179px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S-m4cJb-gfI/AAAAAAAAA8Q/8rlLGdgZMHw/s320/pt%7Dfla270.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S-m4OU5BnDI/AAAAAAAAA8I/9ePBBF2dmZI/s1600/bandeiraCVerde_270.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470105778683747378" style="WIDTH: 270px; CURSOR: hand; HEIGHT: 179px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S-m4OU5BnDI/AAAAAAAAA8I/9ePBBF2dmZI/s320/bandeiraCVerde_270.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ão célebres a “gaffes” de Mário Soares, tal como foi também célebre o seu observar visionário, e a sua capacidade de antecipar acontecimentos, embora muitas das soluções encontradas não fossem as mais adequadas. “Gaffes” e originalidades à parte, Mário Soares continua polémico, como aconteceu recentemente no colóquio “Vozes da Revolução: Guerra Colonial e Descolonização”, no ISCTE, com a descabida e tardia revelação: "Eu sempre achei que Cabo Verde não deveria ter sido independente, não assisti à independência de Cabo Verde por isso mesmo".&lt;br /&gt;Não posso concordar com Mário Soares. Nisto, como noutras coisas, estamos nos antípodas. Cabo Verde, felizmente, é já independente. Tal como o deveriam ser, também: os Açores, a Madeira e as Canárias. E determinante aqui não é o facto de Cabo Verde ser ou não África, que a ter em conta aquilo que Mário Soares diz que pensava, o não seria propriamente. Determinante sim é, para os arquipélagos do Atlântico Norte, que o incalculável valor da sua soberania é aquilo que mais pode contribuir para os desenvolver, fazer progredir, e, consequentemente, garantir melhores condições de vida aos habitantes de nações tão singulares, e valiosas, como os quatro arquipélagos macaronésicos.&lt;br /&gt;É indiscutível que “o factor autonomia”, de 1975 para cá, trouxe aos Açores – e à Madeira – um indubitável desenvolvimento. Mas, mesmo sem recorrer a sofisticados estudos comparativos, &lt;strong&gt;só por má fé se não admite que Cabo Verde, neste mesmo período, em termos relativos –&lt;/strong&gt; as potencialidades dos Açores e de Cabo Verde são incomparavelmente diferentes, tal como diferente, também para pior, era em 1975 o ponto de partida de Cabo Verde em relação aos Açores &lt;strong&gt;–, progrediu mais que os Açores.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Cabo Verde tem percorrido um invejável percurso, com os cabo-verdianos mostrando-se orgulhosos por viverem num país independente; um dos mais jovens do mundo, e o único dos PALOP, africano, em que a vida das populações melhorou após a independência. Não seria necessário muito mais para demonstrar as vantagens “do factor independência”. Mas há mais, bastante mais. Cabo Verde, apesar da mísera herança dos cinco séculos de dominação portuguesa (falta de luz eléctrica, de esgotos, de estradas e de escolas, com as poucas existentes apresentando um elevado défice de condições e professores), e não obstante a sua condição de deserdado pela mãe natureza (com falta de água potável, escassez de terra arável, com tudo isso causando uma enorme dependência de bens alimentares), é hoje, e cada vez mais, um país promissor, que ao invés da maioria dos seus congéneres africanos, tem revelando uma gestão eficiente e reprodutiva dos apoios internacionais que recebe, fazendo disso a chave do seu sucesso, um êxito que persevera. Vejamos: Ainda recentemente o Índice da Liberdade de Imprensa (RSF) colocou Cabo Verde entre os 50 países do Mundo com maior liberdade de imprensa (44º lugar), isso, enquanto Portugal, no mesmo período, descia do 16º para o 30º lugar. Significativo. E este é só mais um exemplo!&lt;br /&gt;Por cá, Açores, onde para alguns as semelhanças com Cabo Verde ficam só pelo facto de também sermos um arquipélago desabitado quando os portugueses aqui chegaram – para outros, nem isso! –, só por estarmos mais a Norte, e porque a nossa mestiçagem é claramente mais europeia do que africana, fomos vítimas daqueles que em 1975 transpuseram o “Muro de Berlim” para o Atlântico.&lt;br /&gt;Mas, acredito, melhores dias advirão!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 11/05/10; “Cá à minha moda"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-7134166806142855885?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/7134166806142855885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/7134166806142855885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/05/mario-soares-cabo-verde-e-acores_11.html' title='Mário Soares, Cabo Verde e Açores'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S-m7mFhV_cI/AAAAAAAAA8Y/-akcLcvsrmE/s72-c/MarioSoares_500.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-3001151664050175100</id><published>2010-04-27T17:52:00.006Z</published><updated>2010-04-28T17:41:24.574Z</updated><title type='text'>175 anos do AO: muito mais que uma vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S9cl_4dofqI/AAAAAAAAA7w/j4t99YIFxRU/s1600/ManuelAntonioVasconcelos_270.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464878452256046754" style="WIDTH: 256px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S9cl_4dofqI/AAAAAAAAA7w/j4t99YIFxRU/s320/ManuelAntonioVasconcelos_270.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S9cl5ys8JaI/AAAAAAAAA7o/O0gG7EArRmk/s1600/Capa-1.2_270.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464878347630421410" style="WIDTH: 256px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S9cl5ys8JaI/AAAAAAAAA7o/O0gG7EArRmk/s320/Capa-1.2_270.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Açoriano Oriental comemorou, aliás, continua e irá continuar a comemorar ao longo do ano, o seu centésimo septuagésimo quinto aniversário. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São muitos anos, uma longa vida, tantos que faz dele o decano dos jornais açorianos, o mais antigo jornal escrito em língua portuguesa, e um dos mais antigos da Europa!&lt;br /&gt;Tilintadas as “flutes”, libado o “champanhe”, remetidos de novo “para a naftalina” os trajes de gala, nada melhor para celebrar a obra do que aqui trazer, também, o seu criador.&lt;br /&gt;Ao contrário do periódico que criou, Manuel António de Vasconcelos teve uma vida relativamente curta (1796-1844), em conturbados tempos, de guerra civil e mutação política. Este vigoroso açoriano, um fruto do meio rural micaelense, nado e criado na emblemática Bretanha, desde cedo convertido aos ideais liberais, e, nestes, militando com desmedido zelo – por vezes radicalmente – na sua margem extrema, foi um baluarte na defesa intransigente dos Açores, do seu Povo, em especial das suas camadas mais desfavorecidas. Entre outros testemunhos, isso mesmo se pode aferir nas suas muitas intervenções na Câmara dos Deputados, em Portugal, numa em especial, onde denunciando a fome que grassava nos Açores, e, simultaneamente, os que matando à fome aqueles que aqui trabalhavam a terra faziam lucro fácil com a exportação de cereais para Portugal, afrontou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“ (…) que das produções dos Açores uma grande e considerável parte vem para Portugal, porque existem aqui muitos proprietários de lá, e é essa uma sangria que está desatada por onde se derrama o sangue dos podres dos Açores para Portugal (…)”.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Faz cada vez mais falta, quem, como Manuel António de Vasconcelos, combativo e não menos altruísta, servindo e não procurando servir-se, empenhando bens, saúde e até a própria vida, atenda defender as causas em que acredita, sobretudo quando nestas sobressaem as liberdades cívicas e a defesa soberana da terra que o viu nascer.&lt;br /&gt;O “Açoriano Oriental”, açoriano sim, mas açoriano oriental também (não fosse ele herdeiro dos ideais emancipadores de 1821 &lt;strong&gt;-&lt;/strong&gt; dissimulada na parede sob a sombra de velhos plantámos, lá está, em Santa Clara, na única rotunda por aqui existente durante muitos anos, dita “Rotunda da Autonomia” mas de facto Rotunda do Governo Interino, uma marca indelével da época), foi, também, quase sempre, o grande pendão da “Livre Administração dos Açores pelos Açorianos”. Bem vistas as coisas, antes da “Livre Administração dos Açores pelos Açorianos” se transformar no slogan que o 2 de Março de 1895 imortalizou, o Açoriano Oriental já apontava uma “livre administração” que pusesse fim à “livre exploração”, de que a “livre exportação” dos cereais era disso só um exemplo!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Talvez por isso, e também por ter sido assinado por quem foi, não deixa de ser significativo o título escolhido por um dos convidados de honra da edição comemorativa do 175º aniversário daquele que é um dos mais antigos jornais europeus: “Imprensa livre, Açores livres”.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gostei. E muito mais gostaria se, acompanhando as cativantes palavras, tal como já antes o foram; “Governo dos Açores”, actos e acções eficazes as prosseguissem.&lt;br /&gt;Regressado ao Açoriano Oriental, de agora, final desta primeira década do século XXI, permitam-me convosco partilhar o quanto me sinto honrado em, “cá à minha moda”, publicar num jornal cujas páginas outrora acolheu tão insignes açorianos, a começar pelo próprio Manuel António de Vasconcelos, mas também: Antero, Vitorino, Natália, e outros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 27/04/10; “Cá à minha moda"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-3001151664050175100?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/3001151664050175100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/3001151664050175100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/04/175-anos-do-ao-muito-mais-que-uma-vida.html' title='175 anos do AO: muito mais que uma vida'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S9cl_4dofqI/AAAAAAAAA7w/j4t99YIFxRU/s72-c/ManuelAntonioVasconcelos_270.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-3103021666669371049</id><published>2010-04-13T15:30:00.005Z</published><updated>2010-04-13T15:40:45.849Z</updated><title type='text'>O Sonho comanda a vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S8SPjXGYDxI/AAAAAAAAA7g/dH67hkLOi70/s1600/Interior_270x200.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459646485938835218" style="WIDTH: 270px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S8SPjXGYDxI/AAAAAAAAA7g/dH67hkLOi70/s320/Interior_270x200.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S8SPctozBBI/AAAAAAAAA7Y/i9pqDOLogRI/s1600/JPF_12042010_270x200.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459646371729703954" style="WIDTH: 270px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S8SPctozBBI/AAAAAAAAA7Y/i9pqDOLogRI/s320/JPF_12042010_270x200.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Partilhar o sonho (01Setembro2007)&lt;span style="color:#ccffff;"&gt; .......&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Ver nascer a realidade (12 Abril 2010)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;D&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;eve ser uma tristeza, um “inferno”, viver sem sonhos. Pior mesmo, só passar pela vida sem capacidade de sonhar. Não me refiro a sonhos comezinhos, quimeras triviais, do tipo das que basta “estar parado”, crer, esperar sem nada fazer, pois de tão banais que são, será só uma questão de tempo o assistir à sua realização. Aludo isso sim, a sonhos amplos, aos sonhos que alavacam visões rasgadas, àqueles sonhos que muitos apelidam de utopias, e que, até, por vezes, durante muito tempo não passam disso mesmo: utopias! Sonhos que, é verdade, nem sempre se realizam, mas aquando da sua concretização “enchem a alma” e fazem transbordar de alegria os que ousaram sonhar, bem como também fazem esquecer as dificuldades, que sempre existem, e muito consomem, quantos se empenham em transformar o virtual em realidade palpável.&lt;br /&gt;Estes sonhos, os grandes sonhos, os sonhos que assinalam a sua concretização muito antes desta ser visível a muitos, têm pelo menos três importantes momentos:&lt;br /&gt;Primeiro. O sonhar propriamente dito. Uma ocasião descrita por António Gedeão em poema que para além de oferecer título a este texto, entre o muito mais, ensina-nos também isso: “&lt;em&gt;quando o homem sonha / o mundo pula e avança / como bola colorida / nas mãos de uma criança&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;Segundo. O de lutar tenazmente pela concretização do sonho. Momento muito bem retratado num outro poema, lírica popularizada também pela voz do Padre Fanhais, cantando: “&lt;em&gt;vem, vamos embora / esperar não é saber / quem sabe faz a hora / não espera acontecer&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;Terceiro. O assistir à realização do sonho (o que nem sempre acontece). É este o melhor momento, o mais gratificante, aquele em que os que passaram pelos dois anteriores – e só estes –, umas vezes alimentando a esperança que outros tentaram derrubar, outras, não menos significativas, cerrando dentes e fileiras por forma a ultrapassar os obstáculos e contratempos surgidos, podem, por fim, tactear, sentir, e continuar a sonhar, sim, mas agora já com o fruir do sonho que ajudaram a realizar.&lt;br /&gt;Foi um destes momentos que se viveu, quase que por acaso, recentemente. E conta-se em poucas palavras:&lt;br /&gt;Na passada quinta-feira, terminada que estava mais uma longa sessão de trabalho do grupo “Santa Clara – Vida Nova”, os últimos a dispersar, respondendo ao apelo de uma noite que a isso convidava, fizeram uma breve visita ao “Jardim Padre Fernando” que já está em adiantada fase de conclusão: Já lá estão montados alguns dos equipamentos de diversão infantil. Às poucas árvores, algumas seculares, que resistindo ao aterro se transformaram no pouco que restou da “Mata da Doca”, foram acrescidas largas dezenas – se não mesmo centenas – de outras. É imenso, contando-se aos milhares, o número de plantas e arbustos no entretanto ali plantados. Mas, é a qualidade do projecto, o bom gosto, o ar limpo e arejado que aquele local agora apresenta, aquilo que mais simboliza a marca da “nova” Santa Clara com que “Santa Clara – Vida Nova” soube sonhar.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pode haver quem já não se lembre, mas há também quem não esqueça que há pouco mais de três anos aquele espaço mais não era do que uma “sala de chuto” ao ar livre, na sombra de araucárias, protegida dos olhares por moitas de silvas, recebendo dezenas de visitas por dia. “Sala de chuto” onde já nem faltavam, por perto, também camufladas entre silvados e arbustos, as barracas e outros abrigos clandestinos que estes lugares costumam atrair&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Felizmente já não é assim. O pérfido tornou-se benéfico. E não é sonho, é realidade!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 13/04/10; “Cá à minha moda"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-3103021666669371049?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/3103021666669371049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/3103021666669371049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/04/o-sonho-comanda-vida.html' title='O Sonho comanda a vida'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S8SPjXGYDxI/AAAAAAAAA7g/dH67hkLOi70/s72-c/Interior_270x200.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-3748581248749517371</id><published>2010-03-30T19:23:00.007Z</published><updated>2010-04-06T09:40:04.059Z</updated><title type='text'>PEC, de “Provação Em Contínuo”, para alguns</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S7JS6XIVuHI/AAAAAAAAA7Q/oxhfXI21zMQ/s1600/pec1_225.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454513261293975666" style="WIDTH: 225px; CURSOR: hand; HEIGHT: 225px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S7JS6XIVuHI/AAAAAAAAA7Q/oxhfXI21zMQ/s320/pec1_225.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S7JSzQrU0_I/AAAAAAAAA7I/qZyu-bnNieo/s1600/pec1_225.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454513139302585330" style="WIDTH: 225px; CURSOR: hand; HEIGHT: 225px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S7JSzQrU0_I/AAAAAAAAA7I/qZyu-bnNieo/s320/pec1_225.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S7JRuJTe7xI/AAAAAAAAA6o/jhIsJhysB70/s1600/armando-vara-caixa-peixe_150.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454511951912562450" style="WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S7JRuJTe7xI/AAAAAAAAA6o/jhIsJhysB70/s320/armando-vara-caixa-peixe_150.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S7JRbadmCLI/AAAAAAAAA6g/yePyois-pBQ/s1600/isaltino-socrates-dias-loureiro-gangsters_150.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454511630100859058" style="WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S7JRbadmCLI/AAAAAAAAA6g/yePyois-pBQ/s320/isaltino-socrates-dias-loureiro-gangsters_150.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S7JRPhuVIZI/AAAAAAAAA6Y/6Au_ftmhrco/s1600/vitorconstancioempresti_150.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454511425891672466" style="WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S7JRPhuVIZI/AAAAAAAAA6Y/6Au_ftmhrco/s320/vitorconstancioempresti_150.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;D&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;e uma forma mais próxima da verdade futebolística – “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o que hoje é verdade amanhã pode ser mentira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;” – do que do que da socrática, o Plano de Estabilidade e Crescimento a cada dia que passa tem vindo a revelar as desagradáveis surpresas que contém. Um PEC que parece mais talhado para desequilibrar do que estabilizar, e que, como tudo o indica, irá fazer mingar ainda mais, ao contrário da pretensa medrança que anuncia. Com ele, uns, a grande maioria, ainda vergados pelo esforço exigido para equilibrar um deficit para o qual pouco ou nada contribuíram, são de novo obrigados a mais sacrifícios, outra vez com o pressuposto de esmagar a maldita cifra, valor que ainda muito antes de se notar ter baixado para o patamar apontado como pretexto da primeira vaga de agruras, já havia disparado – não obstante o empenho em o esconder – para um nível superior ao triplo do objectivo intentado. Cortar nos ordenados e salários (os mais baixos da EU), aumentar impostos (sim, porque anular ou limitar deduções à colecta, para mais quando nem as despesas com saúde e educação escapam à rapina, é um claro aumento da carga fiscal) e destruir, com o que isso representa em termos do aumento do desemprego, aquilo que resta do débil sector produtivo (agricultura é o que se vê, indústria o que se está vendo, e mesmo no sector terciário, só um único segmento económico tem vitalidade: a política, já uma autêntica actividade económica!), são alguns dos efeitos práticos mais evidentes, e previsíveis, deste PEC.&lt;br /&gt;É óbvio que o mal não irá tocar a todos. Para outros, quase sempre os mesmos – um pequeno grupo de privilegiados –, o mal fadado PEC passa rapidamente de “Provação Em Contínuo” para garantia de “Privilégios Especiais de Corridas”: é assim no continuar a permitir a passagem, quase directa, dos bancos da escola para as bancadas parlamentares e/ou para as poltronas dos Conselhos de Administração no dito “Grupo Empresarial do Estado”(cada vez mais gordo com as mais que muitas Empesas Municipais, também elas farta manjedoura); &lt;strong&gt;assim é também no manter e reforçar da “panelinha” com as agora tão badaladas “Parcerias Público Privadas”, nas quais se acomodam os que, na volta – “uma mão lava a outra” –, vão ajudar a financiar, e ficar à disposição de quem lá os colocou;&lt;/strong&gt; assim não deixa de ser com as autênticas “vias verdes” atribuídas basicamente só e apenas por servilismo partidário, atalhos que permitem passagem, ágil e rápida, da condição de acanhados “yes men” para a útil e confortável condição de “boys” estrategicamente bem colocados. Para o que der e vier, digo eu!&lt;br /&gt;Com ou sem PEC, ainda assim é grande a “travessa de papas” colocada à disposição da casta dos privilegiados, assim continuando, por mais que digam o contrário, pelo menos enquanto houver o que rapar no “fundo do tacho”. É que não há (pelo menos daqueles que o poderiam fazer) quem queira acabar com o esquema, pois este permite, umas vezes mais outras menos – mas ininterruptamente e sempre aos mesmos –, ir aproveitando, nem que para isso seja necessário evocar, mesmo que em vão, o “interesse nacional”.&lt;br /&gt;É, como diz o povo, “a abelha procurando a parelha”, para assim, com estes ou outros protagonistas, um nunca mais acabar de rimas e parelhas se poderem fazer. Tais como: Varas e Loureiros rimando com banqueiros; Lino – ao que parece já na fila – e outros comensais aderentes a rimar com pontes, estradas, alcatrão, betão e cimentos; e todos eles entre si, mais os amigos, comparsas e familiares entoando com dinheiro. Muito dinheiro. Tanto que, melhor aplicado, com certeza, podia resultar num PEC diferente, mais maneiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 30/03/10; “Cá à minha moda" &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-3748581248749517371?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/3748581248749517371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/3748581248749517371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/03/pec-de-provacao-em-continuo-so-para.html' title='PEC, de “Provação Em Contínuo”, para alguns'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S7JS6XIVuHI/AAAAAAAAA7Q/oxhfXI21zMQ/s72-c/pec1_225.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-5086043135762043821</id><published>2010-03-17T08:40:00.006-01:00</published><updated>2010-03-18T08:47:05.809-01:00</updated><title type='text'>Brados de burro II (e ponto final)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S6Cl5RJRRzI/AAAAAAAAA5g/1UfX_Vka4oo/s1600-h/mucho-peso-burro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449537952391710514" style="WIDTH: 144px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S6Cl5RJRRzI/AAAAAAAAA5g/1UfX_Vka4oo/s320/mucho-peso-burro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S6Clu-csFEI/AAAAAAAAA5Y/ZTPMseoJ5Vs/s1600-h/Burro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449537775574193218" style="WIDTH: 82px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S6Clu-csFEI/AAAAAAAAA5Y/ZTPMseoJ5Vs/s320/Burro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S6ClnpikkHI/AAAAAAAAA5Q/QqsJkv7QbOw/s1600-h/burro1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449537649702637682" style="WIDTH: 126px; CURSOR: hand; HEIGHT: 144px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S6ClnpikkHI/AAAAAAAAA5Q/QqsJkv7QbOw/s320/burro1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; tal asno, jumento afectado por "pegadilhos" e um grandessíssimo cobarde, depois de ontem ter levado duas ou três ripadas pelas orelhas abaixo (muito mais por ser cobarde do que por ser jerico), armou-se em virgem pudica, e insinuando possuir a “educação esmerada” que segundo ele outros não têm, com a cobardia que lhe é habitual, tentou vitimar-se. Coitadinho!&lt;br /&gt;Asno. Cobarde. Aldrabão. Mentiroso compulsivo, e agora coitadinho.&lt;br /&gt;Se um animal destes, em vez de pretender só parecer, fosse efectivamente educado, com apenas um “Tá asno” (Asno: mote que segundo ele, quebrando o verniz, denuncia uma educação menos esmerada) e sem ter de se “esticar” até ao “Caguei-te Mariano” (vocabulário usado nos dignos salões que frequenta), resolvia o assunto.&lt;br /&gt;Mas como já disse, asnos são asnos, e com este asno em especial (jerico afectado, jumento frouxo), mais do que a sua educação, é o seu mau carácter, a cobardia com que se procura proteger e a hipocrisia que cultiva e o camufla o que me interessa denunciar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para ajudar a perceber isto é só passar pelo "Candilhes", mais concretamente &lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3539416239321631625&amp;amp;postID=1076615859184718042&amp;amp;isPopup=true"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-5086043135762043821?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/5086043135762043821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/5086043135762043821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/03/brados-de-burro-ii-e-ponto-final.html' title='Brados de burro II (e ponto final)'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S6Cl5RJRRzI/AAAAAAAAA5g/1UfX_Vka4oo/s72-c/mucho-peso-burro.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-5361014614895502588</id><published>2010-03-16T19:01:00.012-01:00</published><updated>2010-03-18T22:01:47.987-01:00</updated><title type='text'>Lusitânia: aproveitar para recordar</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S6CyCkHGYPI/AAAAAAAAA6A/xoDFP0nuufg/s1600-h/CUS_140Verde.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449551306241237234" style="WIDTH: 131px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S6CyCkHGYPI/AAAAAAAAA6A/xoDFP0nuufg/s320/CUS_140Verde.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S6Cq83H5vxI/AAAAAAAAA54/1UizC2oLwXE/s1600-h/scl%5B2%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449543511684267794" style="WIDTH: 171px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S6Cq83H5vxI/AAAAAAAAA54/1UizC2oLwXE/s320/scl%5B2%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S6CqmiAk-FI/AAAAAAAAA5w/YArp_g6ICzs/s1600-h/CUS_140Verde.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S6CqeLEMtzI/AAAAAAAAA5o/w7bN1Vq3Cr4/s1600-h/cdsc_Logo_140.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449542984461498162" style="WIDTH: 147px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S6CqeLEMtzI/AAAAAAAAA5o/w7bN1Vq3Cr4/s320/cdsc_Logo_140.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Emblemas originais; USEC/CUS (1921/22), S. C. Lusitânia (1922), CDSC (1927), &lt;span style="font-size:78%;"&gt;realçando-se a curiosidade de os dois clubes com afinidades ao Sporting, o União Sportiva e o Lusitânia, apresentarem uma águia (em rigor, um açor) no emblema, e aquele que seria mais tarde delegação do Benfica, um leão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;s últimas notícias, felizmente, reforçam a confiança de quantos alimentam a esperança do Sport Clube Lusitânia vir a encontrar uma saída para a dramática situação em que o se viu envolvido nos últimos anos. Uma esperança que, pelo menos no meu caso, é inversamente proporcional à vontade de ver esquecidos (o que mais quero é vê-los disseminados) os ensinamentos a retirar das graves consequências do desvario, da irresponsabilidade, do oportunismo, da leviandade, e até, como no caso do Santa Clara já se provou, da vigarice e do roubo, males que assolaram num passado recente – deixando marcas, vícios e hipóteses de trapaça para as quais não vai faltando quem persista no aproveitar – os dois principais emblemas desportivos dos Açores. Esbulho com alguns autores materiais já identificados, mas muitos, muitos mesmo, autores morais, cúmplices, e/ou outros responsáveis, gente que continua fingindo nenhum comprometimento ter tido no processo com a mesma desfaçatez com que, durante anos a fio, mantiveram “ouvidos moucos” aos avisos à navegação que alguns – poucos diga-se de passagem – nunca deixaram de emitir.&lt;br /&gt;E porque a trapaça e intrujice é sempre reprovável – não só quando se trata de bens fiduciários –, nunca é demais recordar que a honra e glória das instituições provém, em regra, da longevidade do seu percurso, dos êxitos que as mesmas acumulam ao longo deste, mas também da seriedade e verdade com que se pauta e escreve o seu historial.&lt;br /&gt;Os factos são factos, e ao contrário do que por vezes se diz, repetir uma mentira nunca a transforma em verdade. Bem pelo contrário, o prolongar de qualquer farsa retira sempre credibilidade a quem insistir em mantê-la, bem como espaço de manobra aos que, por estarem de boa fé, apenas necessitam obter o conhecimento necessário que lhes permita corrigir os efeitos de uma mentira intencionalmente imposta, o que nunca devia ter acontecido, e, sobretudo agora, não faz qualquer sentido manter. Aqui fica um naco de história.&lt;br /&gt;Aproximava-se a primavera do ano de 1922 quando o grupo dirigente do Instituto de Educação Física deu início aos melhoramentos no Campo Açores, recinto onde em Maio daquele mesmo ano, por ocasião das festas do Senhor Santo Cristo, se haveria de disputar uns célebres jogos entre micaelenses e terceirenses, sendo o grupo visitante, orientado por Bernardo Noronha, dirigido por Clemente Pamplona assim constituído: Machado Ávila, Jorge Soeiro Borges - Capitão -, Machado Freitas, Antóio Tavares, Alvaro Silva, José Pimentel, Amadeu Simões, Santos Nascimento, Malequiades Silveira, Tomaz da Silva, Correia de Lima, Inácio Pereira e Ferreira Neves. No grupo dos micaelenses, entre muitos outros (José Tavares, Jaime da Costa, José da Costa, Torrão, Manuel Rodrigues, Pereira Gomes, Manuel de Jesus - o madeirense -, Moisés, António da Cunha, Eduardo Costa, Egídio Costa e Alberto Castro), encontrava-se o jovem alferes José Joaquim de Souza, então já referido como “distinto sportsman” e à época responsável no IEF pelo futebol. Retribuindo a visita ocorrida no mês anterior, em Junho de 1922, por ocasião das festas de S. João de Angra, os “micaelenses” deslocam-se à Terceira, onde no Campo do Relvão tiveram lugar os jogos de futebol programados para a “desforra” das copiosas derrotas que os "terceirenses" averbaram no Campo Açores. Por esta altura (22 Junho de 1922), quiçá em consequência destes acontecimentos, mas com certeza como corolário da grande movimentação futebolística naquele e nos anos imediatamente anteriores verificada um pouco por todos os Açores, nasce o Lusitânia. Pouco depois, no início de Agosto de 1922, em Assembleia-geral para tal convocada, a União Sportiva dos Empregos do Comércio (USEC) alterou a sua designação para Clube União Sportiva (CUS). Na ocasião, José Joaquim de Souza, que entretanto já havia rompido com o IEF, tornara-se uma importante peça da organização futebolística do CUS. Alguns meses depois, no início de Outubro de 1922, mais uma vez com José Joaquim de Souza como pólo dinamizador, aconteceu a apresentação pública do Santa Clara Foot-ball Club, o primeiro dos “Santa Clara” com expressão fora do bairro. &lt;strong&gt;Só muitos anos depois aparece o Sport Club Santa Clara, e mais tarde ainda, entre a Primavera e o Verão de 1927, apadrinhado pelo Capitão Eduardo Reis Rebelo e alguns dos seus amigos e companheiros de armas (tenente João Joaquim Vicente Jr., João Baptista Rodrigues, Lúcio Agnelo Casimiro, Manuel Inácio de Sousa, Amável de Medeiros Casanova, e outros), nasce então Clube Desportivo Santa Clara, o terceiro e último dos “Santa Clara” federados, e aquele que chegou aos nossos dias&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sei que estas, tal como outras, noutras ocasiões proferidas, são verdades incómodas. Porém são verdades!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 16/03/10; “Cá à minha moda" (Revisto e acrescentado)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-5361014614895502588?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/5361014614895502588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/5361014614895502588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/03/lusitania-aproveitar-para-recordar.html' title='Lusitânia: aproveitar para recordar'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S6CyCkHGYPI/AAAAAAAAA6A/xoDFP0nuufg/s72-c/CUS_140Verde.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-7125608395416561131</id><published>2010-03-16T14:09:00.010-01:00</published><updated>2010-03-16T18:18:31.799-01:00</updated><title type='text'>Brados de burro</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S5_YIk_KWtI/AAAAAAAAA5I/XkRPjPkPCE4/s1600-h/mucho-peso-burro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449311716020738770" style="WIDTH: 144px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S5_YIk_KWtI/AAAAAAAAA5I/XkRPjPkPCE4/s320/mucho-peso-burro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S5-hz-uOEFI/AAAAAAAAA5A/AMB0TYhJcXs/s1600-h/Burro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449251988523847762" style="WIDTH: 82px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S5-hz-uOEFI/AAAAAAAAA5A/AMB0TYhJcXs/s320/Burro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;á um asno, não só asno como um grande asno, cobarde, que de há uns tempos para cá vem zurrando para que outros denunciem aquilo que ele, cobarde, não é capaz de denunciar (tampouco consegue explicar exactamente o que pretende). Aliás, nem para “dar a cara” pelas “encomendas” que faz, este asno, grande asno, hombridade tem!&lt;br /&gt;Asnos são asnos, e asnos há que, não satisfeitos com a sua condição de jericos, com os seus doentios “pegadilhos”, e ainda com a sua monstruosa cobardia, além de asneirarem compulsivamente, inventam e mentem.&lt;br /&gt;De tão asnos que são, até se imaginam suficientemente importantes para estarem na origem do que acontece com a caixa de comentários deste blog.&lt;br /&gt;Tristes asnos. Nem se enxergam!&lt;br /&gt;Como podem este tipo de animais, sem dignidade, eles sim, “material” que se compra e vende por tuta e meia, tentar denegrir aqueles que já derem bastas provas de não terem a sua voz, pena, ou consciência à venda? A começar quando não aceitam “encomendas”, praticamente inofensivas (basta comparar o putativo assunto com outros bem mais delicados), sobretudo porque vindas de asnos, anónimos e cobardes! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para ajudar a perceber isto é só passar pelo "Candilhes", mais concretamente &lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3539416239321631625&amp;amp;postID=1076615859184718042&amp;amp;isPopup=true"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-7125608395416561131?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/7125608395416561131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/7125608395416561131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/03/brados-de-burro.html' title='Brados de burro'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S5_YIk_KWtI/AAAAAAAAA5I/XkRPjPkPCE4/s72-c/mucho-peso-burro.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-7842431014846332658</id><published>2010-03-14T10:51:00.009-01:00</published><updated>2010-03-16T09:23:38.062-01:00</updated><title type='text'>Estreei-me: não foi tão difícil como suponha</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S50eargOMCI/AAAAAAAAA44/3Qq3lUg-daQ/s1600-h/baco.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448544567891472418" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 221px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S50eargOMCI/AAAAAAAAA44/3Qq3lUg-daQ/s320/baco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;U&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ma aposta/promessa ditou a minha estreia na “missa das seis da manhã”, no Farias, da Ribeira Grande.&lt;br /&gt;Quase no fim do almoço de sábado, por regra uns “chicharinhos”, no “Cigano”, ali em frente ao já totalmente atulhado molhe do castiço porto da Calheta de Pero de Teive, já tranquilizado com a bênção de Baco (sumo de uva, de cheiro, vindo, dizem, da Fajã do Calhau) e olhando o relógio por forma a não perdeu o CDSC vs Portimonense, em dia de chuva e vento, de tal forma que nem a pala da bancada central evitou uma valente molha, um amigo, que comia na mesa em frente, disse em voz alta para todos ouvirem:&lt;br /&gt;- Se o Santa Clara ganhar esta tarde, amanhã vou à missa das seis à Ribeira Grande!&lt;br /&gt;Explicada de que missa se tratava, e que a “capela” era o Farias, logo lhe retorqui:&lt;br /&gt;- Se ganhar, mas só se ganhar, liga-me para casa que vou lá ter contigo.&lt;br /&gt;E assim foi. Por volta das 20:00h do sábado lá recebi o seu telefonema, acertando a hora, e lembrando que ele, sacristão daquele templo, não faltaria. Acrescentou também que; se eu iria ou não, logo se veria! Ele é que, telefonando-me, já fizera a sua parte, e como bom "sacristão" não faltaria.&lt;br /&gt;E lá fui eu, hoje, logo pela manhã, para aquilo que julgava ser um sacrifício difícil. Mas não foi!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Claro que não é como o leite e os cereais do dia a dia, mas um dia não são cem dias, e foi por uma boa causa!&lt;br /&gt;Marchou a sopa de carne (quase toda, porque com a conversa, ao arrefecer, já não estava fácil terminar com o fundo do prato). Marchou também uma boa costeleta de porco, um bom naco de carne de vaca, as rodelas de chouriço e de morcela da conta, e três “meizinhos”; um por conta de cada golo, o último, o mais apetecido (até porque o golo correspondente foi um espectacular exercício de simplicidade) acompanhado com queijo de São Jorge e pão acabadinho de sair do forno. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Às 8:30 estava a cerimónia terminada, e eu com um anormal pequeno-almoço tomado, que acabou não sendo, como já referi, tão difícil como suponha (e a melhor prova do que digo é que aqui estou, quase logo de seguida, a relatá-lo).&lt;br /&gt;Já de regresso a casa no auto-rádio passava o “Dilalah”, do Tom Jones. Não sei porquê – será porque já não ouvia esta música há muitos anos? Ou terá sido mais uma vez obra de Baco? -, até porque é género que pouco aprecio, dei comigo a cantarolar a canção, que naquele contexto, até parecia musica celestial.&lt;br /&gt;Não me custa voltar a fazer promessas destas: venham mas é mais vitórias! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-7842431014846332658?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/7842431014846332658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/7842431014846332658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/03/estreie-me-nao-foi-tao-dificil-como.html' title='Estreei-me: não foi tão difícil como suponha'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S50eargOMCI/AAAAAAAAA44/3Qq3lUg-daQ/s72-c/baco.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-6880592720147538435</id><published>2010-03-02T13:47:00.008-01:00</published><updated>2010-03-16T19:04:34.047-01:00</updated><title type='text'>Madeira: solidariedade, sim, parar para pensar também!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S40qdpFaulI/AAAAAAAAA4w/TM5K9H7kVIQ/s1600-h/Funchal.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444054213293947474" style="WIDTH: 270px; CURSOR: hand; HEIGHT: 185px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S40qdpFaulI/AAAAAAAAA4w/TM5K9H7kVIQ/s320/Funchal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S40qMyVivQI/AAAAAAAAA4o/Xp3gxht0qd0/s1600-h/faja-do-calhau.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444053923719724290" style="WIDTH: 270px; CURSOR: hand; HEIGHT: 185px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S40qMyVivQI/AAAAAAAAA4o/Xp3gxht0qd0/s320/faja-do-calhau.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Trágédia anunciada : Clicar no link abaixo para ver video&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;a href="http://videos.sapo.pt/zcPn54VMPQWaL5NTJH9E"&gt;http://videos.sapo.pt/zcPn54VMPQWaL5NTJH9E&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;oucos serão aqueles que, melhor do que nós, ilhéus, e de forma cabalmente demonstrada, nós, açorianos, conhecem o que é viver em zonas, para tal, sob diversos aspectos, de elevado risco. Conviver amiúde com intempéries e catástrofes naturais, e resistir, ou “renascer”, logo após ser vítima das suas consequências, é outra característica que parece fazer parte do nosso ADN. Lidamos com tanta naturalidade com estas adversidades que, mesmo quando outros – em regra “de fora” – nos chamam à atenção para determinados perigos, ou para algumas situações graves às quais quase permanentemente, mesmo sem darmos disso conta, estamos expostos, ignorá-los, considerando serem exageradas as preocupações que manifestam, é o que, na maioria das vezes, fazemos. Só por isso, talvez – quero de tal convencer-me –, se pode justificar a continuada pouca atenção que é dada às questões que têm a ver com o ordenamento do território, ou mesmo a cumplicidade das diversas entidades na execução, desenvolvimento e implementação dos várioss planos e reservas (que por vezes parecem mais vocacionados para a valorização imobiliária do que para acautelar os fins para que efectivamente são criados), e/ou a passividade, se não mesmo negligência, com que lidam com aqueles que, quando confrontados com as regras que existem, habilidosa e sistematicamente as contornam.&lt;br /&gt;Perante tanta permissividade os efeitos saltam logo à vista, e são os próprios instrumentos supostamente vocacionados para o planeamento e ordenamento que disso melhor nos dão conta: é ver como, mesmo nas áreas onde o solo urbanizável ainda está muito longe de ficar completamente ocupado, as zonas destinadas a outros usos continuam sendo alvo facilitado da invasão do betão. É assim com a Reserva Agrícola, de forma mais comedida também com a Reserva Florestal, e até, como facilmente se verifica, tanto os leitos de cheia como a própria orla marítima (mesmo em zonas sujeitas a regulares sobressaltos e forte erosão) não escapam a tamanha pressão. Casos há que, não obstante a perigosidade do local, ao mesmo tempo que é efectuado um significativo esforço para o realojamento de uns, outros, de forma pouco prudente e a coberto de uma legalidade ambígua, insistem em construir.&lt;br /&gt;Ordenar o território, prática de planeamento cada vez mais necessária onde quer que seja, assume capital importância em ilhas, espaço territorialmente restrito e que tem como única fronteira o oceano. &lt;strong&gt;E porque a terra é um bem cada vez mais escasso, num tempo em que já nem o subsolo se livra de usos de duvidoso interesse – com consequências nefastas cada vez mais evidentes –, seria bom que alguém, com responsabilidades, se lembrasse que por cada m2 de alcatrão estendido e m3 de betão colocado, são mais uns quantos ares de solo que deixa de desempenhar as suas importantes funções de drenagem e absorção natural de águas pluviais, evidência que parece facilmente estendível por todos, excepto, pelos decisores.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;É no prevenir, não no remediar, que está o ganho. Depois do mal ficar feito pouco mais resta do que os habituais: “ai Jesus”, “Virgem Santíssima”, “meu querido Senhor Santo Cristo dos Milagres”, “Divino Espírito Santo”, “tende piedade de nós”!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 02/03/10; “Cá à minha moda"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;(ligeiramente alterado)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-6880592720147538435?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/6880592720147538435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/6880592720147538435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/03/madeira-solidariedade-sim-parar-para.html' title='Madeira: solidariedade, sim, parar para pensar também!'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S40qdpFaulI/AAAAAAAAA4w/TM5K9H7kVIQ/s72-c/Funchal.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-2428009776121022471</id><published>2010-02-17T10:15:00.010-01:00</published><updated>2010-02-19T10:00:48.767-01:00</updated><title type='text'>Já estou como o outro: Bom Carnaval</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S30o9svSLeI/AAAAAAAAA4g/hKzMbE261bQ/s1600-h/faca_o_culto_270.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439548965380042210" style="WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S30o9svSLeI/AAAAAAAAA4g/hKzMbE261bQ/s320/faca_o_culto_270.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S30o2g6FE2I/AAAAAAAAA4Y/hE9mJlN4FXU/s1600-h/carnivalJJ.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439548841945011042" style="WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S30o2g6FE2I/AAAAAAAAA4Y/hE9mJlN4FXU/s320/carnivalJJ.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E mais um MONTE de fotografias: anjos de duas faces, bruxas e ciganas vigiadas por um Zorro de acrílico, o tal, e a F. Chada bem acompanhada.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S30ojLd8HTI/AAAAAAAAA4Q/st2oOvmqvNE/s1600-h/SMIGUEL_CARNAVAL_2010%2520190_120.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439548509772324146" style="WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 80px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S30ojLd8HTI/AAAAAAAAA4Q/st2oOvmqvNE/s320/SMIGUEL_CARNAVAL_2010%2520190_120.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S30oeMufP9I/AAAAAAAAA4I/Znjrc9thR08/s1600-h/SMIGUEL_CARNAVAL_2010%2520174_120.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439548424210825170" style="WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 80px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S30oeMufP9I/AAAAAAAAA4I/Znjrc9thR08/s320/SMIGUEL_CARNAVAL_2010%2520174_120.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S30oXOnsoUI/AAAAAAAAA4A/GzON0nkL_eI/s1600-h/SMIGUEL_CARNAVAL_2_2010%2520079%5B_120.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439548304460128578" style="WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 80px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S30oXOnsoUI/AAAAAAAAA4A/GzON0nkL_eI/s320/SMIGUEL_CARNAVAL_2_2010%2520079%5B_120.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S30oQuyWgOI/AAAAAAAAA34/3J1gKdrLagw/s1600-h/SMIGUEL_CARNAVAL_2_2010%2520034_120.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439548192835666146" style="WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 80px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S30oQuyWgOI/AAAAAAAAA34/3J1gKdrLagw/s320/SMIGUEL_CARNAVAL_2_2010%2520034_120.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S3yCBZuhyHI/AAAAAAAAA3g/dp04oCCtLzM/s1600-h/faca_o_culto_270.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S3x44v_krLI/AAAAAAAAA3Q/KuHmp3sYRmw/s1600-h/faca_o_culto_270.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ão sendo esta quadra a melhor para tratar coisas sérias, foi em pleno Carnaval, num dos mais tradicionais “assaltos” de São Miguel, que, impressa na camisa do “mordomo da festa”, encontrei a chave de um socrático arcano que dura pelo menos desde que se tornaram públicos pormenores de uma célebre licenciatura, numa não menos célebre universidade, entretanto encerrada compulsivamente, não sem antes ter licenciado mais umas quantas celebridades. “Faça o culto”, lia-se na artística Tshirt, onde também constava uma caricatura do visado. Bingo, pensei eu – talvez inspirado pelo “barulho das luzes” –, aqui está a solução! É que, mais do que ironizar com “face oculta”, o caso, que tudo indica vai continuar e transformar-se em autêntica penitência quaresmal, a mensagem apontava, acertadamente, para a solução do problema real de que o personagem padece: um frustrado sentimento de adoração, de que parece estar carente quem, embora exímio no uso dos média, lida mal com as críticas e demais apreciações mais causticas que pela mesma via lhe são dirigidas. Só assim percebo, para mais porque vindo de quem usa a comunicação como um pilar da governação – muitas vezes raiando a propaganda –, que, quer a estridente insistência de Manuela Moura Guedes, o lúcido “pessimismo” de Medina Carreira, ou até a assertiva contundência de Mário Crespo, sejam um problema para resolver. Percebo mas não concordo: O verdadeiro problema, o problema que pode afectar todos e não só alguns, é o da escassa preparação e lastro (até democrático, pois é isso que o autoritarismo e a prepotência denunciam) de quem detém o poder; &lt;strong&gt;o problema, um sério problema, é que a política, poucos anos ainda haviam decorrido desde que deixara de ser monopólio de uns poucos, ainda antes de se consolidar como serviço público, já se transformara em actividade económica, “nicho de mercado” selvaticamente – embora a coberto da democracia – disputado por uns quantos;&lt;/strong&gt; o problema, o dramático problema, é que a ninguém, por pior que faça, é pedida responsabilidade. Bem pelo contrário, não faltam benesses para distribuir, nem baias douradas para os acolher. Tal como não faltam cintos para mandar apertar, sempre aos mesmos. E não é como o Carnaval, que são só três dias!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 16/02/10; “Cá à minha moda"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-2428009776121022471?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/2428009776121022471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/2428009776121022471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/02/ja-estou-como-o-outro-bom-carnaval.html' title='Já estou como o outro: Bom Carnaval'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S30o9svSLeI/AAAAAAAAA4g/hKzMbE261bQ/s72-c/faca_o_culto_270.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-8559829238276166229</id><published>2010-02-02T18:30:00.004-01:00</published><updated>2010-02-04T09:29:36.514-01:00</updated><title type='text'>Deformar a “Rua Formosa”</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S2qgZ7-koyI/AAAAAAAAA3I/KuNESZpNxE8/s1600-h/Aterro_Aeroporto_270_218.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434332267833238306" style="WIDTH: 270px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S2qgZ7-koyI/AAAAAAAAA3I/KuNESZpNxE8/s320/Aterro_Aeroporto_270_218.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S2qgO_vMs_I/AAAAAAAAA3A/icx7G5bpiBo/s1600-h/26293_270_218.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434332079863935986" style="WIDTH: 270px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S2qgO_vMs_I/AAAAAAAAA3A/icx7G5bpiBo/s320/26293_270_218.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Formosa e não segura, mas bem equilibrada com mamarrachos&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Q&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;uando, depois de andar algum tempo em redor de temas correlativos, tinha por fim pensado em deixar de “bater no ceguinho”, eis que a publicitação de um novo “mamatacho” (que embora embrulhado em “papel de oferta”, e por alguns docilmente classificado de “projecto moderno”, não deixa de estar destinado a camuflar e afiançar mais estorvo para a cidade) me veio obrigar a não cumprir o premeditado.&lt;br /&gt;Vistas amplas, e sólido sentido de subordinação do interesse individual, pessoal, ao interesse público, tiveram aqueles que ainda no século XIX, de forma visionária, e adoptando uma escala e rigor geométrico muito pouco habitual entre nós, projectaram a então Rua Formosa, hoje Rua de Lisboa (até na alteração do nome, a emenda à posteriori ficou muito aquém do original), indicando com um rasgo de modernidade a potencial zona de expansão da cidade. Anos depois, primeiro a Av. Roberto Ivens e logo a Príncipe do Mónaco, adoptando os mesmos parâmetros quando à escala e geometria, confirmavam claramente a direcção, e a amplitude desejada, para a expansão de Ponta Delgada. Já na “primavera marcelista”, tal como muitas vezes acontece quando se confunde inchaço com crescimento, o suposto “progresso” trouxe para ali um aeroporto, para, já em autonomia, e, sob o ponto de vista do ordenamento da área agravando ainda mais a situação, o seu prolongamento para Nascente (outros, mais ousados, prologavam para Poente, pelo mar adentro, tal como na Madeira), com o aberrante aterro que o sustenta, qual monstruoso abcesso artificial, desfigurar toda aquela zona.&lt;br /&gt;Mas isso são contas de outro rosário, regressemos ao que agora interessa.&lt;br /&gt;Hoje, século XXI, quando a tendência é deixar os carros fora das cidades e dotar estas de transportes públicos adequados (amigos do ambiente e cumprindo horários aceitáveis), eis que nos querem presentear com uma central de camionagem acoplada a um parque de estacionamento, tudo numa das principais vias de acesso ao centro da cidade, como se já não fosse suficiente o congestionamento de transito do local, mesmo fora das horas de ponta.Por este andar: construir, construir, quanto mais alto e compacto melhor, não obstante a oferta exceder em muito a procura (o que mais por aí há são ofertas de venda, e até empreendimentos inacabados, alguns quase ao abandono), ainda corremos o risco de ver demolir o Bairro Económico (passem por lá para ver o que é qualidade de vida quase no centro da cidade) para o rentabilizar como área de construção, permitindo ali mais uns não sei quantos “galinheiros de betão”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 02/02/10; “Cá à minha moda" (ligeiramente acrescentado)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-8559829238276166229?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/8559829238276166229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/8559829238276166229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/02/deformar-rua-formosa.html' title='Deformar a “Rua Formosa”'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S2qgZ7-koyI/AAAAAAAAA3I/KuNESZpNxE8/s72-c/Aterro_Aeroporto_270_218.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-1196657601449439706</id><published>2010-01-19T16:52:00.009-01:00</published><updated>2010-01-19T17:06:14.914-01:00</updated><title type='text'>Dos “Pinheiros” à “Rua do Lameiro”</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S1XzfptbetI/AAAAAAAAA24/pfiXmJ8-JR0/s1600-h/P1010001_136.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428512650962893522" style="WIDTH: 160px; CURSOR: hand; HEIGHT: 181px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S1XzfptbetI/AAAAAAAAA24/pfiXmJ8-JR0/s320/P1010001_136.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S1XzWmqciQI/AAAAAAAAA2w/NQn8kyxDjeM/s1600-h/P1010001_136.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428512495526250754" style="WIDTH: 149px; CURSOR: hand; HEIGHT: 181px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S1XzWmqciQI/AAAAAAAAA2w/NQn8kyxDjeM/s320/P1010001_136.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S1XzE83RCrI/AAAAAAAAA2o/G1chlOMZumg/s1600-h/P1010002_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428512192247958194" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S1XzE83RCrI/AAAAAAAAA2o/G1chlOMZumg/s320/P1010002_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;R&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ecuar, por vezes é bom. No caso em concreto, bom e sensato. Feio é fingir que não se avançou só para evitar admitir recuos. Restará saber – ficará para mais tarde – se o passo atrás foi, finalmente, sinal de que o bom senso começa a imperar sobre a teimosia e a prepotência, ou se, pura e simplesmente, em função dos cenários anunciados, é já uma antecipada táctica eleitoral que a isso obrigou. De qualquer forma, “haja Deus”, especialmente por se tratar do “Parque dos Pinheiros”.&lt;br /&gt;Bem vistas as coisas, não é de estacionamento, muito menos pago, aquilo de que Ponta Delgada mais necessita: carece isso sim, “como de pão para a boca”, de bom planeamento, e de uma boa rede de transportes públicos. Ou não tivesse o centro de Ponta Delgada duas ou três vezes mais lugares de estacionamento do que casas habitadas, sendo, como se sabe, praticamente inexistente o sistema de transportes públicos, urbano e interurbano, que o serve! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Veja-se o exemplo Santa Clara, cuja viagem até ao centro é excessiva para fazer a pé, e demasiado curta para, racionalmente, ser feita de carro. E quem diz Santa Clara, diz Relva, Arrifes, Fajã de Baixo, Fajã de Cima (para não ir mais longe), onde, obedecendo a modelos noutros locais já desde há muito tidos como más soluções de urbanismo, nascem como cogumelos novos aglomerados, com moradores que, claro, não têm outro remédio senão ir de carro para o centro.&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;E, assim continuando, podem duplicar ou triplicar os lugares de estacionamento que estes serão sempre insuficientes.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Voltemos ao Parque dos Pinheiros. Lembram-se que aquilo passou de terreiro para o que hoje é quando ainda confinava com o seminário? Lembram-se que na altura se construía ali perto – Rua do Castilho – o primeiro auto silo da cidade? Será que nos “Pinheiros” – onde até atingir a cota da Rua do Conde, se calhar, é mais fácil fazer dois ou três pisos subterrâneos do que apenas um no Campo São Francisco – o estacionamento subterrâneo não substituía com vantagem o silo da Rua do Castilho?&lt;br /&gt;Bom, pelo menos maior fluidez de trânsito na Machado dos Santos e nas suas paralelas e ortogonais haveria com certeza!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 19/01/10; “Cá à minha moda" &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-1196657601449439706?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/1196657601449439706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/1196657601449439706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/01/dos-pinheiros-rua-do-lameiro.html' title='Dos “Pinheiros” à “Rua do Lameiro”'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S1XzfptbetI/AAAAAAAAA24/pfiXmJ8-JR0/s72-c/P1010001_136.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-8633224205063098086</id><published>2010-01-05T16:46:00.007-01:00</published><updated>2010-01-06T10:36:17.497-01:00</updated><title type='text'>Torres do Dubai</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S0R1b0mexJI/AAAAAAAAA2g/D5Nha_CG8H0/s1600-h/PaimRamalho_272.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423588972097881234" style="WIDTH: 272px; CURSOR: hand; HEIGHT: 204px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S0R1b0mexJI/AAAAAAAAA2g/D5Nha_CG8H0/s320/PaimRamalho_272.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S0R1QD-ML6I/AAAAAAAAA2Y/dMzx9N5tloo/s1600-h/Pain_2_272.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423588770065428386" style="WIDTH: 272px; CURSOR: hand; HEIGHT: 204px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S0R1QD-ML6I/AAAAAAAAA2Y/dMzx9N5tloo/s320/Pain_2_272.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S0RyzFMxRxI/AAAAAAAAA14/wKrsgNLfM6g/s1600-h/dubai-_2_320x320.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423586073155553042" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S0RyzFMxRxI/AAAAAAAAA14/wKrsgNLfM6g/s320/dubai-_2_320x320.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S0N_0vkqDXI/AAAAAAAAA1w/XifLBJ0UYPk/s1600-h/BurjDubai_225_320.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423318920384351602" style="WIDTH: 225px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S0N_0vkqDXI/AAAAAAAAA1w/XifLBJ0UYPk/s320/BurjDubai_225_320.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S0N_v_kliyI/AAAAAAAAA1o/g9YowbtkhyU/s1600-h/Pain_2_320.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; “Burj Dubai” (por razões óbvias, na última da hora batizada de Burj Khalifa), com cerca de 800 metros de altura, actualmente o arranha-céus mais alto do mundo, um investimento colossal de cerca de mil milhões de euros cuja rentabilização começou a ser posta em causa antes mesmo da obra conhecer o seu fim, foi inaugurada ontem (hoje, 4/01/2010, dia em que escrevo), aproximadamente seis anos após o início da sua construção.&lt;br /&gt;Irónico – ou talvez não –, é que isso acontece no auge da crise provocada pela “bolha imobiliária”, quando o custo do m2 construído na mesma torre já caiu para cerca de cinquenta por cento do valor pelo qual já fora negociado, e num território cuja economia está à beira da bancarrota, com a sua mola original, o petróleo, dada a inevitável mudança de paradigma, muito dificilmente lhe servindo de futura “bóia de salvação”.&lt;br /&gt;Pois é. Mais uma vez sem ter necessidade de olhar para muito longe – tal como no meu anterior escrito aconteceu com Copenhaga –, volto a ver o Dubai aqui tão perto!&lt;br /&gt;Sim. Porque penso no Dubai quando vejo as novas urbanizações, algumas desde à muito inacabadas, às quais se acrescentam as mais que se anunciam projectadas, tudo malha densa, obviamente em altura, a mais das vezes em território cumplicemente “roubado” à reserva agrícola, ou a outras "reservas" ainda mais delicadas.&lt;br /&gt;Sim. Porque é do Dubai que me recordo sempre que reparo nas muitas propriedades agora amplamente anunciadas para venda, prédios ou fracções onde – moda que a necessidade impôs – podem ser vistos, em simultâneo, os dísticos de duas ou mais imobiliárias disputando a intermediação da sua venda.&lt;br /&gt;Sim. &lt;strong&gt;É o Dubai que me vem à memória sempre que assisto à destruição de uma das “galinhas de ovos de ouro” dos Açores – a natureza, também marca da nossa singularidade –, recurso avidamente destroçado por um bárbaro planeamento urbanístico: que destrói em vez de preservar; que na ânsia de tanto construir não dá conta do quanto assim contribuiu para a desertificação.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;É que, com ou sem rendimentos do petróleo, até acho mais razoável usar o betão para transformar um deserto numa enorme e súbita metrópole, do que usá-lo para destruir um paradisíaco oásis, mesmo que minúsculo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;A.O. 05/01/10; “Cá à minha moda" (Revisto e acrescentado)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-8633224205063098086?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/8633224205063098086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/8633224205063098086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2010/01/torres-do-dubai.html' title='Torres do Dubai'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/S0R1b0mexJI/AAAAAAAAA2g/D5Nha_CG8H0/s72-c/PaimRamalho_272.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-8224555982276848129</id><published>2009-12-22T16:18:00.004-01:00</published><updated>2009-12-22T16:50:41.068-01:00</updated><title type='text'>E Copenhaga aqui tão perto</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SzEFR_zYlrI/AAAAAAAAA04/DCQFsK3yROQ/s1600-h/cimeira_copenhaga_225.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418117633446287026" style="WIDTH: 225px; CURSOR: hand; HEIGHT: 225px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SzEFR_zYlrI/AAAAAAAAA04/DCQFsK3yROQ/s320/cimeira_copenhaga_225.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SzEE69MlvjI/AAAAAAAAA0w/RKrHokRBu68/s1600-h/Copenhaga1_225.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418117237609709106" style="WIDTH: 225px; CURSOR: hand; HEIGHT: 225px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SzEE69MlvjI/AAAAAAAAA0w/RKrHokRBu68/s320/Copenhaga1_225.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SzED7h4F2uI/AAAAAAAAA0o/4BvRvcyESfY/s1600-h/CAHabitacao_150.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418116147944217314" style="WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SzED7h4F2uI/AAAAAAAAA0o/4BvRvcyESfY/s320/CAHabitacao_150.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SzEDRDu9LlI/AAAAAAAAA0g/6BZ3QyRVKSY/s1600-h/Aterro_150.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418115418298330706" style="WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SzEDRDu9LlI/AAAAAAAAA0g/6BZ3QyRVKSY/s320/Aterro_150.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SzECL1-B7mI/AAAAAAAAA0Y/9R9Pw2caPEA/s1600-h/Flores_150.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418114229192486498" style="WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SzECL1-B7mI/AAAAAAAAA0Y/9R9Pw2caPEA/s320/Flores_150.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; caminho de Ponta Delgada, preso no trânsito, o noticiário matinal dá conta de que a nata da nata está em Copenhaga, em busca do acordo que acabou, como se sabe: sabendo a muito pouco!&lt;br /&gt;Com a “velha canada do Peixe Assado”, onde a minha paciência tinha acabado de ser colocada à prova, ainda na retina, logo me ocorreu a “nova Piedade”, e, até, a novíssima Radial do Pico do Funcho, mais cedo ou mais tarde também empilhada de betão. Na rádio Copenhaga continuava “no ar”, e dei comigo a pensar nas toneladas de emissões de CO2 que se evitariam caso existisse uma rede de transportes públicos, urbanos e inter urbanos, minimamente decente; no número de viaturas particulares que, também por falta desta mesma rede, entopem diariamente uma cidade em que os peões, mesmo em artérias onde supostamente seriam transeuntes privilegiados, carecem de condições de movimentação segura e aprazível; no negócio que é o estacionamento citadino, quer atravancando as ruas, quer em espaços para tal construídos, que o parqueamento na via pública ajuda a financiar.&lt;br /&gt;O carro ficou, como de costume, num parque de periferia – ainda grátis, embora obrigue a fazer uns saudáveis três quilómetros (ida/volta) diários –, por isso deixei de ouvir as notícias. Mas Copenhaga, e o circo que lá se juntara para tão pouco, continuavam no pensamento. Já caminhando, recordei o assomo de alguém após ter ido ao “aterro/lixeira” deixar um conjunto de resíduos, carga na qual previamente se tinha dado ao trabalho de separar o que poderia ser aterrado do que, justificadamente, deveria ter outro tratamento, com o (i)responsável lá de serviço insistindo no colocar tudo no mesmo local, de modo a que as máquinas se encarregassem de cobrir, também, as centenas de quilos de plástico e derivados que ele persistia em saber onde ir descarregar.&lt;br /&gt;Os primeiros 1500 metros a pé deste dia conduziram-me ao supermercado. &lt;strong&gt;Depois de passar pela fruta, e pelos vegetais, foi frente a uma prateleira repleta de água em embalagens plásticas, importadas, que Copenhaga me “martelou” de novo a cabeça: é que, aqui nos Açores, com tanta terra fértil subaproveitada e milhões de litros de água potável a correr diariamente para o mar, “os frescos”, e o “petróleo do futuro”, para cá chegarem, têm de atravessar o oceano, assim contribuindo, também, para o aquecimento global.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para quê ir a Copenhaga?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ccffff;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 22/12/09; “Cá à minha moda" &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-8224555982276848129?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/8224555982276848129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/8224555982276848129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2009/12/e-copenhaga-aqui-tao-perto.html' title='E Copenhaga aqui tão perto'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SzEFR_zYlrI/AAAAAAAAA04/DCQFsK3yROQ/s72-c/cimeira_copenhaga_225.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-74447663251780001</id><published>2009-12-10T16:04:00.011-01:00</published><updated>2009-12-11T09:18:30.001-01:00</updated><title type='text'>30 anos de UDA/PDA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SyEqWAgApKI/AAAAAAAAA0Q/nvqgLm4UMXg/s1600-h/PDA_250.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413654784655795362" style="WIDTH: 268px; CURSOR: hand; HEIGHT: 46px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SyEqWAgApKI/AAAAAAAAA0Q/nvqgLm4UMXg/s320/PDA_250.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SyEqOxT6FCI/AAAAAAAAA0I/2VZf6yhVFQs/s1600-h/Flag_PDA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413654660319417378" style="WIDTH: 268px; CURSOR: hand; HEIGHT: 154px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SyEqOxT6FCI/AAAAAAAAA0I/2VZf6yhVFQs/s320/Flag_PDA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;m primeiro lugar, e porque é geralmente com pena que assisto ao esmorecer de uma boa ideia por troca com outra mais simples, aparentemente mais moderna, mas nem sempre tão brilhante, recordo o nome original: &lt;strong&gt;União Democrática do Atlântico&lt;/strong&gt; (dos Açores ainda ficaria melhor). Um nome que sempre me pareceu mais apropriado, mais abrangente, e muito mais de acordo com os objectivos de uma organização que mais do que afirmar ideologia, e/ou andar a competir por espaço num leque político cada vez mais auto governado e alimentado no “centrão”, devia, isso sim, dedicar-se – “com unhas e dentes” – apenas à defesa de uma nobre causa: &lt;strong&gt;A Livre Administração dos Açores Pelos Açorianos&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um “LAAPA” (Livre Administração dos Açores pelos Açorianos), assim referido no público e necessário linguajar do politicamente correcto, mas, também, &lt;strong&gt;um “LAAPA” entendido por cada um dos açorianos numa acepção de enorme amplitude, em cujo limite mínimo estivesse a autonomia entretanto conquistada, e no máximo, mesmo que utopicamente, o nobre e honroso ensejo da total soberania.&lt;/strong&gt; Um “LAAPA” consistentemente agarrado a uma UDA (União Democrática dos Açores), que se dedique, em exclusividade se necessário, apenas às nossas causas. Por exemplo: Combater o mito do Portugal/Estado Unitário; desagravar, do estigma e rótulo de “fascista”, os açorianos que defendem a Independência da sua terra; pugnar pelo desbloqueio, em sede de Constituição Portuguesa, destas e de outras questões, nomeadamente o impedimento a que se formem partidos, de facto, açorianos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui chegados, e trinta anos passados, é justo também recordar, e saudar, os que abnegada e desinteressadamente tornaram possível esta já longa e difícil jornada: É que, mesmo quando só “marcando passo”, o resistir, três décadas, neste autêntico campo minado por onde o PDA tem deambulado, raia a epopeia! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas fiquemos por aqui com os elogios. Não só porque o futuro depende muito mais do trabalho árduo do que de recordações, mas, sobretudo, porque mesmo entre estas, nem todas são acarinháveis: Continuo convencido que muita da fraca representatividade eleitoral do PDA, começando pelo primeiro grande desaire nas urnas (a não eleição do Eng. Costa Matos em 1980), tem muito – se não tudo – a ver com a rotura drasticamente efectuada pouco antes com as forças que permitiram, e em grande parte realizaram, a recolha dos milhares de assinaturas necessários para a legalização da UDA/PDA. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ccffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;A.O. 08/12/09; “Cá à minha moda"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-74447663251780001?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/74447663251780001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/74447663251780001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2009/12/30-anos-de-udapda.html' title='30 anos de UDA/PDA'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SyEqWAgApKI/AAAAAAAAA0Q/nvqgLm4UMXg/s72-c/PDA_250.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-8846481917571338972</id><published>2009-11-24T17:30:00.018-01:00</published><updated>2009-11-24T18:18:16.011-01:00</updated><title type='text'>A face visível das forças ocultas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SwwvxvH4dVI/AAAAAAAAAx4/SHkKO6sw_1o/s1600/Corr_111.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407749784074745170" style="WIDTH: 317px; CURSOR: hand; HEIGHT: 73px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SwwvxvH4dVI/AAAAAAAAAx4/SHkKO6sw_1o/s320/Corr_111.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Swwop4Cf8zI/AAAAAAAAAxo/lIH-4YKc-tY/s1600/corrupcaoDiv_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407741952447738674" style="WIDTH: 163px; CURSOR: hand; HEIGHT: 105px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Swwop4Cf8zI/AAAAAAAAAxo/lIH-4YKc-tY/s320/corrupcaoDiv_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SwwokKYIGdI/AAAAAAAAAxg/meH8sbBLQF8/s1600/corrupcaoPolvo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407741854291073490" style="WIDTH: 147px; CURSOR: hand; HEIGHT: 106px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SwwokKYIGdI/AAAAAAAAAxg/meH8sbBLQF8/s320/corrupcaoPolvo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Swwn9zpOIDI/AAAAAAAAAxY/-Bf_BV9LHWQ/s1600/BCP7.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Swwn4_WyTwI/AAAAAAAAAxQ/cFzjBUS8E0c/s1600/CorupcaoFigo.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SwwnXGFqTvI/AAAAAAAAAxI/oVb2OOwNFjo/s1600/corupcaoPublico.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407740530289954546" style="WIDTH: 161px; CURSOR: hand; HEIGHT: 74px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SwwnXGFqTvI/AAAAAAAAAxI/oVb2OOwNFjo/s320/corupcaoPublico.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SwwnNqWieXI/AAAAAAAAAxA/4TfEH0frmAs/s1600/corrupcaoSol.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407740368225728882" style="WIDTH: 154px; CURSOR: hand; HEIGHT: 81px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SwwnNqWieXI/AAAAAAAAAxA/4TfEH0frmAs/s320/corrupcaoSol.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SwwnE2k4K7I/AAAAAAAAAw4/3z_Tw2FAtlc/s1600/corupcaoCemiterio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407740216888273842" style="WIDTH: 317px; CURSOR: hand; HEIGHT: 114px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SwwnE2k4K7I/AAAAAAAAAw4/3z_Tw2FAtlc/s320/corupcaoCemiterio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;J&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;á não é só o futebol. Os Pintos, os Costas e os Loureiros agora já não são os mesmos, e há outros, muitos outros. Aparecem de onde menos se espera. Infelizmente, só a ponta do iceberg anda à vista. Não admira pois que no ranking dos países menos corruptos, que a Nova Zelândia e Dinamarca lidera, e onde a Somália, o Sudão e o Iraque ocupam os últimos lugares, &lt;strong&gt;a “ocidental praia lusitana”, como que dramaticamente atraída para o lodaçal, reserva ecológica onde parece prosperar a fina flor do entulho – e da sucata –, em cada ano que passa afasta-se ainda mais dos primeiros daquela lista.&lt;/strong&gt; Isto, quando a tabela publicada ainda não reflecte as repercussões das mais recentes depravações, em especial, no que respeita às negociatas com o “Império da Sucata”, cujo soberano, detentor de privilegiada “via verde” para acesso aos poderosos, não obstante as cumplicidades comprovadas, tal como noutros casos, irá com certeza “cair” sozinho!&lt;br /&gt;Pena que às primeiras páginas só cheguem as transacções de elite, fenómeno que a própria ordem jurídica já segmenta por mercados (a grande, e a pequena), uma infecção que para chegar ao topo tem de percorrer, desde a base, um longo e perverso caminho. O mais das vezes, iniciando-o com actos aparentemente irrelevantes, raramente noticiados, mas que, até pelo despotismo que revelam, logo denunciam os óbvios pequenos passos com que se inicia um longo e rentável percurso. Ou não serão destas “traficâncias” que se trata, por exemplo, no caso do funcionário camarário que é deslocado de determinada freguesia (onde até ali desempenhava função tida por relevante) só porque nas eleições para a Junta local ganhou um partido diferente daquele que se manteve o poder no Concelho que integra a Junta em causa?&lt;br /&gt;Todos sabemos que, mesmo sujeitos às sevícias da nova censura, onde a publicidade institucional tem mais eficácia que o antigo “homem do lápis azul”, títulos como: “Vara ao Sol”, “Aglomerado de Penedos” ou “Figo de luxo”, ainda se lêem mais vezes do que, por exemplo: “Coveiro desaparecido”! Mas, e porque “é de pequenino que se torce o pepino”, também se sabe, que, só quando acabarem as pequenas traficâncias, poder-se-á, um dia, admitir ver reduzido o tentacular (e já institucional) polvo, eficazmente domesticado pela elite dominante (seja ela qual for)!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;A.O. 24/11/09; “Cá à minha moda" (Revisto e acrescentado)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-8846481917571338972?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/8846481917571338972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/8846481917571338972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2009/11/face-visivel-das-forcas-ocultas.html' title='A face visível das forças ocultas'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SwwvxvH4dVI/AAAAAAAAAx4/SHkKO6sw_1o/s72-c/Corr_111.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-4514224723481069523</id><published>2009-11-10T18:22:00.009-01:00</published><updated>2009-11-10T20:45:39.431-01:00</updated><title type='text'>Independências</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SvnefoJP-ZI/AAAAAAAAAwg/HmcTb9w2p34/s1600-h/monarquia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402593862941145490" style="WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 100px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SvnefoJP-ZI/AAAAAAAAAwg/HmcTb9w2p34/s320/monarquia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SvneaFyb2oI/AAAAAAAAAwY/WxjYFLMKNSE/s1600-h/AssDomCarlos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402593767819303554" style="WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 100px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SvneaFyb2oI/AAAAAAAAAwY/WxjYFLMKNSE/s320/AssDomCarlos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SvneNw44PVI/AAAAAAAAAwQ/ydwlvWdxH9I/s1600-h/flt150.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402593556050754898" style="WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 210px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SvneNw44PVI/AAAAAAAAAwQ/ydwlvWdxH9I/s320/flt150.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SvneGKcDbKI/AAAAAAAAAwI/s9qAC_kiug4/s1600-h/afsm150.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402593425470221474" style="WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 210px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SvneGKcDbKI/AAAAAAAAAwI/s9qAC_kiug4/s320/afsm150.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SvndwA1KBSI/AAAAAAAAAwA/uxP2mB3ALj4/s1600-h/Sidonio1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402593044934034722" style="WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SvndwA1KBSI/AAAAAAAAAwA/uxP2mB3ALj4/s320/Sidonio1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SvndjCm-jkI/AAAAAAAAAv4/RZYPSb9yzt0/s1600-h/sidonio2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402592822073134658" style="WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SvndjCm-jkI/AAAAAAAAAv4/RZYPSb9yzt0/s320/sidonio2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Svm9u6dpAYI/AAAAAAAAAvQ/HYTQ3nKKT4Q/s1600-h/Republica.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Svm9lwwGkGI/AAAAAAAAAvI/gRpbysxXHbU/s1600-h/AssassinatoSidonioPais.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;om o patrocínio da Universidade dos Açores, o mais precioso fruto desta última vaga autonomista, decorreu recentemente o colóquio: DAS AUTONOMIAS À AUTONOMIA E À INDEPENDÊNCIA. Pena que o eco da iniciativa se tenha desvanecido na lêveda espuma que as parangonas e primeiras páginas daqueles dias se encarregaram de dar forma, a propósito de um “parecer de ocasião”, subtilmente ali requisitado ao constitucionalista convidado, sobre um, tão hipotético quanto pungente, quinto mandato.  Maior propósito, e muito mais utilidade teria, confrontar o eminente convidado com a parcela da obra de sua co-autoria (Constituição 1976) que dita o impedimento da criação de partidos açorianos, e equipara os açorianos que defendam a independência do seu Povo a fascistas! Será também assim na Constituição de São Tomé e Príncipe?&lt;br /&gt;Num registo diferente, mais focado, como era espectável, no alargar do conhecimento e não na intriga política, assisti com particular interesse à Comunicação da Dr.ª Susana Serpa Silva, naquele que segundo a própria foi um breve contributo – de facto soube a pouco – sobre a visão autonomista dos açorianos que corporizaram a 1º Republica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Dr. Francisco Luís Tavares, sobretudo aquele que me pareceu um propositado “apagamento” do seu relevante papel também na organização política, social e até desportiva da Ponta Delgada desde a segunda década do século XX até ao advento do Estado Novo, já não me havia passado despercebido quando, em tempos, a propósito da história dos primeiros anos da Associação de Futebol de Ponta Delgada (agora a comemorar o seu 85º aniversário), dei conta da injusta omissão que se fazia em relação a quem, não sendo o seu fundador (é a Rolando de Viveiros que cabe este mérito) foi sem dúvida, e de facto, o primeiro Presidente eleito da Associação de Foot – ball de S. Miguel, e o grande responsável pela democratização, daquele, pelo menos até 1931, aguerrido nicho de “velhos republicanos”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante muito tempo ignorado, o mandato do Dr. Francisco Luís Tavares na AFSM (17/10/23 a 22/11/24), além de ser um bom exemplo de como os “vencedores da ocasião” escrevem a história segundo o seu interesse, pode também exemplificar o quanto, e o porquê, do que se desconhece sobre as movimentações autonomistas desde o derrube da Monarquia até à morte do “Presidente – Rei”; Sidónio Pais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 10/11/09; “Cá à minha moda” &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-4514224723481069523?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/4514224723481069523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/4514224723481069523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2009/11/independencias.html' title='Independências'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SvnefoJP-ZI/AAAAAAAAAwg/HmcTb9w2p34/s72-c/monarquia.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-2469374522572253996</id><published>2009-10-28T11:35:00.011-01:00</published><updated>2009-10-30T10:00:25.916-01:00</updated><title type='text'>Outro exemplo VIDA NOVA: lixo de campanha</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Suq6hIlXIKI/AAAAAAAAAu4/OyGF0a83GAU/s1600-h/AO_12.10.09_350.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398332181759598754" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 246px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Suq6hIlXIKI/AAAAAAAAAu4/OyGF0a83GAU/s320/AO_12.10.09_350.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Forum Local - Açoriano Oriental de 12 Outubro de 2009&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;asse a imodéstia (mas sinto que a ínfima parte que me cabe não deve impedir o aproveitar desta oportunidade para valorizar o enorme universo que os restantes contributos representam), mas têm sido muitos, e bons, os exemplos proporcionados pelo movimento de cidadania que sob o lema “Santa Clara – Vida Nova” tem corporizado a consistente retaguarda do executivo da Junta de Freguesia de Santa Clara. Foi assim nos últimos 4 anos, assim será, estou convicto, de forma renovada e reforçada nos próximos quatro, pois será este o melhor modo de corresponder ao reforço de confiança e legitimidade expresso nas urnas, com o substancial aumento de votação que o grupo “Vida Nova”obteve.&lt;br /&gt;Para este segundo mandato, onde o lema “Renovação: avança uma nova geração”, muito mais do que um simples slogan, foi também um exemplar modo de actuação, de rejuvenescimento, de incremento de massa crítica, de equilíbrio – muito para além do fixado por lei - quando ao género na composição da lista, corro reduzido risco de enganar-me afirmando que a superação de outros exigentes desafios ficará também registada na lista dos exemplos a ter em conta.&lt;br /&gt;Desde já, podemos tomar como referência um, de pouca importância quando comprado com alguns dos demais, mas que não deixa de apresentar grande significado. Aconteceu logo após as eleições, na segunda-feira (12 Outubro), já que, enquanto outros mantinham a sua permanente campanha eleitoral - apenas transferindo dos placares e panfletos para os jornais os seus slogans &lt;a href="http://www.imoazores.com/noticias/ler.php?id=15322"&gt;e promessas&lt;/a&gt; muito &lt;a href="http://www.e-cultura.pt/NoticiaDisplay.aspx?ID=2169"&gt;requentadas&lt;/a&gt;, porém, &lt;a href="http://www.correionorte.com/index.php?/o-auditorio-do-centro-cultural-de-santa-clara-quase-terminado.html"&gt;sempre a jeito para mesmo assim serem oportunisticamente redistribuídas para publicação "na data certa"&lt;/a&gt; -, “Vida Nova” empenhava- sereme em retirar da rua todo o seu material de campanha. Exemplo que, embora a custo foi seguido por todos os outros, o que acabou libertando Santa Clara, em pouco mais de uma semana, de todo “lixo de campanha” lá depositado. Um “lixo” que ainda se pode ver com facilidade em muitas outras freguesias de Ponta Delgada e arredores, com cartazes onde a cara dos candidatos, cada vez mais amarelecida, por vezes mesmo apresentando-os como padecendo de grave cirrose hepática, mesmo assim não parece ser razão suficiente para os impelir a proceder (ou mandar que outros procedem) à sua rápida, e tão requerida quanto salutar, remoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;A.O. 27/10/09; “Cá à minha moda”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-2469374522572253996?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/2469374522572253996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/2469374522572253996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2009/10/outro-exemplo-vida-nova-lixo-de.html' title='Outro exemplo VIDA NOVA: lixo de campanha'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Suq6hIlXIKI/AAAAAAAAAu4/OyGF0a83GAU/s72-c/AO_12.10.09_350.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-5021517051807111333</id><published>2009-10-22T17:52:00.009Z</published><updated>2009-10-25T17:20:38.183-01:00</updated><title type='text'>"Tomba-Gigantes" (versão adúltera)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SuCdP5O6b4I/AAAAAAAAAuw/6z_lH8PXh04/s1600-h/ananaz_aval_1_.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395485249976823682" style="WIDTH: 229px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SuCdP5O6b4I/AAAAAAAAAuw/6z_lH8PXh04/s320/ananaz_aval_1_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SuCcQwcvwrI/AAAAAAAAAuo/V0UNDjkVMIw/s1600-h/Braz%C3%A3o+SANTA+CLARA_498.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395484165287166642" style="WIDTH: 254px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SuCcQwcvwrI/AAAAAAAAAuo/V0UNDjkVMIw/s320/Braz%C3%A3o+SANTA+CLARA_498.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Correndo o risco de levar com dois processos crimes em cima: um do JNAS, por plágio adulterado, e outro do Mário Abrantes, por usurpação de obra e assinatura, mas mesmo assim não conseguindo conter o impulso, permitam-me publicar aqui neste “meu lugar” uma adaptação&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://ilhas.blogspot.com/2009/10/tomba-gigantes.html"&gt;desta pérola:&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Numa &lt;em&gt;saison&lt;/em&gt; outonal em que está na moda falar de derrotas não quero deixar de registar um revés pessoal e um concreto desaire eleitoral: o de &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Berta Cabral&lt;/span&gt; na minha freguesia de &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Santa Clara&lt;/span&gt;! Trata-se de uma perda pessoalíssima com um simbolismo que não se esgota no plano local. Com efeito, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;a Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada&lt;/span&gt;, e toda a sua entourage, apostou forte na vitória do seu plantel. &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Berta Cabral que cresceu em Santa Clara e quando lhe dá jeito se diz filha de Santa Clara. Santa Clara&lt;/span&gt; contudo dava um &lt;em&gt;case study&lt;/em&gt; depois das práticas e metodologias que foram usadas pelos &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Sociais-democratas&lt;/span&gt; e que presumo terem sido replicadas noutras freguesias. Há quatro anos atrás &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Berta Cabral&lt;/span&gt; empenhou o seu prestígio pessoal e institucional &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;no apoio à lista do PSD à freguesia&lt;/span&gt;. Perdeu as eleições. Passados quatro anos na oposição resolveu substituir na lista &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Manuel Ramos&lt;/span&gt; pelo &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Libório filho&lt;/span&gt;, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;descendente do Libório pai&lt;/span&gt;, home&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;ns&lt;/span&gt; forte&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;s&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;da Comissão das Festas da Padroeira&lt;/span&gt;, que no seu ritual de entronização, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;sobre o palanque das arrematações ou junto à máquina do "algodão doce" se viu transformado em&lt;/span&gt; "confrade de honra" &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;das Festas&lt;/span&gt;. Confrades e &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;familiares &lt;/span&gt;à parte o certo é que nem assim o PS&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;D&lt;/span&gt; conseguiu tomar a freguesia e &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Berta Cabral&lt;/span&gt; perdeu, outra vez, as eleições. Embora local foi indubitavelmente uma estrondosa derrota pessoal numa freguesia na qual se empenhou o PS&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;D &lt;/span&gt;de &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Berta Cabral&lt;/span&gt;. Uma das poucas do concelho de Ponta Delgada onde &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Libório&lt;/span&gt;, o candidato do PS&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;D&lt;/span&gt;, teve a "graça" de se ver acompanhado de &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Berta Cabral&lt;/span&gt; e respectiva corte. Foi nesta mesma &lt;span style="color:#000000;"&gt;Freguesia&lt;/span&gt; que em vésperas de eleições foi distribuído porta a porta um panfleto de campanha &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;para a Freguesia&lt;/span&gt; com a fotografia de &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Berta Cabral&lt;/span&gt;. Nem com esta colagem à imagem e semelhança de &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Berta Cabral&lt;/span&gt; o "evangelho" e slogan de campanha, "&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Não nos escondemos atrás de coligações&lt;/span&gt;", logrou arrebatar tão emblemática freguesia. Justiça seja feita. Tratava-se de facto de gente que fez muito pela Freguesia e que prometeu fazer ainda mais! Fez &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;enfrentando&lt;/span&gt; a oposição da &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Câmara&lt;/span&gt;, que &lt;span style="color:#000000;"&gt;canali&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;zou&lt;/span&gt; meios para a &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Centro Paroquial e para o Triatro construído na Freguesia pela Junta de S. José&lt;/span&gt;, que, com o devido respeito, mais não fez do que partilhar uma unilateral oposição à Junta de Freguesia. Prometeu fazer, para benefício virtual dos seus correligionários, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;uma Casa Mortuária e um Pavilhão Multi-usos, anunciando esta promessa depois de os levar a dizer que não apresentariam “obra de outros”, fazendo-os assim, mais uma vez, “engolir em seco” por dar o dito pelo não dito, pois tais equipamentos, para além de serem pensados por outros, já por outros estão projectados e até construídos, em outros locais do concelho&lt;/span&gt;. Fez ainda durante a campanha inúmeras promessas populares que espero o povo saiba reivindicar no seu devido tempo. Por exemplo: no fervor da campanha Berta levou à freguesia a sua embaixada, "generais" e "ajudantes de campo", a prometer obra futura nos derradeiros "cartuchos" da campanha! Depois de todo este desvelo de &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Berta&lt;/span&gt;, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;a &lt;span style="color:#000000;"&gt;mesm&lt;/span&gt;a&lt;/span&gt; foi julgad&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;a&lt;/span&gt; nas urnas com uma derrota pessoal e institucional. Perdeu mais uma batalha na qual acompanhou as suas tropas &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;em várias&lt;/span&gt; das suas aparições ao lado dos &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Libórios&lt;/span&gt;. Usou com insucesso de toda a "artilharia" política e institucional mas ainda assim a "&lt;em&gt;blitzkrieg&lt;/em&gt;" &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;social-democrata&lt;/span&gt; não passou. &lt;em&gt;Clausewitz&lt;/em&gt; escreveu em tempos que "a guerra é a continuação das relações políticas com a mistura de outros meios". Na campanha de &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Santa Clara&lt;/span&gt; misturou-se a &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Câmara&lt;/span&gt; e &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;a sua&lt;/span&gt; Presidente com as ditas "forças vivas" da Freguesia, mas o facto é que nem a imagem de &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Berta&lt;/span&gt; serviu para caucionar a ambicionada vitória. Bem sei que ainda estamos longe dos &lt;em&gt;playoffs&lt;/em&gt; de 2012 mas neste apuramento de 2009 &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Santa Clara&lt;/span&gt; é uma derrota poderosa, especialmente quando do nosso lado não lutamos com as mesmas armas nem com o plantel da primeira divisão &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;da Câmara Municipal&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Ainda há "tomba-gigantes"!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ccffff;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Mário Abrantes da Silva&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Presidente &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(cessante)&lt;/span&gt; da Assembleia de Freguesia de &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Santa Clara&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-5021517051807111333?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/5021517051807111333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/5021517051807111333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2009/10/tomba-gigantes.html' title='&quot;Tomba-Gigantes&quot; (versão adúltera)'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SuCdP5O6b4I/AAAAAAAAAuw/6z_lH8PXh04/s72-c/ananaz_aval_1_.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-8021551589967193298</id><published>2009-10-13T14:06:00.011Z</published><updated>2009-10-17T12:52:18.188Z</updated><title type='text'>Santa Clara: + 4 anos de Vida Nova</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/StYRZ153yRI/AAAAAAAAAtw/phGu3xWdsuQ/s1600-h/Carrinha+da+JFSJ_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392516739486959890" style="WIDTH: 271px; CURSOR: hand; HEIGHT: 152px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/StYRZ153yRI/AAAAAAAAAtw/phGu3xWdsuQ/s320/Carrinha+da+JFSJ_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/StYRSXdMa3I/AAAAAAAAAto/XJSNoqeCTjw/s1600-h/Carrinha+da+JFSJ.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392516611054529394" style="WIDTH: 261px; CURSOR: hand; HEIGHT: 151px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/StYRSXdMa3I/AAAAAAAAAto/XJSNoqeCTjw/s320/Carrinha+da+JFSJ.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/StYRD1A1DSI/AAAAAAAAAtg/xE1e22kXvhA/s1600-h/CarrinaCMPDcom+palco_4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392516361290583330" style="WIDTH: 271px; CURSOR: hand; HEIGHT: 133px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/StYRD1A1DSI/AAAAAAAAAtg/xE1e22kXvhA/s320/CarrinaCMPDcom+palco_4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/StYQxHDP48I/AAAAAAAAAtY/wbuFrNaPCxI/s1600-h/CarrinaCMPDcom+palco_3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392516039715054530" style="WIDTH: 261px; CURSOR: hand; HEIGHT: 133px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/StYQxHDP48I/AAAAAAAAAtY/wbuFrNaPCxI/s320/CarrinaCMPDcom+palco_3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/StTk1TNDD6I/AAAAAAAAAtI/qNxG8CIMuXg/s1600-h/CarrinaCMPDcom+palco_2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Não faltaram, à lista do PSD derrotada em Santa Clara, apoios irregularmente obtidos com recurso a património autárquico. Já quando decorria a contagem dos votos entrados em urna, até uma carrinha da Câmara Municipal de Ponta Delgada aguardava o desfecho que, iludidos por vai lá saber-se o quê, alguns, que não a maioria dos santaclarenses, esperavam acontecer. Aqui ficam alguns exemplos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;E não é - fiquei hoje (16/10/09) sabendo - que houve funcionários da CMPD prevenidos pelo seu superior hierárquico, de que este não iria trabalhar na segunda feira após as eleições, pois a noite de comemoração, em Santa Clara, seria longa....&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Não obstante tudo isso....&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;D&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ando perfeito sentido ao adágio popular que sentencia: “A união faz a força”, num invulgar exemplo de coesão; de resistência à subjugação a forças muito poderosas; de dedicada e afincada capacidade de trabalho, e denotando grande determinação, organização e muito querer, o Grupo de Cidadãos “Santa Clara – Vida Nova” garantiu, depois de uma campanha eleitoral duríssima, batendo-se contra meios materiais a todos os níveis desiguais, mais quatro anos de gestão do projecto “Vida Nova” para Santa Clara.&lt;br /&gt;Foi uma pena que os, agora mais uma vez, verdadeiramente derrotados não tivessem atempada e inteligentemente sabido trilhar o caminho que lhes foi proposto.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pena porque Santa Clara para recuperar o muito tempo perdido enquanto gerida a partir de São José – quando foi sistematicamente tratada como “o fundo do quintal de Ponta Delgada” –, do que menos necessita é sujeitar-se a tão estúpidas quanto estéreis tricas politico partidárias, tipo: “se não for da mesma cor da CMPD estão “lixados””.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Pena porque não era necessário se terem sujeitado a uma segunda derrota, desta vez ainda mais clarificadora, para obterem, CABALMENTE, o devido esclarecimento sobre o genuíno carácter dos santaclarenses.&lt;br /&gt;Pena porque o “dividir para reinar” causa sempre feridas difíceis de sarar, sobretudo quando, maquiavelicamente, os grandes e verdadeiros protagonistas derrotados nesta disputa, escondendo-se, entregaram os papéis principais a ingénuos, impreparados, que mesmo não dando conta disso, até pelos supostamente seus, foram e continuam sendo vilipendiados.&lt;br /&gt;Acabou a contenda, há que virar a página. Mas é bom que, mais uma vez, os poderosos e seus representantes não voltem a confundir a nobreza dos vencedores com fraqueza, ou medo do combate político. É que, se em política partidária não é vulgar partilhar o poder em prol do interesse comum, era séria, e foi profundamente reflectida, a oportunidade de partilha oferecida em prol de TODOS por Santa Clara!&lt;br /&gt;Quem, assim não entendendo, julgou a dádiva tratar-se de fraqueza, ou medo do “combate”, como se viu enganou-se.&lt;br /&gt;Mas, como é com os erros que se aprende, pode ser que agora tenham assimilado a lição.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;A.O. 13/10/09; “Cá à minha moda”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-8021551589967193298?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/8021551589967193298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/8021551589967193298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2009/10/santa-clara-4-anos-de-vida-nova.html' title='Santa Clara: + 4 anos de Vida Nova'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/StYRZ153yRI/AAAAAAAAAtw/phGu3xWdsuQ/s72-c/Carrinha+da+JFSJ_2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-858702268612241011</id><published>2009-10-11T19:15:00.010Z</published><updated>2009-10-11T19:58:21.693Z</updated><title type='text'>MAIS QUATRO ANOS DE VIDA NOVA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/StIvRS82ekI/AAAAAAAAAsg/VeCmKFjgIDQ/s1600-h/Farol+5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391423678107253314" style="WIDTH: 307px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/StIvRS82ekI/AAAAAAAAAsg/VeCmKFjgIDQ/s320/Farol+5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por coincidir em pleno com o auge do período eleitoral, a Junta de Freguesia de Santa Clara - &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;VIDA NOVA&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;-deixou passar, discretamente, a comemoração do seu 4º aniversário. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mas os santaclarenses, não esquecendo, e gratos, deram uma grande e merecida prenda a &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;VIDA NOVA; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;mais uma vitória; mais uma maioria, desta vez ainda mais reforçada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;OBRIGADO!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-858702268612241011?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/858702268612241011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/858702268612241011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2009/10/mais-quatro-anos-de-vida-nova.html' title='MAIS QUATRO ANOS DE VIDA NOVA'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/StIvRS82ekI/AAAAAAAAAsg/VeCmKFjgIDQ/s72-c/Farol+5.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-26772731781141045</id><published>2009-10-10T00:52:00.009Z</published><updated>2009-10-10T16:19:29.511Z</updated><title type='text'>VIDA NOVA  é para continuar</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ccffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccffff;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Ss_bbAQJ2wI/AAAAAAAAAsY/Q98OqEOmkIo/s1600-h/flyer_1_250.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390768535956478722" style="WIDTH: 151px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Ss_bbAQJ2wI/AAAAAAAAAsY/Q98OqEOmkIo/s320/flyer_1_250.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Ss_bVfWDi_I/AAAAAAAAAsQ/k9V0ASoP7ZE/s1600-h/flyer_2_250.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390768441223515122" style="WIDTH: 147px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Ss_bVfWDi_I/AAAAAAAAAsQ/k9V0ASoP7ZE/s320/flyer_2_250.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Ss_bNHhtd1I/AAAAAAAAAsI/0ptYLTsInUM/s1600-h/flyer_3_500.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390768297390995282" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 144px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Ss_bNHhtd1I/AAAAAAAAAsI/0ptYLTsInUM/s320/flyer_3_500.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Ss_bEPefJhI/AAAAAAAAAsA/0mX7JR1WNlI/s1600-h/flyer_texto_500.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390768144906135058" style="WIDTH: 225px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Ss_bEPefJhI/AAAAAAAAAsA/0mX7JR1WNlI/s320/flyer_texto_500.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ccffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clicando as imagens aumentam&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-26772731781141045?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/26772731781141045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/26772731781141045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2009/10/vida-nova-e-para-continuar.html' title='VIDA NOVA  é para continuar'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Ss_bbAQJ2wI/AAAAAAAAAsY/Q98OqEOmkIo/s72-c/flyer_1_250.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-786225216053909082</id><published>2009-09-20T19:27:00.012Z</published><updated>2009-10-01T09:14:10.912Z</updated><title type='text'>Álvaro Ramos ou "Mestre Alvarins": se preferirem</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SraDKQtz06I/AAAAAAAAAog/X-frDcNQmuA/s1600-h/Alvarins_Guine60_61.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383634616877044642" style="WIDTH: 296px; CURSOR: hand; HEIGHT: 183px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SraDKQtz06I/AAAAAAAAAog/X-frDcNQmuA/s320/Alvarins_Guine60_61.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SraDDC-gGiI/AAAAAAAAAoY/6EH1VIg5KvE/s1600-h/Alvarins_Guine60_61_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383634492929874466" style="WIDTH: 286px; CURSOR: hand; HEIGHT: 183px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SraDDC-gGiI/AAAAAAAAAoY/6EH1VIg5KvE/s320/Alvarins_Guine60_61_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Na Guiné, em 1962/64, momento de descontração num "intervalo" da guerra.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Clikc nas fotos para aumentar)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SraCy1moQAI/AAAAAAAAAoQ/BUrtO7r2UkM/s1600-h/Alvarins_MatadaDoca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383634214462177282" style="WIDTH: 288px; CURSOR: hand; HEIGHT: 154px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SraCy1moQAI/AAAAAAAAAoQ/BUrtO7r2UkM/s320/Alvarins_MatadaDoca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SraCnMNW-II/AAAAAAAAAoI/_XoTlLfmoyY/s1600-h/Alvarins_MatadaDoca_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383634014371772546" style="WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 153px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SraCnMNW-II/AAAAAAAAAoI/_XoTlLfmoyY/s320/Alvarins_MatadaDoca_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Em Santa Clara, Outubro de 2006, na "Mata da Doca" no 1º aniversário da Freguesia.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Click nas fotos para aumentar)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#ccffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; freguesia de Santa Clara perdeu muito recentemente outra das suas mais autênticas referências, alguém que, no desempenho da sua profissão, sobretudo pela alegria, jovialidade e proficiência com que o fazia, marcou muito e muitos, deixando amigos em várias gerações de santaclarenses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu Álvaro Ramos, ou “Mestre Alvarins Barbeiro”, como era por todos nós conhecido, alguém que, de pasta em punho, sempre de passada arqueada e ritmo apressado, cumprindo horários quase ao minuto, era visita regular da casa de muitos de nós, por parte significativa do seu &lt;em&gt;metier &lt;/em&gt;ser efectuado ao domicílio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mestre “Alvarins”, acometido subitamente de enfermidade que raramente perdoa, manteve a sua actividade praticamente até ao momento em que a doença o colheu. Um achaque que lhe dominou o corpo, mas não o espírito, sempre alegre e conversador, pronto para uma crítica mordaz e contundente, mormente tratando o assunto de futebol, do seu Benfica, ou do nosso Santa Clara, mas também de outra qualquer actualidade, matéria que cultivava com prazer, surpreendendo-nos amiúde com a oportunidade e profundidade dos temas que abordava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será esta a imagem que procurarei guardar dele, uma recordação firmada na nossa última conversa, ao longo dos passeios, já vermelhos, da Príncipe do Mónaco, com ele, já doente, como a querer despedir-se do lugar, hoje freguesia, que o viu nascer, crescer e viver, disfarçando perfeitamente uma enfermidade, que, então, já era bem nítida observando a forma como se deslocava, mas praticamente imperceptível na sagacidade da conversa, um diálogo que versava a “Mata da Doca”, e a sua descrença, confirmada, em ver “a mata de baixo” transformada em “Jardim Padre Fernando”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haverá, onde estás, "pevides" com casca, para tu, também por aí, as comeres depois de descascadas a uma velocidade imbatível?&lt;br /&gt;Não creio!&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Descansa em paz "mestre Alvarins". &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-786225216053909082?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/786225216053909082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/786225216053909082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2009/09/alvaro-ramos-ou-mestre-alvarins-como.html' title='Álvaro Ramos ou &quot;Mestre Alvarins&quot;: se preferirem'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SraDKQtz06I/AAAAAAAAAog/X-frDcNQmuA/s72-c/Alvarins_Guine60_61.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-3361393377532012432</id><published>2009-09-02T18:27:00.010Z</published><updated>2009-09-03T18:13:15.873Z</updated><title type='text'>Santa Clara - Vida Nova: AVANÇA UMA NOVA GERAÇÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sp68GlIbFeI/AAAAAAAAAm4/xNicIYU-mZE/s1600-h/PFernando_Rita_Carol_Elisa_300.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376941826359629282" style="WIDTH: 283px; CURSOR: hand; HEIGHT: 147px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sp68GlIbFeI/AAAAAAAAAm4/xNicIYU-mZE/s320/PFernando_Rita_Carol_Elisa_300.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sp68B5W6EjI/AAAAAAAAAmw/gUnXdSVOt2M/s1600-h/SrGomes_Rita_Carolina+e+Elisa_300.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376941745889743410" style="WIDTH: 289px; CURSOR: hand; HEIGHT: 147px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sp68B5W6EjI/AAAAAAAAAmw/gUnXdSVOt2M/s320/SrGomes_Rita_Carolina+e+Elisa_300.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; exemplo, e a força da palavra, têm uma enorme capacidade de intervenção. Mesmo quando isto acontece, aparentemente, de forma ocasional ou involuntária!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se tornou oficial a apresentação no Parlamento Açoriano, pelo PCP, da proposta de criação da Freguesia de Santa Clara (já pouco falta para completar uma década sobre esta data), nas páginas do Correio dos Açores, em artigo de opinião com pouco mais de um milhar de caracteres, ainda empolgado com o facto daquela “luta antiga” ter finalmente condições de um feliz desfecho, saiu-me a seguinte frase: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(…)&lt;/em&gt; S&lt;em&gt;&lt;strong&gt;e Santa Clara fosse uma freguesia, seria mais difícil arrasar a “Mata da Doca” – e o muito que ela representava para Santa Clara – sem ao menos terem oferecido outras alternativas de ocupação, sadia, dos tempos livres aos jovens do bairro&lt;/strong&gt; (…) .&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Só muito mais tarde, durante a pré campanha eleitoral para as autárquicas de 2005, tomei conhecimento da célebre homilia do Padre Fernando, na “Festa de Cristo Rei” em 1968, quando o principal mentor da criação da freguesia de Santa Clara, perante um alto responsável pelo Governo Civil, disse:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(…) &lt;strong&gt;Não se construiu a nova Igreja de Santa Clara na “Mata da Doca” e um jardim de dimensões óptimas, com parques de diversões e campos de jogos, porque os Senhores do Poder nunca o quiseram, não autorizando o andamento dos projectos. A paróquia de Santa Clara perdeu muito com isso, se Santa Clara já fosse freguesia talvez não fosse assim (…).&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não me recordo de ter ouvido esta homilia, mas uma coisa é certa, não sei desde quando, nem como, mas com certeza o meu subconsciente registava indelevelmente o grito de revolta que aquelas palavras do Padre Fernando representaram, levando-me, de uma ou de outra forma, como que a reproduzi-las em 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo passado mais de meio século em Santa Clara, não foi só aos da geração que me precedeu, ou da minha geração, que o Padre Fernando ajudou a formar o carácter. Como se vê pelo exemplo da Carolina da Elisa e da Rita (apenas três, mas há mais, muito mais), também muitos daqueles que agora estão na casa dos vinte, fazem brotar as características “semeadas” pelo Padre Fernando ao longo da vida em seus pais, e avós.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ccffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O exemplo, mais do que a força da palavra, têm uma enorme capacidade de intervenção! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-3361393377532012432?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/3361393377532012432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/3361393377532012432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2009/09/santa-clara-vida-novarenovacao-avanca.html' title='Santa Clara - Vida Nova: AVANÇA UMA NOVA GERAÇÃO'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sp68GlIbFeI/AAAAAAAAAm4/xNicIYU-mZE/s72-c/PFernando_Rita_Carol_Elisa_300.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-5411341040002395618</id><published>2009-08-15T10:26:00.011Z</published><updated>2009-10-10T10:14:13.684Z</updated><title type='text'>Mais um passo em frente, mais um objectivo alcançado</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sof9rMr8J2I/AAAAAAAAAmA/P0Ax7U7ku1Y/s1600-h/Apresenta_Lista_6_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370539999244330850" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 149px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sof9rMr8J2I/AAAAAAAAAmA/P0Ax7U7ku1Y/s320/Apresenta_Lista_6_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sof9jZdRaFI/AAAAAAAAAl4/2IWdnfbtzIM/s1600-h/Apresenta_Lista_8_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370539865233516626" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 82px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sof9jZdRaFI/AAAAAAAAAl4/2IWdnfbtzIM/s320/Apresenta_Lista_8_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sof9YF5A0BI/AAAAAAAAAlw/zJQLoN72d68/s1600-h/Apresenta_Lista_14.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370539671002599442" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 80px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sof9YF5A0BI/AAAAAAAAAlw/zJQLoN72d68/s320/Apresenta_Lista_14.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Santa Clara–Vida Nova&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Renovação: avança uma nova geração&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 mulheres, 9 homens, 9 elementos com idades compreendidas entre os vinte e os quarenta anos, 9 candidatos que se estreiam, e o muito mais que se poderia dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a renovação no sentido mais amplo da palavra, é uma nova geração que avança, é Santa Clara – Vida Nova que se fortalece e renova.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eis a lista completa, com a idade/renovação como principais critérios de ordenação :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ricardo Leite&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (a experiência liderando a renovação)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Rita Mota&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (1ª participação)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Carolina Almeida&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (1ª participação) &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Graça Moniz&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Carlos Medeiros&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (1ª participação)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Albano da Silva&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (1ª participação)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sara Gomes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (1ª participação)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Elisa Frias&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (1ª participação)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Andreia Fortes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (1ª participação)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#ccffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#ccffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Luís Cabral&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;João Pacheco de Melo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mário Abrantes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Eduarda Pain&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (1ª participação)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Berta Carvalheira &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tony Cabral&lt;br /&gt;Jorge Franco&lt;br /&gt;Lubélia Travassos &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Luís Paulo Alves &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-5411341040002395618?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/5411341040002395618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/5411341040002395618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2009/08/mais-um-passo-em-frente-mais-um.html' title='Mais um passo em frente, mais um objectivo alcançado'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sof9rMr8J2I/AAAAAAAAAmA/P0Ax7U7ku1Y/s72-c/Apresenta_Lista_6_1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-5203497350898156408</id><published>2009-08-11T19:26:00.004Z</published><updated>2009-08-11T20:26:40.961Z</updated><title type='text'>A “velha” forma de olhar para Santa Clara</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SoHH3Ua6GUI/AAAAAAAAAlI/IfHas_HFqb0/s1600-h/Entrega_Lista_3_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368791983990643010" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 122px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SoHH3Ua6GUI/AAAAAAAAAlI/IfHas_HFqb0/s320/Entrega_Lista_3_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;novando, apostando numa fórmula que motivando e apelando à participação cívica, tem certamente enormes probabilidades de ser a chave da política no futuro, a gestão autárquica em Santa Clara tem sido conduzida por um grupo de cidadãos, que independentemente das suas pessoais opções políticas, sempre colocaram, e continuam a colocar, os interesses da comunidade acima de TODOS os interesses partidários.&lt;br /&gt;É normal que nem todos pensem da mesma forma. Mas é pena!&lt;br /&gt;Pena porque dificulta a conjugação de esforços. Pena porque incita à retaliação, e ao revanchismo políticos. Pena porque estimula o “dividir para reinar”. Pena porque obriga alguns a recorrer às meias verdades e até mesmo à mentira, não evitando as consequentes contradições, o que em nada contribuiu para a tão desejada credibilização da política.&lt;br /&gt;Exemplos não faltam. Vejamos os mais recentes:&lt;br /&gt;Na derradeira tentativa de juntar TODOS à volta da causa que devia ser comum, alguém, para mais com responsabilidades que o deviam obrigar a maior prudência, não se coibiu de atribuir à natureza do partido que representava – nem faltou a fábula do elefante e do escorpião – a ambição de domínio hegemónico, acrescentando ainda que o “desalinhamento” do voto do representante da Freguesia na Assembleia Municipal era a principal causa da falta de cooperação da CMPD com Santa Clara. E nisso não devia estar sozinho, pois passado pouco tempo, um panfleto partidário corroborava a posição ali tomada. Mas a contradição não demorou para se fazer anunciar. Numa apresentação de candidatos autárquicos, foi a própria líder do partido, por sinal, a Presidente da Câmara a que Santa Clara está sujeita, quem disse com todas as letras: “Autarquias que se "deixaram controlar" são "marionetas"”.&lt;br /&gt;Não satisfeitos ou como que na ânsia de “deitar para o lixo” papel com mensagens já ultrapassadas, numa nova vaga, sob o pretexto de “reivindicações crispadas”, o ónus da falta de colaboração é atribuído à Freguesia, e para que a CMPD não apareça como a “má da fita” chamam o Governo dos Açores à colação, como se a beneficiação da Príncipe do Mónaco; a construção da Rotunda “Vida Nova”, que a encima; o projecto e a obra do “Jardim Padre Fernando”; e a atenção dada ao “Castelinho de Santa Clara”, só para citar alguns, não fossem bons exemplos da eficácia de uma intervenção que, por motivos óbvios, só não tem resultado com a CMPD.&lt;br /&gt;Ainda não resultou, mas vai resultar!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 11/08/09; “Cá à minha moda”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;ps- Hoje, pelas 14:00, suportada por centenas de assinaturas de cidadãos recenceados em Santa Clara, mais do dobro das necessárias, foi entregue no Tribunal de Ponta Delgada a lista do Movimento Cívico "Santa Clara - Vida Nova".&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Há semelhança do que aconteceu à quatro anos, a contar para as Autárquicas 2009, "Santa Clara - Vida Nova" foi foi a primeira lista a dar entrada. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;É uma lista com 50% de renovação, 50% de paridade (a lei só obriga a 33%), 100% de disponibilidade, 100% de proximidade, 100% de experiência (ao contrário de à quatro anos) e 100% de competencia (a lista está ordenada do 1º para o 18º, mas vice versa mantinha o mesmo valor; não há ordenações decrescentes, problema foi escolher 18 entre mais de meia centena).&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Está dado o primeiro passo; outros se seguirão!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-5203497350898156408?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/5203497350898156408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/5203497350898156408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2009/08/velha-forma-de-olhar-para-santa-clara.html' title='A “velha” forma de olhar para Santa Clara'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SoHH3Ua6GUI/AAAAAAAAAlI/IfHas_HFqb0/s72-c/Entrega_Lista_3_1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-533419489174299809</id><published>2009-07-28T14:25:00.007Z</published><updated>2009-07-28T22:03:03.779Z</updated><title type='text'>Outro funâmbulo, outro show, o mesmo desespero</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sm90nQ36qCI/AAAAAAAAAlA/CiOQ-K4H2DY/s1600-h/Ev_Res_Liquidos_2000_Jun2010_500.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363633899114768418" style="WIDTH: 335px; CURSOR: hand; HEIGHT: 259px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sm90nQ36qCI/AAAAAAAAAlA/CiOQ-K4H2DY/s320/Ev_Res_Liquidos_2000_Jun2010_500.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sm90hWZes_I/AAAAAAAAAk4/PU-BNK-m9q4/s1600-h/Evolucao_epoca2003_04_a_2008_09_500.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363633797518504946" style="WIDTH: 336px; CURSOR: hand; HEIGHT: 235px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sm90hWZes_I/AAAAAAAAAk4/PU-BNK-m9q4/s320/Evolucao_epoca2003_04_a_2008_09_500.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; CDSC apresentou e aprovou contas (exercício/época 2007/08) que, quer em termos de resultados, quer em termos de forma, são incomparavelmente melhores do que tudo o que aconteceu nos últimos anos. Pena que não tenham evitado algumas irregularidades com os prazos (que compreendo, mas lamento) dando assim pretexto a quem, não obstante as bastas provas de falta de escrúpulos já dadas, veio agora exigir o cumprimento escrupuloso daquilo que outrora, quando responsável e para tal remunerado, nunca fez, nem mostrou interesse em fazer!&lt;br /&gt;Lamentável foi também, a coberto de uma manobra de diversão, ter havido mais destaque mediático à eventual impugnação daquela AG (acto sem algum efeito prático) do que ao facto de, pela primeira vez em muitos anos, terem sido apresentadas contas de forma clara e transparente, além do mais, reflectindo óbvia recuperação financeira, e projectando já para a época de 2008/09, exercício que findou em Junho, resultados positivos.&lt;br /&gt;Mesmo que não houvesse mais nada – e há! -, o desesperado show do funâmbulo agora em questão também se compreende: &lt;strong&gt;é que as boas perspectivas que as contas indiciam, aliadas ao facto, já incontestável, de uma época desportiva realizada com sucesso e a custos muito inferiores aos do passado, tudo obtido com muito trabalho sério e competência, não com manobras de submundo, deixa mal na foto os que (não foi só ele!) quase destruíram o CDSC a troco de glória efémera.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Mas o show do artista, que além de funâmbulo também é ilusionista e hábil a baralhar, não deixou de ter uma hilariante parte cómico burlesca: o número dos “números”, quando refere os 2 milhões de hoje e os 500 mil do passado, sem esclarecer que antes era em contos (milhares de escudos) e agora é em euros; e o número do desperdício, evocando o contrato dos 60.000 euros (Deus perdoe aos que, passando ao lado do previamente estabelecido, permitiram que tal acontecesse - e podia ser pior!), que quando comparado a habilidades antigas, como “o caso Manuel Fernandes” para dar só um exemplo, passa por bagatela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lá diz o povo com razão: “quem não tem vergonha todo o mundo é seu”!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;A.O. 28/07/09; “Cá à minha moda”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-533419489174299809?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/533419489174299809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/533419489174299809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2009/07/outro-funambulo-outro-show-o-mesmo.html' title='Outro funâmbulo, outro show, o mesmo desespero'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sm90nQ36qCI/AAAAAAAAAlA/CiOQ-K4H2DY/s72-c/Ev_Res_Liquidos_2000_Jun2010_500.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-5822668774951146999</id><published>2009-07-15T18:20:00.006Z</published><updated>2009-07-15T18:39:21.560Z</updated><title type='text'>Em SANTA CLARA – VIDA NOVA é para continuar</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sl4hwDdbK5I/AAAAAAAAAko/AjHkkoBjIdY/s1600-h/Farol+5_166.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358757716063628178" style="WIDTH: 143px; CURSOR: hand; HEIGHT: 129px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sl4hwDdbK5I/AAAAAAAAAko/AjHkkoBjIdY/s320/Farol+5_166.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sl4hpcnCNZI/AAAAAAAAAkg/SBh4qbejbWY/s1600-h/Placa_332.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358757602555737490" style="WIDTH: 295px; CURSOR: hand; HEIGHT: 122px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sl4hpcnCNZI/AAAAAAAAAkg/SBh4qbejbWY/s320/Placa_332.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sl4hgPrgOVI/AAAAAAAAAkY/JI4Hq0NHblA/s1600-h/Braz%C3%A3o+SANTA+CLARA_530.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358757444465998162" style="WIDTH: 442px; CURSOR: hand; HEIGHT: 395px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sl4hgPrgOVI/AAAAAAAAAkY/JI4Hq0NHblA/s320/Braz%C3%A3o+SANTA+CLARA_530.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;a passada quinta-feira, perante expressiva assistência, &lt;a href="http://vidanovafarol.blogspot.com/2009/07/projecto-maravilhoso.html"&gt;que ovacionou com ruidosas palmas as passagens mais significativas das mensagens ali transmitidas&lt;/a&gt;, foi tornada pública a intenção da recandidatura à Junta de Freguesia de Santa Clara do grupo de cidadãos, que, num tão dedicado quanto singular projecto de serviço cívico e cidadania, sob o lema: “Santa Clara – Vida Nova” venceram as primeiras eleições para aquela autarquia, e desde então, de forma amplamente apreciada, tanto pela dinâmica como pela competência, têm vindo a gerir os destinos da mais jovem freguesia da cidade de Ponta Delgada. Exemplos não faltam: se a organização, equipamento e funcionamento dos serviços da Junta, fazendo optimizado uso das mais recentes tecnologias, são só para consumo interno, já o rápido e competente processo de estabelecimento e legalização dos símbolos heráldicos está a “fazer escola”.&lt;br /&gt;Esta intenção de recandidatura, muito reflectida e já desde há algum tempo tomada, só agora foi divulgada porque, de forma responsável, foi decidido aguardar até ao limite possível pela demorada resposta a uma proposta, desta vez feita e reiterada formalmente, que visando colocar acima de TODOS os interesses politico partidários (por muito justificáveis – o que até não foi o caso – ou legítimos que se apresentem), mais não queria do que salvaguardar os mais elevados interesses da Freguesia. Infelizmente, isto voltou a não ser possível.&lt;br /&gt;Para o próximo mandato o projecto “Santa Clara – Vida Nova” vai apresentar-se rejuvenescido e ainda mais consolidado. Consistência e revigoramento que, para além do que já é do conhecimento público – Presidência da Assembleia de Freguesia com Luís Cabral, actual Presidente da Junta, e apresentação como candidato a Presidente da Junta do Ricardo Leite, actual Secretário –, brevemente, se tornará ainda mais perceptível. É que Santa Clara tem um “mística” que as “senhoras/es do poder”, seja quem for que o detenha, continuam sem perceber; quantas mais são as dificuldades que criam, tanto maior é a vontade intrínseca dos santaclarenses em as superar. E há bons exemplos disso, com o CDSC apresentando-se como um deles!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 15/07/09; “Cá à minha moda”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-5822668774951146999?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/5822668774951146999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/5822668774951146999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2009/07/em-santa-clara-vida-nova-e-para.html' title='Em SANTA CLARA – VIDA NOVA é para continuar'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sl4hwDdbK5I/AAAAAAAAAko/AjHkkoBjIdY/s72-c/Farol+5_166.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-1310737150197876241</id><published>2009-06-30T19:00:00.011Z</published><updated>2009-07-01T08:13:17.126Z</updated><title type='text'>Pai tirano</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Skpsm4NsWaI/AAAAAAAAAj4/bCzCu9t_u98/s1600-h/PortugalColonial_166x90_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353210522263902626" style="WIDTH: 166px; CURSOR: hand; HEIGHT: 90px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Skpsm4NsWaI/AAAAAAAAAj4/bCzCu9t_u98/s320/PortugalColonial_166x90_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SkpsfhCTbcI/AAAAAAAAAjw/RxEhL6fZc1E/s1600-h/portugal+Colonial_166x90_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353210395783032258" style="WIDTH: 166px; CURSOR: hand; HEIGHT: 90px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SkpsfhCTbcI/AAAAAAAAAjw/RxEhL6fZc1E/s320/portugal+Colonial_166x90_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SkpsY-5hxRI/AAAAAAAAAjo/I4uQTKcuH6o/s1600-h/portugal+Colonial_166x90_3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353210283540202770" style="WIDTH: 166px; CURSOR: hand; HEIGHT: 90px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SkpsY-5hxRI/AAAAAAAAAjo/I4uQTKcuH6o/s320/portugal+Colonial_166x90_3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SkpsM1h8_hI/AAAAAAAAAjg/OtR0Sg58_7k/s1600-h/ZEE_2_250x165.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353210074866974226" style="WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 165px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SkpsM1h8_hI/AAAAAAAAAjg/OtR0Sg58_7k/s320/ZEE_2_250x165.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SkpsD69_DlI/AAAAAAAAAjY/7gp9s_DyRM0/s1600-h/ZEE_1_250x165.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353209921707904594" style="WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 165px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SkpsD69_DlI/AAAAAAAAAjY/7gp9s_DyRM0/s320/ZEE_1_250x165.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No mar, com os Açores e a Madeira contribuindo decisivamente para a sua dimensão, está o que resta do Império Português.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;átria mãe” é como os independentistas açorianos chamam habitualmente Portugal.&lt;br /&gt;Antero de Quental, empregando as palavras como só ele sabia fazer, usou o “&lt;em&gt;Quasi patrícios&lt;/em&gt;” para diferenciar açorianos de portugueses. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Natália Correia, feminina, sofisticada, com uma sensibilidade à flor da pele, chamou “&lt;em&gt;Matria&lt;/em&gt;” à “Mãe Pátria”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Partindo do particular (Açores) para o geral, e já pedindo desculpas por não acompanhar tanta eloquência e elegância, mas, “cá à minha maneira”, &lt;strong&gt;Portugal, em relação aos vários “filhos” que deixou espalhados pelas sete partidas do mundo, tem-se comportado como um padrasto.&lt;/strong&gt; Por vezes, mesmo como um pai tirano!&lt;br /&gt;Foi assim com o Brasil, onde só o passar dos anos, e a mulata doçura dos “filhos e enteados”, permitem hoje ver naquele país “&lt;em&gt;um imenso Portugal&lt;/em&gt;”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim foi em Goa, Damão, Dio, e outras possessões para aquelas bandas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Voltou a ser assim na Guiné, em Angola, Moçambique, com os “filhos e enteados”, brutamente negligenciados, e envolvidos em guerras fratricidas que até hoje subsistem.&lt;br /&gt;Em Timor ainda foi pior. Ali foi um pai ausente, que fugiu abandonando a família, tendo, felizmente, mais tarde, um rebate de consciência que possibilitou minimizar as desgraças a que a sujeitou os enjeitados e desamparados, por lá resistindo às afiadas garras de Suharto.&lt;br /&gt;Em São Tomé e Cabo Verde Portugal foi também um pai ausente. Embora, nestes casos, os filhos da irresponsabilidade, de forma especial os cabo-verdianos, soubessem demonstrar como é preferível viver emancipados do que permanecer sujeitos, na dependência de um padrasto negligente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ccffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portugal tem nos Açores – e na Madeira – a possibilidade de se cumprir como pai pleno: um pai que se realiza vendo os filhos realizados. Um pai que se orgulha ao ver os filhos tratar da sua própria vida; responsáveis, emancipados, livres.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;A.O. 30/06/09; “Cá à minha moda”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-1310737150197876241?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/1310737150197876241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/1310737150197876241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2009/06/pai-tirano.html' title='Pai tirano'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Skpsm4NsWaI/AAAAAAAAAj4/bCzCu9t_u98/s72-c/PortugalColonial_166x90_1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-6616204582166942045</id><published>2009-06-16T17:47:00.007Z</published><updated>2009-06-16T18:37:16.339Z</updated><title type='text'>Padre Fernando: justa e sentida homenagem</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SjfjjI8GCWI/AAAAAAAAAh4/OpzjjCObrRU/s1600-h/Coro_1949_Recorte_Do_recorte_DN_NB_6_7_49_300.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347993275360217442" style="WIDTH: 176px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SjfjjI8GCWI/AAAAAAAAAh4/OpzjjCObrRU/s320/Coro_1949_Recorte_Do_recorte_DN_NB_6_7_49_300.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SjfjUxlaY7I/AAAAAAAAAhw/pIhQ27wcACg/s1600-h/Busto_Padre_Fernando_4_250.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347993028572898226" style="WIDTH: 249px; CURSOR: hand; HEIGHT: 299px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SjfjUxlaY7I/AAAAAAAAAhw/pIhQ27wcACg/s320/Busto_Padre_Fernando_4_250.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sjfi-K631FI/AAAAAAAAAho/rGZRm6ja-c4/s1600-h/Mesa_2_211.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347992640236803154" style="WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 126px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sjfi-K631FI/AAAAAAAAAho/rGZRm6ja-c4/s320/Mesa_2_211.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sjfi3tb4FtI/AAAAAAAAAhg/A3EByYlsTq4/s1600-h/Mesa+e+primeira_fila_bar_211.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347992529242953426" style="WIDTH: 211px; CURSOR: hand; HEIGHT: 126px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Sjfi3tb4FtI/AAAAAAAAAhg/A3EByYlsTq4/s320/Mesa+e+primeira_fila_bar_211.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SjfiokloybI/AAAAAAAAAhY/aMzZyxLa3uU/s1600-h/Primeira_fila+e+publico_junta_141.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347992269169936818" style="WIDTH: 141px; CURSOR: hand; HEIGHT: 97px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SjfiokloybI/AAAAAAAAAhY/aMzZyxLa3uU/s320/Primeira_fila+e+publico_junta_141.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SjfidEeVcfI/AAAAAAAAAhQ/ME9-IrYUDqw/s1600-h/Geral_junta_141.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347992071570813426" style="WIDTH: 141px; CURSOR: hand; HEIGHT: 97px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SjfidEeVcfI/AAAAAAAAAhQ/ME9-IrYUDqw/s320/Geral_junta_141.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SjfiVwTw75I/AAAAAAAAAhI/QUamXjIuWVk/s1600-h/Primeira_fila+e+publico_bar_141.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347991945898684306" style="WIDTH: 141px; CURSOR: hand; HEIGHT: 97px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SjfiVwTw75I/AAAAAAAAAhI/QUamXjIuWVk/s320/Primeira_fila+e+publico_bar_141.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Junta de freguesia de Santa Clara, que – nunca é demais recordar – fugindo à habitual subordinação aos interesses político partidários resulta de um dedicado e exemplar projecto de cidadania e participação cívica (do grupo de cidadãos “Santa Clara – Vida Nova”), no culminar de importantes passos do seu processo fundacional: ordenação heráldica e regulamentação das insígnias e galardões da freguesia, decidiu homenagear o Padre Fernando Vieira Gomes, o principal impulsionador da restauração do estatuto de freguesia para Santa Clara, desígnio legitimado no acto eleitoral de 09 Outubro de 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cerimónia aconteceu no passado dia 12 de Junho, data da passagem do sexagésimo aniversário da ordenação daquele que, praticamente desde então até ao final da sua vida, serviu como mais ninguém aquela comunidade, incrementando-lhe um espírito identitário de tal forma forte, que, ainda mesmo antes da localidade ser freguesia, já como tal era considerada pelos seus habitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recuar até 1949 pode ajudar a compreender muita coisa: Cerca de um mês antes da ordenação do Padre Fernando, era ainda cura de Santa Clara o Padre Osvaldo, a imprensa de Ponta Delgada – notícia retransmitida no Diário de Notícias de New Bedford de 06/Jul/1949 (obrigado a quem me fez chegar este recorte) – deu conta de uma célebre actuação da “Capela de Santa Clara”, acompanhada pelo violonista Jaime Maria de Sousa, dirigida pelo maestro Licínio Costa, detalhando a lista das senhoras, e meninas, que então a compunham: “Genoveva de Medeiros e Maria Angelina, solistas, sendo o coro constituído pela Sra. D. Cisaltina Salgadinho e pelas meninas; Antonieta Cabral, Beatriz de Medeiros Costa, Zuraida Maria dos Santos, Maria Idalina do Rego Sousa, Carmélia de Lourdes Medeiros Salgadinho, Maria Luísa de Jesus Sousa, Maria Manuela do Rosário Moniz, Lorena Maria Tavares Moniz, Lídia Maria Botelho, Genoveva Maria Raimundo e Esbela Maria Raposo Ferreira.”&lt;br /&gt;De quase todas ali referidas, as que não ficaram solteiras, já foi o Padre Fernando que as casou, como também foi ele quem baptizou a esmagadora maioria da sua descendência (gente hoje na casa dos cinquenta), casando também as filhas destas e baptizando os seus filhos, netos das primeiras, em processo que por vezes se repetiu na geração seguinte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se a isso associarmos o forte carisma pessoal do Padre Fernando, bem a como a sua natural propensão para a intervenção social, muito fica explicado! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 16/06/09; “Cá à minha moda”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-6616204582166942045?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/6616204582166942045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/6616204582166942045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2009/06/padre-fernando-uma-justa-e-muito.html' title='Padre Fernando: justa e sentida homenagem'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SjfjjI8GCWI/AAAAAAAAAh4/OpzjjCObrRU/s72-c/Coro_1949_Recorte_Do_recorte_DN_NB_6_7_49_300.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-488884469774619894</id><published>2009-06-07T10:39:00.005Z</published><updated>2009-06-08T07:26:04.135Z</updated><title type='text'>Portugal: um padrasto tirano</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Siy8bHpJ7DI/AAAAAAAAAgo/xboxuhrDF8I/s1600-h/fla.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344854031876090930" style="WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 166px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Siy8bHpJ7DI/AAAAAAAAAgo/xboxuhrDF8I/s320/fla.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Siy8Utk0TRI/AAAAAAAAAgg/iFVW46C0uM8/s1600-h/fla_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344853921799359762" style="WIDTH: 166px; CURSOR: hand; HEIGHT: 166px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Siy8Utk0TRI/AAAAAAAAAgg/iFVW46C0uM8/s320/fla_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(roubado no foguetabraze, e com outras contas a ajustar com o NB)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Siy7viC31QI/AAAAAAAAAgY/kjaKs1iVFhE/s1600-h/laapas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344853283049035010" style="WIDTH: 419px; CURSOR: hand; HEIGHT: 293px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Siy7viC31QI/AAAAAAAAAgY/kjaKs1iVFhE/s320/laapas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Siy6-gklfNI/AAAAAAAAAgQ/hEdu8CtKAqw/s1600-h/laapas.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(roubado no entramula. Obrigado MR)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;orque hoje é sete de Junho (trinta e quatro anos e um dia após o 6 de Junho, e mais de trinta e cinco anos após o 25 de Abril) e mesmo assim, passado todo este tempo, os açorianos até para se candidatarem ao Parlamento Europeu tem ainda de fazê-lo arrebanhados nos partidos portugueses, disputando as restritas cotas para “nativos” – quando a isso os partidos coloniais lhes permitem – que os portugueses para os contentar e amansar lhes “oferecem”, não posso deixar de aqui repetir a minha alegoria do “Pai tirano”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pátria mãe é como os independentistas açorianos chamam habitualmente Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antero Quental, empregando as palavras como só ele sabia fazer, usou o “Quasi patrícios” para relacionar açorianos e portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natália Coreria, feminina, sofisticada, com uma sensibilidade sempre à flor da pele, chamou “Matria” a Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço desculpa por não saber acompanhar tanta elegância – eu sou de Santa Clara –, mas “cá à minha moda” Portugal, em relação aos vários “filhos” que deixou espalhados pelas sete partidas do mundo, se não o é, pelo menos tem-se comportado, como um pai tirano. Por vezes até mesmo um padrasto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim com o Brasil, onde só o tempo e a mulata doçura dos “filhos e enteados” permite hoje ver naquele país um “imenso Portugal”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim em Goa, Damão, Diu e outras possessões por aquelas bandas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim na Guiné, em Angola e Moçambique, com os “filhos e enteados” brutamente negligenciados a serem envolvidos em guerras fratricidas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Timor ainda foi pior. Portugal foi um pai ausente, que fugiu abandonando a família, tendo felizmente, mais tarde, um rebate de consciência que possibilitou minimizar as desgraças a que a sujeitou os enjeitados ali desamparados;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em São Tomé e Cabo Verde, para o bem e para o mal, Portugal, foi também um pai ausente, embora nestes casos os filhos desta irresponsabilidade, de forma especial os cabo-verdianos, mesmo assim soubessem demonstrar como é preferível viver emancipados do que permanecer enteados, sujeitos, a depender de um padrasto negligente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal tem nos Açores – e na Madeira – a possibilidade de se cumprir como pai pleno. Um pai realizado, e que se realiza ao ver os filhos também realizados; a tratar da sua própria vida, livres, responsáveis, emancipados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acham que isso é uma utopia? Eu não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vivam os Açores Livres e emancipados.&lt;br /&gt;Viva a autêntica Livre Administração dos Açores Pelos Açorianos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-488884469774619894?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/488884469774619894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/488884469774619894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2009/06/portugal-um-padrasto-tirano.html' title='Portugal: um padrasto tirano'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/Siy8bHpJ7DI/AAAAAAAAAgo/xboxuhrDF8I/s72-c/fla.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-9169087646780322657</id><published>2009-06-02T17:07:00.004Z</published><updated>2009-06-30T19:08:24.049Z</updated><title type='text'>Óhh… San...ta Clara</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SiVe0R1_ZZI/AAAAAAAAAf4/dNksGo0aIGs/s1600-h/pavao_100.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342780785181025682" style="WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 100px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SiVe0R1_ZZI/AAAAAAAAAf4/dNksGo0aIGs/s320/pavao_100.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SiVeu7BWz2I/AAAAAAAAAfw/Ux6Nc0kDB-I/s1600-h/vigarista_100.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342780693155336034" style="WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 100px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SiVeu7BWz2I/AAAAAAAAAfw/Ux6Nc0kDB-I/s320/vigarista_100.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SiVeeKqaFNI/AAAAAAAAAfg/rtbE_qScehs/s1600-h/gordocomil%C3%A3o_100.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342780405296272594" style="WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 100px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SiVeeKqaFNI/AAAAAAAAAfg/rtbE_qScehs/s320/gordocomil%C3%A3o_100.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SiVeJxV28mI/AAAAAAAAAfQ/mCA6FnDeYUo/s1600-h/franciscano_100.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342780054901813858" style="WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 100px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SiVeJxV28mI/AAAAAAAAAfQ/mCA6FnDeYUo/s320/franciscano_100.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SiVeEeFPovI/AAAAAAAAAfI/toJ7TzLEhBs/s1600-h/operario_100.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342779963832509170" style="WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 100px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SiVeEeFPovI/AAAAAAAAAfI/toJ7TzLEhBs/s320/operario_100.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SiVd-zsQU5I/AAAAAAAAAfA/mbqgNcPwLbg/s1600-h/lupa_100.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342779866554061714" style="WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 100px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SiVd-zsQU5I/AAAAAAAAAfA/mbqgNcPwLbg/s320/lupa_100.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;im. Faltou a “cereja no topo do bolo”, mas o conseguido foi mais do que o que à partida era expectável, mesmo por quem teve a coragem de “por a revolução na rua”. E incomparavelmente mais, muito, muito mais, do que aquilo que os incompetentes e oportunistas do passado agoiravam ir acontecer, ou, sem o revelar, davam claras indicações desejar que acontecesse. Porque há sempre um “escrever direito por linhas tortas”, se calhar até foi bom “o bolo” não ter cereja; é que o fruto podia não estar ainda maduro, e só a atracção que o tardio, mas agradável, aroma de Primavera (casa mais limpa, situação melhor controlada) exercia sobre algumas “sórdidas moscas do passado” dava que pensar!&lt;br /&gt;Já muito se ganhou. A demonstrá-lo está a sábia voz do povo, umas vezes em surdina outras com mais desassombro, quando diz, por exemplo: “&lt;em&gt;se nas actuais condições (patrimonialmente delapidado e com os escassos recursos sobejantes altamente condicionados pelo triste legado deixado por quem durante anos sempre confundiu inchaço com crescimento) foi possível ao CDSC fazer o que fez, é fácil imaginar o quanto se desbaratou, ou o quanto, noutras circunstâncias, podia ter sido feito&lt;/em&gt;”. Ou, de forma mais rude: “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;no Santa Clara bastou correr com ladrões, vigaristas, e uns quantos oportunistas, para com muito menos, logo se fazer mais, e bem melhor&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;Nada está consolidado. Há que prosseguir, com redobrado empenho e procurando cada vez mais competência! Uma missão altruísta, mas pouco compatível com atávicos comprometimentos, inusitados agradecimentos, e amedrontadas cedências aos responsáveis (e seus cúmplices) pelos graves danos causados ao CDSC num passado recente. Até porque olhar e seguir em frente não significa esquecer o passado, muito menos branqueá-lo, e os excessos de complacência são facilmente associados a cumplicidades, sobretudo quando não houve a capacidade de evitar interesses próximos, mesmo quando mesquinhos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 02/06/09; “Cá à minha moda”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-9169087646780322657?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/9169087646780322657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/9169087646780322657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2009/06/ohh-santa-clara.html' title='Óhh… San...ta Clara'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SiVe0R1_ZZI/AAAAAAAAAf4/dNksGo0aIGs/s72-c/pavao_100.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-2379925143476873854</id><published>2009-05-19T18:01:00.006Z</published><updated>2009-05-19T18:15:48.034Z</updated><title type='text'>Ao som dos primeiros foguetes</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/ShL0l8VLMBI/AAAAAAAAAeQ/pgmIUivQbno/s1600-h/peregrinos_senhor_santo_cristo_dos_milagres_72dpi.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337597441074737170" style="WIDTH: 203px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/ShL0l8VLMBI/AAAAAAAAAeQ/pgmIUivQbno/s320/peregrinos_senhor_santo_cristo_dos_milagres_72dpi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ste ano, uma das grandes novidades surgidas em tempo de festa, foi o importante contributo de Daniel de Sá para a história do culto do Senhor Santo Cristo, de forma especial, a sua minuciosa pesquisa que aponta para a sexta-feira, 11 de Abril de 1698, como a data de realização da primeira procissão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Além disso, e de verdadeiramente de substantivo, pouco mais posso acrescentar ao que, noutra ocasião, também com alguma antecedência, já aqui escrevi:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O temor a Deus e a educação para a evocação divina sempre que algo aparentemente sobrenatural necessitava de ser aplacado, levaram os nossos ancestrais que viveram a transição do século XVII para o XVIII, quando confrontados com o pavor causado por uma crise sísmica que parecia não querer terminar, a iniciarem um cortejo penitencial que se mantém até hoje, durante o qual, ainda se podem observar singulares expressões de fé, devoção e religiosidade.&lt;br /&gt;Logo numa das primeiras vezes que o Senhor Santo Cristo percorreu as ruas de Ponta Delgada, com nobres – foram estes, reza a tradição, quem tomou a iniciativa do evento – e plebeus, todos descalços, acompanhando em cortejo a imagem que, ainda hoje, ao passar, suscita estranhos sentimentos mesmo a muitos daqueles que se apresentam como agnósticos, uma “misteriosa” queda da efígie a meio do percurso tornou ainda mais pungente aquela que já era, e durante muito tempo assim continuou sendo, apenas, uma dramática, humilde, e eminentemente religiosa demonstração de fé.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, para o bem e para o mal, é a parte profana da festa aquela que mais impacto causa; ela é cartaz turístico, é enorme oportunidade de negócio, e até mesmo – há que assumi-lo –, é um autêntico desfile de vaidades onde, o caminhar com pés descalços, deu lugar a minuciosas regras protocolares estabelecendo a ordem de aproximação à venerada imagem, não por motivos de fé, mas de maior visibilidade e destaque!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A.O. 19/05/09; “Cá à minha moda”&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8076555-2379925143476873854?l=olugardapontadelgada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/2379925143476873854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8076555/posts/default/2379925143476873854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2009/05/ao-som-dos-primeiros-foguetes.html' title='Ao som dos primeiros foguetes'/><author><name>João Pacheco de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06103012200994471478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/ShL0l8VLMBI/AAAAAAAAAeQ/pgmIUivQbno/s72-c/peregrinos_senhor_santo_cristo_dos_milagres_72dpi.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8076555.post-6951841734654990843</id><published>2009-05-05T15:36:00.008Z</published><updated>2009-05-07T13:55:19.722Z</updated><title type='text'>Jorge Amaral Borges: O Professor</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SgLnj2XgHWI/AAAAAAAAAeI/q5pxbAXoA3s/s1600-h/JorgeAmaral_216_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333079511835614562" style="WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 184px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SgLnj2XgHWI/AAAAAAAAAeI/q5pxbAXoA3s/s320/JorgeAmaral_216_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4TALTBbdwzo/SgLnetzRHRI/AAAAAAAAAeA/cYIUvPhnq1o/s1600-h/JorgeAmaral_216.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO
